Cultura para ler
Não importa se sua cachaça é champagne, cerveja ou pitú. Abra ela agora mesmo para comemorar o lançamento da edição nacional da revista Rolling Stone, que chegou às bancas no último dia 20. Depois de uma série de boatos sobre quem escreveria, publicaria e como seria, a curiosidade pode ser substituída pela felicidade. Material excelente, no mesmo formato de sua original norte-americana. Coisa fina.
Nas páginas, muita matéria de música. Elas dividem espaço e se conectam com assuntos sobre política e comportamento. Não soa boba, nem cansativa. É bonita até se for só para olhar, sem ler, se os textos não fossem tão atraentes. Um editorial de tirar o fôlego recorta um diálogo com o editor da Rolling Stone nos Estados Unidos, com a frase “opinião é tudo, filho”. A Bizz, OutraCoisa e semelhantes podem começar a ter medo.
Sem Axé
Salvador vai muito bem, obrigado. Depois de uma visita rápida, conheci e toquei lá na festa Nave, comandada pela dupla Luciano Matos e Jan Balanco. Público de primeira qualidade, disposto a dançar o melhor do rock velho e novo até às cinco da manhã. Organizado, seguro e divertido. Recife precisa de uma dessas.
Histeria
Foi divertida a tarde de autógrafos que o fenômeno emo Fresno (RS) deu na loja Gettho, do Shopping Recife na última quarta. Eram aguardados por uma fila descontrolada de garotas histéricas e rapazes arrumando a franja a cada dois minutos. Uma delas gritou “Eu vou morrer!”. Deu para ter uma idéia?
Internacional
A diva (ou seria melhor “ex”?) Gloria Gaynor confirmou sua apresentação no Recife, em novembro, no Chevrolet Hall. É a cidade, mais uma vez, mostrando sua divertida vocação para artistas internacionais em fim de carreira.
Hheauiheauiehauieha.
Recife só presta pra se drogar mermo.
Aliás tem que se drogar. Puta que pariu. Hauoehauiehaea.
Mas até que é bom viver aqui. Agente aprende muito com os pagodeiros e bregueiros. É uma experiência de vida que vocês de outros lugares nunca terão.