Próxima fase
Foi dado um puxão de orelha forte nos festivais independentes nessa última semana. Desde a fundação da Abrafin (associação nacional deles) que foi criado o mote de que a nova música do Brasil passa pelos festivais independentes. Verdade, mas parece que os mesmos ainda estão com dificuldade de impulsionar uma banda ao próximo nível. Na última semana, a banda Terminal Guadalupe, de Curitiba – já comentada aqui na coluna – entrou nos finalistas para o prêmio Tim de música (ainda o mais importante), o que revelou que estavam sendo sondados pela gigante Universal.
Sem querer soar precipitado, mas se forem premiados e contratados, o Terminal Guadalupe comprova a teoria. Assim como eles, o Cansei de Ser Sexy, Moptop e Bonde do Rolê foram bandas que, de certa forma, vieram do meio independente e agora estão em outro patamar, seja o de grandes gravadoras ou festivais internacionais. Claro, os festivais independentes tem seus méritos – o Lucy and the Popsonics, que esteve recentemente no Rec-Beat, é um bom exemplo – mas ainda estão em desvantagem no placar.
Coletânea
O coletivo Nordeste Independente lança essa semana, atrelada ao festival que vai acontecer simultaneamente em várias cidades da região, uma coletânea virtual. Distribuída em blogs e sites como o RecifeRock e Trama Virtual, as 20 faixas apresentam novas bandas do Nordeste para os ouvidos curiosos. O anúncio oficial, com endereços para download, deve sair amanhã.
Lançamento
A banda N’Zambi lança o primeiro disco, homônimo, dia 01 de março. Com produção de Ras André, da Ponto de Equilibrio, é um dos raros lançamentos locais no formato SMD. Uma mídia de CD preenchido apenas na área usada pela música, deixando o produto final acessível. Quem for conferir o show da N’Zambi no Clube Atlântico leva o disco para casa por R$ 6.