Page 186 — Pop up!

  • Alguém já percebeu como é estranho que nenhuma banda de Reggae se destaca na cidade? Estranho porque o gênero faz parte de um dos movimentos mais fortes do Recife. O único que tem um evento certo toda semana e, quase todo mês, uma atração de porte nacional lotando algum clube. Espaço para crescer tem de sobra.

    A desproporção é porque, segundo apurou esta coluna, os produtores não estão pagando as bandas locais. Por isso, faltam estrutura e incentivo de se profissionalizar. E, principalmente, recurso para fazer a música chegar aos outros Estados. A única exceção são os shows organizados pela prefeitura, como a Terça Negra.

    As vésperas de uma banda de reggae ter sido escolhida para abrir o show dos Rolling Stones no Rio de Janeiro, a cidade perde boas oportunidades de somar mais essa referência no repertório nacional.

    Dentro e Fora
    A banda portuguesa The Gift, ao encontrar a versão online da Radiola de Ficha, mandou um email para confirmar sua presença no Porto Musical. A programação completa do evento está prometida para a próxima semana. Um boato recente na Internet confirmava também a presença da Orquestra Imperial, projeto de Amarante, Seu Jorge e Kassim para o Abril pro Rock. A organização negou a informação.

    Mombojó
    O novo disco do Mombojó já passeia em MP3 pelo Recife. A banda trouxe uma versão ainda sem mixagem para mostrar a alguns amigos. Quem escutou, disse que está completamente diferente do anterior, “Nadadenovo“. Os arranjos, melodias e até letras revelam uma nova banda, que pode deixar alguns fãs de pé atrás. O mais elogiado foi a participação de Catatau, do Cidadão Instigado.

    Lá fora
    A banda da vez, pelo menos até o fim da semana, se chama Infadels. Quinteto inglês que acaba de deixar vazar na Internet seu primeiro disco, “We are not Infadels”. Rock com interferências eletrônicas, tudo na medida, bem menos afetado que a similar The Rapture. O single “Can’t Get Enought” é a sugestão para começar a degustação.

    Publicado originalmente em 17.01.06

    Seção – Coluna

  • De todos os vícios do novo século, 2006 vai ser marcado principalmente pela pressa. O disco mais esperado do semestre, o primeiro da britânica Arctic Monkeys, não conseguiu completar um mês de sucesso. É a biografia inversa. Antes a carreira começava a contar a partir do primeiro disco, agora ele marca o final. O processo de produção e consumo rápido será o mal do ano.

    E a pressa passa, mas o erro sempre fica. Alguns independentes encontraram a solução para isso nos EP’s. Discos que não passam das seis / sete músicas. Muitas já estão considerando os singles – com até duas músicas – parte definitiva da discografia. No fim, não vai ser a Internet quem vai decretar o fim da materialidade do disco, mas essa vontade descontrolada por novos sons.

    Coquetel
    O coletivo Coquetel Molotov anunciou a data do seu segundo festival, o “Coquetel Molotov Independente”. Será dia 28 de janeiro, no Pátio de São Pedro. No mesmo formato da edição anterior, o evento terá quatro bandas. As primeiras atrações já confirmadas são as locais The Dead Superstars e Backing Ballcats Barbis Vocals. Ano passado o festival também trouxe duas bandas de fora, Lulina (SP) e Brincando de Deus (BA).

    Independentes
    Um dos mais importantes prêmios da música independente do Brasil, o London Burning, divulgou a lista de seus indicados. Pernambuco está presente com o DJ Dolores, que concorre na categoria Melhor Disco de Eletrônica; e a Rádio de Outono, que aparece em duas categorias: Banda Revelação e Melhor EP. A votação é pública – pelo site – e vai até o fim do mês. O resultado sai em fevereiro.

    Regulamentação
    O Sindicato dos Músicos Profissionais de Pernambuco vai servir apenas de intermediário na nova disputa entre Ordem dos Músicos do Brasil(OMB) e o novo “Movimento dos Músicos de Pernambuco”. A iniciativa de participar como mediador das discussões foi do próprio sindicato, que faz questão de deixar claro que não tem nada contra a OMB.

    Publicado originalmente em 10.01.06

    Seção – Coluna

  • Não precisa ser vidente para saber que em 2006 uma coisa esta certa que não vai mudar: a relação entre os festivais do Recife. Enquanto algumas bandas tentam se profissionalizar, o principal suporte delas, os grandes palcos locais, não fazem questão de sair do esquema provinciano. Tocar em um significa se comprometer a não tocar no concorrente. Estamos a apenas três dias do primeiro ano e algumas bandas já estão sofrendo a consequência disso.

    A justificativa é a agenda. Os festivais costumam ser muito próximos – acontece um a cada três meses e, muitas vezes, mais de um por mês. E isso, em teoria, desvaloriza o nome da banda com o público. O Recife deve ser a única cidade do país onde fazer show é visto como algo ruim para a banda.

    Divulgação zumbi
    Sexta-feira tem show da Nação Zumbi. A presença, confirmada no Festival da Juventude junto com Mombojó, mais parece um boato. Não existe nenhum cartaz, lambe-lambe ou flyer avisando o próximo show da banda. A confirmação está no site do evento http://www.festivaldajuventude.pe.gov.br. No domingo, tem DJ Dolores e Coco Raizes de Arcoverde. O resto dá pra passar.

    Los Hermanos
    Corra. Os ingressos dos Los Hermanos já estão sendo vendidos desde ontem de manhã. O show, para quem ainda não se ligou, vai registrar imagens deles para o próximo DVD. A pressa tem motivo. As cadeiras são marcadas e até às 14h de ontem, vários emails já circulavam na Internet com pessoas confirmando que já garantiram o seu. O preço é alto, mas vale por dois shows. Um no teatro da UFPE e outro no Internacional.

    Pátio do Rock
    A organização do Pátio do Rock já está recebendo material das bandas para sua edição de 2006. O festival foi uma das boas notícias do ano que passou, dando uma injeção de novidade para a programação dos shows do Recife. Os interessados devem mandar um CD demo e release para a administração do Pátio de São Pedro, na Casa 4, no próprio Pátio.

    Rec Beat
    Já foram divulgados os nomes das 12 bandas escolhidas para as semifinais do festival Rec Beat. Quem quiser saber, pode acessar o site www.recbeat.com.br/seletivas ou então o Recife Rock. A seleção foi bem variada. Contemplou reggae, punk rock e pop, em nomes ainda desconhecidos e outros como Carfax e The Playboys que já tem público formado na cidade.

    Publicado orignalmente em 03.01.06

    Seção – Coluna

  • Já ouvi uma vez que não é bom ser músico em Pernambuco, mas é muito bom ser músico pernambucano. Pura verdade. 2005 encerra com um adesivo do Sedex colado nas bandas de rock que lançaram seu primeiro trabalho ainda este ano. Numa conversa um tanto tensa com Lúcio Maia, o guitarrista da Nação Zumbi disparou: “não precisa hipocrisia, a gente sai porque no Recife não rola dinheiro”.

    Faltam lugares decentes de médio porte na cidade para as bandas se apresentarem. O resultado são nomes super novos, como a Volver e a Rádio de Outono, com agendas já recheadas no sudeste do país. E o problema cresce. O público não aceita pagar o valor merecido de uma apresentação local. Com tanto desinteresse, só faltam os patrocinadores irem embora.

    Abril
    O Festival Abril pro Rock revelou para a coluna sua primeira banda confirmada. É a Cidadão Instigado, dona do disco independente “E o Meto Tufo de Experiência” (Slag Records), um dos mais elogiados pela crítica em 2005. O nome é disputado. Dois outros produtores da cidade já tinham mostrado interesse em organizar um show aqui no primeiro semestre.

    Gringos
    Recife já tem um show internacional marcado para 2006. São os portugueses da The Gift. Eletro-pop na encruzilhada entre Placebo e Portishead que já rendeu o prêmio MTV European Music Awards em 2005. As chances são que a banda vá se apresentar ou no Porto Musical ou no festival Abril pro Rock. Quem não conhece, as músicas estão no site http://www.thegift.pt/.

    Vizinhos
    O Tim Festival, que já trouxe os shows dos Strokes, Kraftewek e PJ Harvey para o Brasil anunciou que está bastante interessado em produzir uma edição do evento em Salvador. A idéia é agregar o público do Norte-Nordeste que não pode bancar uma passagem e hospedagem em São Paulo.

    Publicado originalmente em 27.12.05

    Seção – Coluna

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