Lições da Amazônia Digital – Pop up!

Já ficou claro, no mercado de música tão dividido por nichos como o de hoje, que não existe uma única solução definitiva para essas questões que vivênciamos todos os dias quando quebramos limites e fazemos o download de uma música de manhã, mas no fim da tarde ainda assim decidimos comprar um disco e seguir o formato antigo. E o mais provavél é que, nos próximos 10 anos, ainda não vá existir uma solução para isso.

Mas existem modelos. Os mais interessados costumam ler com frequência sobre o que acontece com o Tecnobrega do Belém do Pará como sendo uma das experiências mais interessantes em operação no Brasil. Vivemos no país que pior lida com a ilegalidade da distribuição de música e, por incrível que pareça, nesse conflito entre valor simbólico e valor material, surgiu uma cadeia própria de distribuição, circulação e consumo de músicas através das aparelhagens dos DJs da cidade.

Ronaldo Lemos, que sempre foi um observador próximo dessa história junto com Hermano Vianna, lançou agora pela coleção Tramas Urbanas, organizado por Helóisa Buarque de Holanda, o livro Tecnobrega: O Pará reinventando o negócio da música, em co-autoria com Oona Castro, explicando detalhes sobre o que acontece de fato lá. E, como atual presidente da fundação, não podia deixar de publicar o livro em licença Creative Commons. Quem quiser baixar, aproveita o link abaixo.

Tecnobrega – O Pará reinventando o negócio da música Downloads: 1518

Os capítulos do livro são os seguintes:

01  A história do tecnobrega 02 Agentes do mercado tecnobrega 03 Noções  gerais do modelo de negócio 04 Aparelhagem: a chave do sucesso do tecnobrega 05  Festeiros: o grande capital do tecnobrega 06 Formas de produção e divulgação do tecnobrega 07 Direitos autorais e reprodução não autorizada 08 Faturamento, emprego e renda no tecnobrega

09 Análise sobre a efi cência do mercado

Em tempo, ainda está programado para essa coleção um livro sobre o Alto José do Pinho, contando o que o Devotos e a ONG Alto Falante está conquistando por lá. E quem está escrevendo é ninguém menos que o Hugo.

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