Quem quer sua música?

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Um dos grandes diferenciais entre as gravadoras majors (você sabe, né? Warner, Universal, Sony/BMG, EMI) e as independentes é o contato com o mercado publicitário. Um serviço lá nos Estados Unidos percebeu isso e não demorou a associar que, assim como selos e gravadoras, existe também uma diferencial entre novas e pequenas agências de anúncios. E tudo que o Rublefish faz é sincronizar esses dois lados, aparentemente, sem comunicação.

Explicando: o músico se cadastra no site, manda suas canções e classifica ela de forma mais detalhada possível. Do outro lado, representantes de empresas de videogames, cineastas, documentaristas e até donos de restaurantes que querem fazer uma boa seleção de música para seus produtos, podem navegar no catalogo oferecido pelo Rublefish. Uma vez que se encontram, a equipe do site se encarrega dos encargos burocráticos para licenciar aquela música para a empresa interessada.

É tipo uma “editora sob demanda”, só que eles só levam porcentagens e te deixam com o fonograma. Parece ser uma daquelas idéias incríveis demais para não serem copiadas aqui no Brasil. Aliás, fica a dica ai para a Abrafin (que escolhe um novo presidente hoje, por sinal), que está crescendo tanto uma rede de relacionamentos que não precisa ser usada apenas para patrocínio direto.

5 comments

  1. Trackback: ivofrazao
  2. Bruno Maia

    Xará, o problema de copiar isso no Brasil é que aqui o mercado ainda não é tão mercado assim… Os veículos de comunicação que podem se interessar por estas obras são, ou dependentes de decisões internacionais, ou membros de uma cadeia viciada em lobbys e monopólios… Pensa só… Acho que a realidade daqui até está mudando, mas muuuito devagar. Talvez daqui uns 5 anos isso faça mais sentido por aqui.

  3. Trackback: ivofrazao
  4. Trackback: Maurício Mendes

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