O fim de uma era
A notícia inacreditável do dia: George Frizzo mandou um email de tarde avisando que não é mais integrante da Fóssil. Talvez a banda mais emblemática de toda essa nova cena instrumental que surge no rock independente, certamente fundadora dessa vertente, mesmo tendo começado apenas em 2004. E a parte inacreditável da notícia: o motivo da saída seria por descontento da banda por ele ser um músico ruim.
O vacilo do restante não parou de crescer o dia inteiro, quando emails e mais emails passaram a circular comentando como Frizzo era a cara da banda e isso não fazia sentido. Resultado: já tem festival anunciando que o Fóssil não toca lá, enquanto outros já estão cogitando ele para fazer estréia de uma carreira solo. De brincadeira, claro. Mas daquelas com um fundo de verdade.
A banda já mandou uma nota de esclarecimento agradecendo os anos de serviço de Frizzo e lembrando que a associação Fóssil = Frizzo é injusta, afinal o restante também fez sua parte do trabalho. O que é digno, mas desaba no “descontentamento artístico” que supostamente justifica a saída.

É foda ver o um Blog com uma opinião tão séria, divulgar só um lado da moeda. Quem toca em banda sabe o que é lidar com pessoas, nunca é fácil. O que é mais lamentável é se cogitar fechar portas para as bandas pela saíde de um membro, enquanto se pode abrir espaço para duas novas bandas a surgir. Lamentável.
Você quer que publique a nota de esclarecimento? Garanto a você que não vai mudar muita coisa da atual imagem da banda.
Mas você precisa entender uma coisa: ninguém trabalha ou deixa de trabalhar pela banda de ninguém, em canto nenhum. Quem abre e fecha as portas são vocês. Não entre nesse discurso preguiçoso pelo amor de deus.