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Setembro 16, 2007 | Author: Bruno Nogueira | Arquivar em: Blog, Reportagens

Há mais ou menos três meses, entrei bebado na piscina com meu celular. Ele voltou a funcionar tem poucos dias, não sei como (talvez se eu tivesse testado antes, ele teria voltado antes :P). Para comemorar e testar as funções, fiz umas entrevistas no Coquetel Molotov. Acabou ficando legal! A música da Vamoz, que toca no começo, é a “Target of Rock” e não aquela que diz no final. http://www.youtube.com/watch?v=rPt9A9n2xNo Edição surpreendente, essa última do festival, hein? Acho que o show do Love is All na primeira noite foi o mais representativo. Uma banda que ninguém conhece, ninguém estava falando, não apareceu em canto nenhum desde que foi anunciada, mas com o público inteiro desesperado na frente do palco, dançando e até …

Há mais ou menos três meses, entrei bebado na piscina com meu celular. Ele voltou a funcionar tem poucos dias, não sei como (talvez se eu tivesse testado antes, ele teria voltado antes :P). Para comemorar e testar as funções, fiz umas entrevistas no Coquetel Molotov. Acabou ficando legal! A música da Vamoz, que toca no começo, é a “Target of Rock” e não aquela que diz no final.

Edição surpreendente, essa última do festival, hein? Acho que o show do Love is All na primeira noite foi o mais representativo. Uma banda que ninguém conhece, ninguém estava falando, não apareceu em canto nenhum desde que foi anunciada, mas com o público inteiro desesperado na frente do palco, dançando e até arriscando cantar. Receptividade como não se via no Recife já tem bastante tempo.

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Representativo, mas não bastou isso. Na segunda noite, recorde de público antes da metade do festival. Os ingressos esgotaram e as pessoas não param de chegar mesmo assim. Fila como nunca se vê no teatro da UFPE. Se não fosse proibido ultrapassar, eu arriscaria que tinha mais gente do que cabe no teatro. Gente da cidade falando que aquela era a primeira vez que estava indo para Coquetel Molotov, gente de outros estados (Bahia, João Pessoa, Natal, etc), que disse nunca ter vindo antes ao Recife. Realmente, algo surpreendente.

Quando o Coquetel Molotov começou, era um festival esquisito. Hoje, parece que sua fase de transição passou e agora é difícil imaginar como a cidade era antes. No final da banda Vamoz! um menino que não devia ter passado dos 16 reclamava com os amigos dizendo “que absurdo! Viu o que o vocalista falou no palco? Que era um show de rock, eu sai na mesma hora que ele avisou”. Novos tempos, novos públicos. Mesmo com um som deficiente – muito deficiente, pelo que parece, esqueceram de tirar a regulação do Nouvelle Vague qdo começaram os show – a Vamoz fez bonito. Detalhe que o público nem sempre repara, ainda mais com a presença de palco super profissional do trio.

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Nessa hora, deixei de ver os shows para fazer essas entrevistas do video. Vi duas músicas só do Wado e pareceu tão bom quanto estava deslocado. Era a atração que mais trazia informação nas músicas, coisa que o público realmente não conseguiu processar. Quem curtiu, tem a boa nova de que ele já tem um novo show marcado na cidade, junto com a elogiada Inquilinus. Coloco os detalhes aqui em breve. O clima por trás do palco era muito, mas muito agitado. Alguns vários convidados assistiam o show de Cibelle por trás do palco, todos vidrados, sem tirar os olhos dela. O cineasta Leo Falcão ficava no laptop cuidando do telão que projetava imagens.

Estavam todos lá. O pessoal do Supercordas, do Love is All, as meninas do Hello Saferide e o Suburban Kids with Biblical Names. O clima era de confraternização, junto com gente de outras bandas da cidade, alguns jornalistas de fora da cidade que estavam cobrindo o evento. Quando começou o Nouvelle Vague, parecia uma festa inteira a parte, menor apenas da catarse causada no público que, tá ok, talvez nem soubesse o que era o Bauhaus, mas entrou no clima nas versões sempre deliciosas que a banda francesa faz das músicas. Fiquei pensando até onde aquilo era um cover de luxo, até passar a pensar o quanto eu estava pensando bobagem. 😛

No segundo dia, o karaokê indie armado pela patrocinadora Tim tinha virado atração-mor do festival. Até os caras do Love is All ficavam assistindo as perolas do público. Tudo só aumentava a zona livre do festival, que dava proporção de que aquela era mesmo a edição mais numerosa. Perto do último show, algumas bancas de camiseta já estavam vazia.cibell-5115477

Teve bronca no bar. A polícia apareceu para proibir a venda de bebidas que estavam fazendo do lado de fora do teatro e teve até gente sendo presa. Resultado, acabou a bebida no meio da noite. O pessoal foi agil e conseguiu repor, mas por latas ainda quentes. Bronca com cerveja, aliás, é um clássico em festival de música. Com exceção do Tim Festival, onde a bebida custa mais caro que duas garrafas. Aí ninguém bebe mesmo 😛

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