Entrevista: Lúcio Maia

Se um dos principais motes da edição 2006 do Abril pro Rock é a oportunidade de conhecer bandas novas, uma das atrações vai merecer todas as atenções do público. É a Maquinado, projeto do guitarrista da Nação Zumbi Lúcio Maia, que é nova em quase todos os aspectos. A apresentação no Recife será a terceira da história da banda, que existia até então somente nas idéias e ensaios. Até então, só um pequeno grupo em São Paulo teve oportunidade de saber como são essas músicas que ele está trazendo para o domingo do festival.

“A idéia começou com há quase dois anos, quando comecei a preparar essas músicas para um disco”, lembra Lúcio, que ainda mora no esquema “lá e cá”, na ponte aérea entre Recife e São Paulo. “Eu montei 14 músicas, fui gravando como produto meu mesmo, trabalhando um pouquinho a cada dia e chamando convidados”, explica. Não dá para adiantar como é essa música do Maquinado, já que ela não está registrada em lugar algum, mas o projeto vêm com um selo de qualidade carimbado por uma seleção de músicos de primeira linha.

“No CD tem o Speed, que tocava com o Black Alien, o Scotty Hard (que produziu o disco “Futura” da Nação Zumbi), o Maurício Takara (Hurtmold), Ganjamen, Toca Ogan (Nação Zumbi) e mais um outro pessoal”, adiana Lúcio Maia. O disco seria inicialmente lançado pela gravadora Trama, a mesma da Nação Zumbi, mas no momento está em processo de ser lançado mesmo de maneira independente. Os convidados para o disco também não vêm para o Recife.

“O Maquinado do Abril vai ser um combo com o Cidadão Instigado e participação especial do Siba”, explica o guitarrista, que também canta no novo projeto. Como todo artista comum, Lúcio Maia não coloca seu som em palavras. “O que eu toco é uma referência minha, não repito nada que já tenho feito”, mas dá a dica: “o repetório é pequeno, mas tem desde ciranda a ragga e a gente também toca Kraftwerk”. Mistura no mínimo curiosa.

No último fim de semana, a versão Abril pro Rock do Maquinado se apresentou no bar Grazie a Dio, já famoso reduto de bandas pernambucanas em São Paulo. O destaque ficou por Lúcio longe das guitarras e também do microfone, imerso em laptops e cdjs, reproduzindo samplers em tempo real a medida que era acompanhado pela banda. Sem referência sonoras mais concretas o público não fica com uma expectativa muito boa, apenas com a batida “é aguardar para ver no que dá”.

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