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Setembro 15, 2007 | Author: Bruno Nogueira | Arquivar em: Blog

Esse deve ser meu ano mais relapso com o Coquetel Molotov. Fiz cobertura dele desde a primeira edição (o que não é muita coisa, já que esta ainda é a quarta), mas minhas férias do jornal cairam justamente em setembro. Não tive muito peso na consciência ao chegar tarde, exceto pelo fato que perdi o show do Fóssil, na sala da UFPE. A primeira banda, Backstages, nem tocou porque o baterista faltou. “Esse seria nosso último show, mas acho que agora será o nosso último show sem ele”, me disse Kleber Crócia, com uma cara de desanimo enorme. A sala Cine UFPE, o cubículo onde acontecem os primeiros shows, sempre me passa uma incomoda sensação claustrofóbica. Me surpreendo como fica lotada …

Esse deve ser meu ano mais relapso com o Coquetel Molotov. Fiz cobertura dele desde a primeira edição (o que não é muita coisa, já que esta ainda é a quarta), mas minhas férias do jornal cairam justamente em setembro. Não tive muito peso na consciência ao chegar tarde, exceto pelo fato que perdi o show do Fóssil, na sala da UFPE. A primeira banda, Backstages, nem tocou porque o baterista faltou. “Esse seria nosso último show, mas acho que agora será o nosso último show sem ele”, me disse Kleber Crócia, com uma cara de desanimo enorme.

A sala Cine UFPE, o cubículo onde acontecem os primeiros shows, sempre me passa uma incomoda sensação claustrofóbica. Me surpreendo como fica lotada de gente se apertando, sentando no chão e se encaixando onde mais dá. Só depois do show do Elma, que eu não aguentei mais que duas músicas, deu para ter idéia como o lugar tava cheio. Ainda não sairam os números, mas acho que esse ano já é a sexta-feira com mais gente que o festival já teve.

Fui ver o show da Volver, que não tocava no Recife desde o Carnaval, lá na primeira fila. Foi bem legal. Todos bem entrosados (a última vez que vi, em Natal, todos andavam meio distantes), só gostei mais do meio para o final, quando eles se empolgaram e aceleraram mais. É divertido no Coquetel ver as bandas daqui tocando em palco tão grande, com um som e acústica tão boa. Apesar de quem sentou atrás disse não ouvir nada da bateria, para mim soou ok. Me espantei como o público reagiu tão bem as músicas novas, ainda desconhecidas. Depois descobri que não era mérito da Volver, mas sim do público do festival, que estava super receptivo à novidades. Tomara que tenha dando pique para a banda voltar a aparecer mais, porque o próximo disco deles, que deve sair só no Carnaval, está muito, muito bom mesmo.

O show do Supercordas foi uma bosta. Não por culpa da banda, mas da técnica de som. Os microfones todos estavam estourando o tempo inteiro, deixando impossível entender o que os caras diziam. Acho que fiquei mais triste porque era a minha grande expectativa para a noite, quem eu mais queria ter visto e acabei saindo no meio. Pelos vídeos, as apresentações deles parecem bem legais, merecem retratação! =)

Eu confesso que sempre fui meio cético com essa Invasão Sueca (como assim, Suécia?). O Love is All me deixou menos chato em relação a isso. Foi surpreendente. Todo mundo dançando até do lado de fora do teatro! As músicas ajudaram, eram divertidíssimas. Deve ter sido a banda mais pop daqueles lados que o Coquetel Molotov já trouxe para cá. Tinha uma espécie de Barbara Jones suéca no palco que deixou todo mundo meio louco. Não foi apenas o melhor show da noite, foi também top 3 melhor de todas as edições do festival.

Deve ser divertido trazer uma banda que ninguém conhece na cidade e, de repente, ver todo mundo fã devoto dela.

Love is All – Talk Talk Talk Downloads: 45 times

Apesar de curtir muito bandas que tem formação totalmente esquista, o show do Prefuse 73 foi mais difícil de acompanhar. Era um bateristas e mais dois teclados (que certos momentos também se dividiam em mixers e samplers). Lembra um Ratatat mais simples e com mais elementos de Hip Hop. Foi bem bom, mas acho que funciona melhor em ambientes mais fechados, com todo mundo dançando. Naquele espaço que era o teatro, ouvir sóbrio mais que quatro músicas era uma tarefa complicada.

Ratatat – Seventeen Years Downloads: 37 times

Recebi um monte de CDs. Novo single do Telerama, “sem ter amor”; a coletânea Ceará Original Soundfashion, o novo EP do Amps&Lina e um CD-R de umas bandas de, acho, Maceió. Os nomes das bandas já são fantásticos: My Midi Valentine e Super Amarelo. Quando ouvir tudo com calma organizo aqui direito as idéias.Tive um treco ali na banquinha da Reverb City. As camisas mais legais de todas por um preço meio salgado (R$ 35). Fiquei com vontade de comprar umas 30, além de todos os bottons. Pelo bem do meu bolso, não tinha mais nenhuma do meu tamanho na hora que eu perguntei. Quem for ver Nouvelle Vague, vá preparado para sair com sacolas na mão. O Karaokê indie montado pela Tim foi a coisa mais fantástica que vi lá na primeira noite. Sorte minha que eu não bebi (muito) e fiquei só assistindo.

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