Page 170 — Pop up!

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    Fernando Catatau não sabe que ele está na moda. Mas, no último show do Los Hermanos no Recife, antes da banda entrar no palco, todos cantavam em coro e dançavam com as mãos as músicas do Cidadão Instigado. Hoje, uma banda que não toca mais na rádio, nem aparece na MTV, já não espanta mais quando encontra tantos fãs assim. Nessa lógica surpreendente da Internet, Catatau e sua banda de Fortaleza chegam como uma das principais atrações nacionais na programação de um Abril pro Rock que não aposta mais no sucesso fácil das grandes gravadoras.

    cidadao2-6128840Não é a primeira vez que o Cidadão Instigado toca no Abril. Eles estiveram presentes no palco menor em 2002, com o ainda pouco expressivo primeiro disco. Daquele tempo pra cá, a carreira do líder da banda Fernando Catatau virou o próprio Cidadão Instigado. Virou presença fundamental em algumas bandas que passeiam no universo pop jovem. “Hoje eu toco fixo apenas com o Otto e Vanessa da Mata. No Abril também vou tocar com Lúcio Maia na banda Maquinado, mas já toquei até com o Los Hermanos”. Fernando Catatau hoje mora em São Paulo e deu a entrevista por telefone.

    “O Cidadão Instigado é a minha banda mesmo, minha prioridade. Estou sempre viajando com esse outro pessoal, mas dou prioridade a minha agenda”, explica. A música do Cidadão é complicada de colocar em palavras. São interferências eletrônicas que se encontram com trechos de MP3 e poesias que falam que “todas as vacas estão loucas / e os urubus só pensam em te comer”. E está fazendo um sucesso enorme na Internet, nas rádios alternativas e onde mais encontra espaço.

    “Eu sei que tem uma galera falando, mas não tenho idéia de quanta gente. Sei que o disco está circulando na Internet, mas eu nem ligo pra isso. A divulgação que a gente tem hoje é meio complicada mesmo”, comenta Catatau. Na já clássica lógica do mercado de música, a som do Cidadão Instigado fez sucesso primeiro no Sudeste, onde eles acabaram fechando o lançado do “Método Tufo de Experiências”, nome do disco, pela Slag Records.

    “Antes todo mundo lá achava que a gente era de Recife”, diz já rindo. “Quando você fala Nordeste, o pessoal lá já assume que é do Recife ou Salvador”, completa. O que justifica a confusão é que, até hoje, o Cidadão Instigado só se apresentou em Fortaleza duas vezes. Nessa caminhada lenta para o Nordeste, eles se apresentaram fim de semana passado em Maceió. “Tá rolando legal os shows, devagar, mas tá aparecendo”, avalia.

    cidadao3-3092120Parte do movimento migratório dos artistas do Nordeste, Catatau não faz nem drama quando o assunto é mudar para São Paulo. “Sempre foi e sempre vai ser [melhor].Em Fortaleza a gente não tem trampo e aqui tem muito mais coisa acontecendo que lá. Até pensei em mudar para o Recife, mas não funciona, pelo menos não pra mim”, avalia. “Aqui tem circuitos do Sesc, espaços culturais, acho até que meu jeito de tocar agrada mais gente aqui do que em Fortaleza”.

    Abril
    No Recife, o Cidadão Instigado chega como uma banda totalmente diferente da que foi apresentada em 2002. “A maioria das músicas que a gente tá tocando é do Tufo (o disco novo). No máximo umas duas músicas do anterior”, adianta Fernando Catatau. Eles chegaram a fechar a presença no festival Recbeat, mas acabou não acontecendo. “Eu até entendo, porque a equipe da gente não é tão pequena, não tem facilidade de transportar”, reflete. A banda se apresenta no domingo do Abril pro Rock.

    Seção – Reportagens

  • Durante uma entrevista para este jornal, quando precisou responder que novos sons do Recife estavam chamando atenção, o guitarrista da banda Nação Zumbi, Lúcio Maia, nem demorou em responder: “o novo do Bonsucesso tá bom de chorar”. Ele falava de “Tem Arte na Barbearia”, segundo na carreira da banda de Olinda, lançado no fim de 2005 e que agora vai partir para distribuição no sudeste do país. Eles vão tocar em Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Brasília e Goiana. Mal passou o Carnaval, o Bonsucesso já é a banda local com a melhor agenda do semestre.

    É a nova fase “negócios” da banda. Com produção bem cronometrada, eles foram um dos poucos que se apresentaram no Porto Musical para um público internacional que já sabia o que esperar da banda. “Nossa produtora esteve na Womex, distribuindo nosso CD para outros produtores que estariam aqui conferindo o evento”, comenta André Édipo, guitarra e vocais do Bonsucesso. As datas no sudeste começaram a ser fechadas ainda em outubro. “Timing” de banda de grande alcance de público.

    Apesar da pré-produção, a banda leva para o sudeste uma experiência bem nova. “Tem Arte na Barbearia” apresenta uma banda completamente diferente da que ficou conhecida por hinos como “O Samba Chegou” e “Carimbó Ladrão”. Mudança que, segundo André “foi bem natural”. Com a saida do baterista Carranca, que foi tocar com o grupo belga Think of One, a banda foi gradativamente tirando as batidas nas novas composições. O resultado é quase um tapa na orelha, com o clima de festa dando espaço para músicas que são quase bossa nova.

    Apresentação que pode ser complicada, já que o público de São Paulo e Rio, diferente do Recife, não tem contato constante com a banda através de shows. E André Édipo não esconde que a banda não está preocupada. “Sempre foi uma preocupação nossa não repetir o disco anterior”, diz o guitarrista. Decisão de uma banda que tem a liberdade independente de não seguir um formato de sucesso fácil.

    O clima de profissionalização do Bonsucesso já vai longe. “Vamos chegar lá em São Paulo não só com disco, mas também com um clipe pronto, feito com imagens do show no Porto Musical e um novo show já formatado”, adianta Édipo. Até a grande distância entre os dois CDs já virou mote para uma outra postura profissional. “Podemos formatar dois perfis de show agora. Um mais agitado e outro mais calmo, para um teatro por exemplo”, planeja.

    Disco
    “Tem Arte na Barbearia” não é o melhor cartão de visitas para conhecer o Bonsucesso. A banda criou sua história em músicas de festas, dando voz a um vazio que teve entre a Nação Zumbi de Chico Sciencie e o sucesso apressado do Mombojó, tanto em melodia quanto em letras. Agora, no passo seguinte, procuram uma identidade mais firme. Na primeira impressão, pode sair uma banda mais séria e, em algumas faixas, até mais velha.

    ps: por um erro de diagramação, a matéria não saiu assinada no jornal…

    Seção – Reportagens

  • Semana passada, a Ordem dos Músicos em Pernambuco enfrentou pela primeira vez, cara a cara, os questionamentos e exigências dos músicos do Estado. Depois de tanto se perguntar “pra que uma OMB?”, a impressão final é que ninguém tinha muita certeza de que resposta gostaria de receber. O motivo? Porque a ordem dizia que iria continuar fiscalizando e os músicos disseram que continuaram encontrando palco para se apresentar.

    O que falhou em ser dito é que a OMB existe, por lei, para servir o músico e não contrário. Se o palco não é mais problema, então categoria e representantes deveriam passar para outras questões, como a programação das rádios. Um órgão federal como a OMB pode ser o impulso necessário para garantir uma cota justa e de qualidade para artistas locais nas rádios da cidade. Necessidade que já é gritantemente maior que um palco para quem faz música hoje.

    Natal
    O festival Mada está negociando, ainda nos bastidores, a vinda da The Bravery para o Nordeste. Banda de Nova York que puxa de New Order até Franz Ferdinand nas influências. Desconhecida, mas interessante.

    Incentivo
    Um adolescente de 16 anos atingiu a marca de 1 bilhão de downloads pagos no site da Apple. Recebeu uma ligação às 1h da manhã e ganhou um iMac, 10 iPods e U$ 10 mil em downloads de música. A música premiada foi a “Speed of Sound”, do Coldplay.

    Mudança
    O Esteroclipe, programa apresentado por China e Fábio Trummer que dá espaço para clipes de bandas locais está com novo horário. Agora é exibido apenas aos domingos, ainda sem horário definido. O programa vai passar a ter duas horas de duração. Ainda pela Estação TV (canal 14).

    Seção – Coluna

  • Para matar a saudade, vai ai um trecho do show do Placebo, a música Bitter End, no Abril pro Rock 2005. Filmado clandestinamente pela galera do Recife Rock, já que a produção inglesa proibiu fotografos e filmadoras no gargarejo do palco. =)

    Só precisa clicar na imagem para o vídeo começar

    !vb:yt,33O0iFzoo9Y!

    Seção – Blog

  • Lista de atrações atualizadas e quase completa =)

    Quinta 04/05/2006

    084 (RN) Montgomery (RN) Macaco Bong (MT) Nedgemundo (RN) Volver (PE) Dusouto (RN) Agregados Família do Rap (RN) Pavilhão 9

    O Rappa

Sexta 05/05/2006

Revolver (RN) Los Porongas (AC) The Automatics (RN) Zefirina Bomba (PB) Reação em Cadeia (RS) BANDA VENCEDORA DAS SELETIVAS MADA-LABORATÓRIO POP 2006 (Rio) Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP) Os Bonnies (RN) Cachorro Grande (RS)

Pitty

Sábado 06/05/2006

Tantra (RJ) Ímpar (MG) Relespública (PR) Cansei de Ser Sexy (SP) Moptop (RJ) SEUZÉ (RN) Banzé (SP) Nando Reis

Biquini Cavadão

Ainda faltam três nomes. Segundo informações dos bastidores, estão cotados Mombojó e a internacional The Bravery

Seção – Blog

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