Morra CD, morra! – Pop up!

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“O MQN está abandonando o formato de compact disc e tudo o que ele representa”. A frase veio num manifesto na semana passada, por email, ecoando em listas e debates na Internet. Chamado de “Fuck CD Manifesto”, foi enviado pelo cabeça da banda e do selo Monstro Discos, Fabrício Nobre. No texto, o que esse formato representa é bem claro. “Custos altos, subordinação ao estabelecido, problemas de distribuição e mais”. E como o rock sempre teve o espírito de dizer dane-se a tudo que enche o saco, está dando seu adeus oficial.

O manifesto continua com a promessa. “Todas nossas canções, novas e velhas, estão disponíveis para download na Internet, de graça, qualquer um pode baixar, colocar no MP3 Player, copiar, remixar, apagar. A música é verdadeiramente independente”, declara Fabrício. Aproveitando o espírito, em entrevista via bate-papo online, Fabrício completa sua idéia. “CD de ninguém independente dá dinheiro. Mal sobra uma mixaria para pagar novas prensagens”, comenta, com a experiência de 10 anos na estrada, oito desses comandando uma gravadora.

Mas e a solução? Para Nobre, está no show. “É a coisa mais importante no Rock. Se a banda não tem um show bom, tá fora”, comenta. “Tem que ter uma gravação muito boa também, foto, música para o pessoal conhecer, mas nada disso precisa ser em CD”. A MQN agora pretende lançar apenas singles de trabalho e divulgação, além de disquinhos de vinil como artigo para colecionadores. “Se o povo quer ouvir a música e tem uma plataforma para ouvir de graça, por que eu iria dificultar isso?”, faz o questionamento, quase genial de tão simples.

Quando se fala de cultura distribuída na Internet, é imprescindível falar em direito autoral. Importante porque esse se aplica, automaticamente, no momento em que uma obra é criada, impedindo que ela seja copiada. Mas, para uma informação circular na rede, ela precisa ser copiada antes. Ou seja, se o artista não deixar claro que os direitos não são mais todos reservados, sua música não pode chegar a outros computadores legalmente. Uma das soluções para isso é a licença chamada de Creative Commons, um selo oficial que diz “pode copiar!”.

Um passo a frente à idéia da banda MQN, agora usando o Creative Commons, é da gravadora Free Records, a primeira no Brasil onde todos os artistas se lançam direto na Internet. Não é como os sites abertos (Trama Virtual, Democlub, etc). “É um casting selecionado com base em critérios artísticos, que a gravadora custeia todo o processo de produção do disco e divulgação, sem que o artista precise desembolsar nada”. É a mesma estrutura de qualquer outro selo, só que sem o – agora super careta – CD.

Para baixar música livre
www.mqn.com.br www.freerecords.com.br

www.overmixter.com.br

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