Bandas aprovam Abril de 2004 « Pop up!

Da média de três mil ingressos vendidos, convidados e produção do evento, o Abril pro Rock é um festival de bom humor contagiante. Sobra ansiedade, empolgação e muita expectativa para os shows. Apesar da conversa geral no público que o som no palco principal não estava bom e que alguns shows foram muito curtos, as bandas aprovaram a edição de 2004 do evento com nota máxima.

“Não podia ter sido melhor”, comenta empolgado o vocalista da banda Vamoz!, Gomão, que abriu o festival. “O tratamento da equipe é o melhor possível, algo que nunca vemos em show nenhum aqui”, completa, lembrando ainda que o público e o clima, mesmo em horário tão cedo “são impressionantes”. A noite também foi de estréia para o Forgotten Boys, “se nós tivéssemos que pagar para vir, pagaríamos”, comenta o guitarrista Chucky. “Eu tinha medo que no público tivesse muitos headbengers [os metaleiros batedores de cabeça], mas vimos que não era isso”.

A banda paulista foi a principal atração para um público mais jovem, fã de hardcore. Quanto a isso, Chucky completa “espero que não demore para que eles conheçam Led Zeppellin e Rolling Stones, essas são nossas maiores influências”. Outro grupo que estava ansioso para tocar no Abril foi Switch Stance. “Já faz três anos que sempre mandamos material e dessa vez conseguimos. O esquema aqui é de primeiro mundo, tanto no público, quanto na parte técnica”, comenta o guitarrista Wellington.

O sorriso de ponta-a-ponta do guitarrista do Eminence, Alan Wallace, não deixava esconder a satisfação de estar presente no festival. “Sem comentários. O show, o público, a organização, foi tudo perfeito”, comenta. “De todos que assisti, o que achei mais legal foi o show do Forgotten Boys”, lembra o vocalista Wallace Parreiras. A opinião é bem parecida com a vocalista da banda Lava, Silvana, “foi maravilhoso. Há anos que não via uma roda em show”. A paulista não escondia o medo: “achei que o público seria muito machista, mas me enganei completamente”.

Quando o Destruction esteve no Recife pela primeira vez, pôde tocar para um grupo mais seleto, já que foi atração única em um show no Clube Internacional. A principal diferença agora, para o vocalista e baixista Schmier, é a estrutura. “É tudo muito impressionante, muito grandioso. Uma produção grande sempre motiva mais a banda a tocar e, por isso, o show foi ótimo” comenta o metaleiro alemão, que já tem 20 anos de estrada, em festivais de todo o mundo.

Os cariocas do Maldita já desceram do palco de malas prontas para o Rio de Janeiro, onde têm shows agendados para o domingo. Mesmo não podendo aproveitar todo festival, o vocalista achou “tudo muito bom, o publico é muito diversificado e é difícil para uma banda encontrar isso”. Já o líder do Ratos de Porão foi breve, um “gostei”, sem maiores comentários.

O vocalista do Insurrection Down, André, comentou espantado que não esperava tocar entre duas bandas tão grandes, “a oportunidade foi muito boa para nós”. Já Max Kolesne, do Krisiun, não poupou elogios. “Recife é o melhor lugar do mundo para tocar, nunca tivemos um show ruim aqui”, comenta. Para as bandas que esperam um dia ser a atração de um Abril pro Rock, ele deixa a dica: “acreditar no que faz, não dar ouvidos a opinião dos outros. Tem que ter iniciativa e meter bronca”.

Publicado originalmente no dia 18.04.2004 no JC OnLine

Leia também: Abril pro Rock 2004 – Segundo dia 

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