
Esse ai na foto é João Carlos Muller e, se você é uma dessas pessoas que troca músicas na Internet, ele quer te matar. Muller também é consultor jurídico da Associação Brasileira Produtora de Discos e, semana passada, ele foi entrevistado pelo jornal O Globo. Foi mais ou menos assim:
O GLOBO: Como convencer a pessoa que pode pegar de graça a pagar pelo arquivo?
- MULLER: É cultural. Isso é um problema de pedagogo, que eu não sou. Minha vontade é de sair matando todos (risos).
Entre outras coisas, ele compara o cara que pega aquele disco raro do Zé Ramalho, que saiu de catalogo e não vende mais, para download em um blog com um assaltante de caixa forte de banco. E diz que para turma que baixa o disco que eles podem ficar tranquilo, porque agora eles estão atrás apenas do fornecedor. Igual guerra do tráfico.
Sua principal crítica ao Creative Commons tem como base o argumento que Gil, que é todo pró a idéia, até agora só licenciou uma música na vida. Mas entre as várias incongruências – que passam por defender o DRM, licença digital que nenhuma gravadora adota mais, claramente sem saber o que se trata – a cereja do bolo está também no próprio ex-ministro. Depois de um papo de que o autor merece o mundo, ele solta a pérola:
“O Gil recuperou na justiça a obra dele, numa burrice que o Guilherme fez, eu avisei a ele que ia perder aquela obra. Ferrou-se!”
Burrice do Guilherme, porque, segundo Muller, também não é só porque você tem uma idéia que você pode ser dono dela. Quem quiser se divertir mais, a integra da entrevista está aqui. A foto do post também vem de lá e foi tirada por Elis Monteiro.

Bruno Nogueira é pernambucano, jornalista e está no meio de um doutorado em Comunicação e Cultura Contemporânea. Escreve para jornais, revistas e tudos mais que aparece por aqui.



Pra vc ver como tem gente ignorante no mundo. Esse cara é um doente que não consegue se adequar ao mundo moderno.
Antes as pessoas ficavam nas mãos de quem tinha a informação, a música, o livro. Agora muito mais pessoas podem ter acesso a tudo isso e consequentemente mais cultura.
Esse cara é um tosco e não sabe o que está falando.
O Creative Commons é uma modernização necessária não para hj ou para o passado, mas para o futuro, já que ele reclama que o Gil só licensiou uma música.
Será que ele tem internet em casa?
Desculpe-me! Licenciou*
Quanta bobagem nessa entrevista…As analogias e exemplos que ele usa são ridículas (a das pessoas assaltando o McDonalds pra roubar…cachorro quente(???) foi a cereja no bolo). Eu adoro quando perguntam pra essas pessoas “E é possível barrar o P2P?”, e elas respondem “Claro, muito simples, é só o provedor fazer isso isso e isso”, como se entendessem muito do assunto. Enfim, mais um dinossauro tentando defender os interesses de uma indústria moribunda.
[...] ser lida na íntegra – e o Nogueira sublinha os pontos mais interessantes do papo. Postado por Alexandre Matias às 17:21 | | [...]
[...] A vontade dele é te matar (Pop-up, 14/01) [...]