O Recife Xenófobo – Pop up!

Desde o começo desta coluna, foi trazido em discussão a crescente carência de espaços que o Recife tem passado para realizar shows (de bandas autorais) e festas (as boas). Este ano parece que a cultura ficou de lado das propostas dos candidatos a governador e, também, dos presidentes. É justo. Educação é uma necessidade muito maior – e, convenhamos, bem mais precária – de Pernambuco. Mas votos a parte, a solução demorou e veio. Nos últimos três fins de semana, o Espaço Nascedouro de Peixinhos e o Alto José do Pinho trouxeram a melhor programação do fim de semana.Mas veio com outra questão. A periferia deu um grito que, ao que parece, só foi ouvido pela própria periferia. O público do centro (e bairros como Boa Viagem e Casa Forte) criou uma resistência para ir até esses novos espaços, mesmo com segurança garantida. Depois da configuração manguebeat das misturas entre público virar clichê e, sem trocadilho por favor, defunto; o futuro da nossa música começa a se desenhar com longos muros divisores. E para quem toca e produz isso vai bastante muito complicado.

No centro
Nas suas duas primeiras edições do Coquetel Molotov, o festival não consegui lotar um teatro. Muita gente disse ter deixado de ir por falta de espaço para circular entre shows, tomar uma cerveja e jogar conversa fora. Dessa vez, pensando nesse público mais social, foi criado um lounge pela patrocinadora Tim, com pufs e almofadas para ninguém ficar mais sentado nas escadinhas do teatro.

Na periferia
Já está tudo pronto para o Encontro Nordestino de Hip Hop. Será nos dias 7, 8 e 9 de setembro no Teatro do Parque (periferia não é geográfica, vale reforçar), com feirinha, mostra de grafite, apresentações de rap, batalhas de B.Boy, debates e mostra de vídeo. O teor do encontro é mais político que cultural. É um espaço para debates.

Recados Hoje mesmo, você escuta o que rolou no programa PopCast do sábado passado. Ele fica disponível, inclusive em podcast, no endereço

www.popcastfm.com. E nessa quinta-feira tem a “Dance, Monkeys, Dance!”, no Boratcho, de novo com discotecagem minha (tocando mais rock) e de Ângela Smaniotto (com set mais eletrônico).

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