Dieta da música

É difícil acreditar que as grandes gravadoras (Sony, Universal, Warner, EMI) querem mudar seu método de trabalho. Principalmente numa semana que a Sony entrega nas lojas sua famigerada novidade, num terrível trocadilho com a nova onda de refrigerantes diets, o “CD Zero”. Na teoria, um disco com poucas músicas para ser vendido a um preço mais acessível. Na prática, R$ 10 por cinco faixas. Nem precisa dizer o quanto é caro e ainda abusivo. Esse é o preço que deveria ser vendido um disco comum, com 15 músicas.

Não precisa também ser um mestre na matemática para entender a lógica. O disco de Vanessa da Mata, por exemplo, tem 13 músicas e custa R$ 25,90. Sua versão diet (ops! Zero), custa R$ 7,90. Numa divisão rápida, cada faixa só saiu R$ 0,30 mais barato. Então no fundo você só estará pagando o mesmo preço, só que por uma versão reduzida do produto. Para ilustrar ainda na mesma artista, o primeiro disco de Vanessa, independente, traz a mesma quantidade de músicas e custa R$ 12.

Novo espaço
Um novo espaço para shows vai ser inaugurado esse fim de semana em Olinda. Para fazer a festa em grande estilo, o pessoal do Anarquia Bar está trazendo a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acajú para fazer o show de inauguração, sábado.

Novo site
Outro espaço feito por gente daqui para quem quer ficar por dentro das novidades de música. O blog O Grito, que já foi indicado nesta coluna antes, agora passa a se chamar Revista O Grito. Visual melhorado, mais seções e conteúdo de primeira. No endereço www.revistaogrito.com

Show
Semana retrasada, Otto fez um de seus melhores shows na cidade dos últimos dois anos. Quem perdeu, já pode conferir a cobertura em vídeo feito pelo CircuitoPE (www.circuitope.org). O site também está sorteando ingressos para o lançamento do primeiro disco da banda Academia da Berlinda.

De fora
Este fim de semana, pude conferir de novo a festa Nave, que anima as noites de Salvador em edições mensais. A cidade está fazendo inveja ao Recife, com vários espaços para shows de bandas locais (além da festa, no mesmo fim de semana, se apresentaram Retrofoguetes, Marcelo Nova, entre outros artistas menores) e público que não se incomoda em pagar R$ 15 por uma noite de diversão.

3 comments

  1. Wagner

    bem eu digo e repito recife é um CU! mas salvador é odioda por mim, vai saber por que!!! valeu pela lembrança e vou ser grato avc pela ajuda no css e ao guilherme que ajudou o tadinho do paulo, mas que negócio complicado do heel é aquilo menino, de cascata só tembonito o nome, afe! vc tava virado na nave nera! mas só ia ficar com inveja se fosse a da xuxa por que qt eu era pequeno sempre saia na janela pra vê se ela passavamesmo no ceu no final do programa :p!

  2. filipe

    Bruno outra coisa, os gringos fazem muito isso de lançar Ep (aqui tbm mas não tanto), o que é algo bacana e ainda por cima é pensado para aquele formato. Mas, se isso se confirmar da gravadora, tira totalmente a idéia de álbum, podem sair coisas bizarras, tipo só as músicas mais animadas, ou só músicas de refrão fácil, e muitas vezes no cd a que você mais gosta é musiquinha que passa despercebido para muitas pessoas.

    Abs, FIlipe.

  3. mac

    lembrando que o preço sugeido do cd zero de vanessa da mata é 9,99. dizem que é uma estratégia pra combater a pirataria, mas quero ver se o caba que ia pagar 5 conto no cd inteiro pirata vai pagar o dobro por menos da metado do disco só porque ele se chama zero, não tem nada no encarte e as musicas são as mesmas do disco. detalhe, a gravadora fez mais copias do zero que o diso mesmo, na loja em que trabalho vendemos vário discos inteiros eo zero está literalmente encalhado. Qem bola esse tipo de estratégia nunca deve ter ganho ou sequer jogado uma partida de war. A proposito a warner programou lançamentos de artistas gringos para o proximo mes e em todos os casos os preços beiram os 40 reis, não sei se isso é vontade de falir ou se a industria do disco já começou a lavar dinheiro do tráfico pra sobreviver. ah! já ia esquecendo!! o cd da trilha do homem aranha 3 tá na faixa de uns 50 conto, por conta da baixa geral do dolar a edição importada tá quase o preço da nacional. pode ser que num futuro proximo fique mais em conta importar os discos do que comprar da industria nacional.

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