Resenhas – Coquetel Molotov 1 – Pop up!

MQN – Bad Ass Rock’n’Roll
Guitarras bem altas e vocais perto do berro. Quem duvida da fórmula despretensiosa de rock’n’roll do MQN, basta conferir o nome de faixas como “Come Into This Place Called Hell” e “My Baby Sold Her Heart to the Devil”. Barulheira super afinada pela banda de Goiânia que faz do segundo disco um manual sobre como se divertir com um tipo de rock cada vez mais raro entre os independentes de destaque. Daqueles que a gente dá carreira, bate cabeça, funga o nariz e cospe no chão.

Totonho e os Cabras – Sabotador de Satélite
Exemplo mais clássico da criatividade nordestina em reprocessar suas batidas regionais com os samplers eletrônicos. O segundo disco de Totonho, primeiro gravado e lançado 100% pela Trama, com produção de Carlos Eduardo Miranda, rima com a vontade de experimentar de vizinhos como Chico César, Cordel do Fogo Encantado e Otto. Em alguns momentos seria bobo, se não fosse muito divertido falar versos como “o peito da morena / quando aperta faz fom fom”.

We Are Scientists – With Love and Squalor
“If you wanna use my body / go for it”. Prova inegável que existem nerds no Reino Unido, o We Are Scientists fez de seu disco de estréia item necessário na prateleira de quem não resiste fechar os olhos e fazer pose quando escuta o Weezer. A comparação é inevitável, ao ponto de dizer que eles já são o equivalente britânico da banda de Rivers Cuomo. Não faltam, no homônimo, riffzinhos instigados e músicas que devem virar cartaz de festa muito breve.

Diplo – Florida
A compilação de remixes e experimentação nas 12 músicas é de uma sobriedade e mesmo “sombriedade” hipnotizante. Se Displo faz sucesso na pista, o disco dele é para uma degustação muito mais tranquila. Nos EUA, a Flórida costuma ser pousada dos velhinhos, mas para essa aqui, tem que ter as idéias ainda novinhas na cabeça. Tem ainda um funk carioca empurrado lá na última faixa, apenas na versão brasileira do disco.

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