Fig 2005: Encerramento – Pop up!

GARANHUNS – Foram dez dias de programação, mais de 20 shows, apresentações de danças e teatro. Cerca de 90 mil pessoas circularam em todos os pólos da cidade durante a 15ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Resultado que faria valer a pena o investimento de R$ 1,5 milhões do governo do Estado, prefeitura local e patrocinadores. Faria, porque, nas ruas da cidade, via-se que todos conheciam a debutante, mas ninguém queria dançar a valsa.

É uma rua de mão dupla. O sucesso do FIG nesse tempo é tanto que as pessoas fazem questão de viajar até a cidade apenas para estar lá. É um evento popular, principalmente pelo acesso gratuito, e o interesse na música (carro chefe das atrações) fica mesmo a cargo das bandas de forró. Não importa se é o seu vizinho que está cantando (supondo que seu vizinho não é um músico famoso), as pessoas vão estar lá, vão dançar e aproveitar. Foi assim com todos os desconhecidos do público, foi assim com Kid Abelha e Djavan.

No palco pop, o pólo alternativo, fica uma mostra dos novos ares que o a cena rock do Recife pode tomar próximo ano. Entre todas as presenças, a produtora Melina Hickson destaca a banda Terceira Edição como uma potencial presença no próximo Abril pro Rock. O deslize ficou por darem crédito à idade e não à qualidade do trabalho da Del Rey. A presença na Guadalajara dava para eliminar fácil duas atrações desnecessárias.

Este ano, quem puxou o público da Praça Euclides da Cunha foi a Praça Ruber van der Linden. O palco instrumental era, de longe, o lugar mais animado de todo o festival de inverno. Muita gente dançando, acompanhando a música, dando clima de show. Quem estava a pé e precisava subir a ladeira encontrava uma parada convidativa no Virtuosi, na igreja próxima. Se sobrasse fôlego, seguia para a Guadalajara, sem muita obrigação.

Mas a visão mais bonita era mesmo no palco de dança. Todos os dias, sempre às 16h, o lugar estava lotado até onde dava para ficar coberto. As apresentações, sempre com cores vivas e muito movimento mostravam disciplina e descontração de companhias jovens, algumas mesmo sem nunca terem se apresentado para grande público. O mais importante, mostrava uma resposta de quem assistia, palmas sinceras e esse compromisso de voltar e lotar sempre no dia seguinte.

As oficinas enfrentaram uma dificuldade inédita. Na comunidade do Castainho, nem todos os alunos inscritos foram participar das aulas. Mesmo assim, o conteúdo foi dado para a turma reduzida, que também recebia os meios de produzir, sozinhos, o que era aprendido. O encerramento, no sábado, contou com desfile de moda e exibição de tudo que foi produzido, junto com a dança e música. A exceção ficou com as oficinas para publico de classe média alta, que tratava de temas mais subjetivo.

Se alguns dos palcos programados faltavam gente para assistir as apresentações, em outros, a cidade de Garanhuns começava a ganhar uma novidade. Os movimentos em bares, com música nos carros, batia o público do Palco Pop. Depois dos shows, as casas e boates locais também enchiam nas festas próprias, organizada pelas caravanas de outras cidades. Prova que o pessoal estava muito mais ligado em curtir a cidade.

Publicado originalmente em 18.07.05

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