Page 196 — Pop up!

  • Da coluna Ressaca. Publicada no site Giro Cultural

    É difícil hoje alguém montar a banda pela iniciativa estética. Trabalhar acordes, experimentar timbres e variações nasais. Hoje, quem compra uma guitarra, tem na cabeça que quer aquilo que sua banda favorita faz. E depois de muito feijão com arroz dizer que está fazendo aquilo mesmo, mas com identidade própria. Conversa que todo mundo já ouviu de bolo e não está preocupado em repetir. Chega embalado na frase “fazemos um som banda do zé”, dita pela própria banda do zé.

    Existe uma verdade nisso. Uma mais triste que a atitude da banda do zé. Existem artistas que não são artistas, mas sim gêneros. Quantas bandas você nunca ouviu que são a cópia exata de Renato Russo? Aliás, vamos inverter o quadro. Você consegue dizer o que o Legião Urbana toca sem falar o nome do vocalista? Complicado. E nem venha com essa história que não se liga a gênero, porque está todo mundo vendo você ali na prateleira da Livraria Cultura.

    No Recife, a situação se complica mais. O fenômeno que era tão adorado há 10 anos, pouca gente consegue explicar o motivo de tanta controvérsia hoje. É ele mesmo. O tal do Manguebeat. Ele que hoje povoa um universo tão grande em livros e teses acadêmicas que vão da comunicação a sociologia. Apesar do que se gosta de imaginar, o manguebeat não constitui realmente um gênero musical. Tampouco uma cena. Poderia dar pinta de inteligente agora colando algumas referências, mas dá muito mais gosto observar. Então se acomode na cadeira.

    O ponto principal desse raciocínio é, claro, o inicial. A banda Nação Zumbi. É verdade que Jorge du Peixe passou alguns anos ainda seguindo a imagem do antigo vocalista, mas desde que Chico Science morreu que a banda toca mesmo é samba rock. Essa mescla de gêneros, por sinal, é flertada por todo mundo aqui. Mundo Livre, Otto, Mombojó, China, para citar os mais famosos. Logo, não existe criação musical dentro do que se conhece por Manguebeat depois do caranguejo exagerar no pitu (perdão pela maldade).

    Depois podemos observar o que existe de criação fora desse ponto inicial. Nesse semestre, assisti a quatro shows de bandas independentes que faziam o dito som do mangue. A reação do público é sempre a mesma. Viva Chico. Aliás, da própria banda. Quem toca manguebeat ainda se prende a um conjunto de referências imagéticas todas ligadas diretamente ao fundador da banda. Você não precisa usar camisa florida para cantar samba, mas precisa usar aquele chapeuzinho de malungo, como se encher a música de alfaia e zabumba não fosse suficiente.

    É engraçado pensar como Chico Science pregou em determinado momento um marasmo cultural onde todo mundo se identificou fácil (se identifica até hoje). A resposta que ele mostrou era ele próprio. Uma série de expressões estéticas na forma de moda, comportamento, palavras e música que faziam que ele quebrasse esse marasmo. Era como ele fazia o mundo refletir nele. A reação foi esquisita. Ninguém resolveu fazer o seu, mas sim o dele. E ele foi embora antes de falar “peraí, né assim não”.

    A complicação vem, talvez, porque durante esse fase alguns outros artistas locais escreveram o manifesto manguebeat. Passou essa impressão de cena, que não é associado a artistas como Renato Russo ou os caras do Audioslave. Estes ficam mesmo na música. Com o manguebeat acontece uma necessidade de seguir aquelas frases repetindo o esquema sonoro e estético em geral do que Chico Science fazia. Coisa que foi se somando num bairrismo estranho e incômodo na cidade. Mas isso já é assunto para outro texto.

    O lado bom é saber que existe pouca banda tocando Chico Science. Menos do que, por exemplo, as que tocam Renato Russo. Mas, ainda assim, é um fenômeno interessante de se observar. Existem outros casos, claro, menores. Rage Against the Machine, Nirvana, Audioslave, Green Day. São todas bandas inseridas num gênero, mas que elas próprias são referência maior que o ritmo que tocam. E a sua banda, toca quem?

    Saideras:

    * A coluna estréia hoje seu espaço para notinhas. Espaço clássico para fofocas, tricotagens e notícias em primeira mão. Pode mandar a sua, mas não vamos dar espaço para correio amoroso anônimo.

    * Quem faz parte do 75% do Recife que entra em desespero com as festas de arcoverde pode começar a juntar dinheiro. Agora, em agosto, o grupo Coco Raizes vai fazer um festival grande na cidade para comemorar nove anos. Só atração local.

    * A nova edição da revista Outracoisa chega próxima semana nas bancas com o CD “Selo Instituto na Coleta Seletiva”. Além das participações de Lúcio Maia & Jorge du Peixe, estão músicas do Bonsucesso Sambaclube.

    * Chega no Recife próxima semana a jornalista Cláudia Assef. Para quem não conhece o nome, ela escreveu o disco Todo DJ já sambou (meio regular, diga-se de passagem). Além de palestra na Livraria Cultura ela vai botar som na festa Discology junto com DJ Camilo Rocha, Paulo Renato Lopes e Renato L.

    * Paulo André, da Astronave (Abril pro Rock), recusou essa semana de trazer para a cidade a dupla Tetine, de funk, e Sidney Magal. O motivo foi o assunto já tratado aqui na coluna. Falta espaço de médio porte para fazer shows com infra-estrutura. Para o funk, claro. Magal não veio pelo conflito de perfil.

    Seção – Coluna

  • Da coluna Ressaca. Publicada no site Giro Cultural

    Não precisa observar muito para perceber que falta alguma coisa nessas bandas daqui do Recife. Numa fase tão fértil na música local, a referência que o sudeste tem daqui ainda é o manguebeat, mesmo com bandas como a Mombojó quase como uma presença nacional, tocando vários fins de semana seguidos por lá. É uma figura que, na verdade, nunca foi muito famosa aqui na cidade: o produtor.

    Existem, claro, dois tipos de produtores. Aquele que organiza eventos (e desses aparecem um a cada minuto) e aquele que Bartes destaca como “intermediário cultural”, o recorte da indústria fonográfica que tem contato com as bandas independentes. É o pai, no sentido mais chato da palavra, que todo grupo deveria ter. Serve para dar puxão de orelha, apontar o que está errado e precisa melhorar.

    E não se iluda. Aquele seu amigo que estuda comunicação e conhece todo mundo das festas não serve de produtor. Não precisa ser um João Marcelo Boscolli ou um Miranda, mas pelo menos alguém que tenha sensibilidade suficiente para prestar atenção na música, distanciamento para não se empolgar com aquele ensaio onde todo mundo está de bom humor e (muito mesmo) senso crítico.

    O que acontece no Recife é o velho esquema de auto suficiência que dificilmente funciona. As próprias bandas se produzem, ao mesmo tempo que procuram shows, fazem os cartazes, publicidade, assessoria. Esse “muito tudo” acaba prejudicando uma dessas ramificações, geralmente a própria música e disposição da banda. Quem nunca, depois de um dia irritado, terminou um ensaio falando “está bom assim mesmo”, só para ir embora logo?

    Misturar não é saudável. Do mesmo jeito que não é bom o crítico que toca em banda ou a banda que organiza mini-festivais, não é bom a banda que se produz. Até porque esse é um trabalho que precisa apenas da dose suficiente de amizade apenas para se sentir confortável com a sinceridade. Um passo a mais e já se corre o risco de ficar com pena para falar “olhe, sua voz não é boa. Vá praticar canto”.

    O resultado é esse cenário atual. Bandas com grande potencial e às vezes sem conseguir mostrar identidade. Misturam gêneros incompatíveis, exageram no experimentalismo e acreditam que tocar por tocar já é suficiente para fazer um som competente. Mas esse já um assunto para outro dia. 🙂

    Publicado originalmente em 12.07.05

    Seção – Coluna

  • Da coluna Ressaca. Publicada no site Giro Cultural

    Demorei a escrever outro texto para a coluna de propósito. Durante os quase dois meses que passaram tive a oportunidade de assistir a dois shows de artistas pernambucanos que tocaram fora do Estado e queria, de alguma forma, transmitir a experiência disso. O primeiro foi em São Paulo, com Cordel do Fogo Encantado, Lenine e, de certa forma, Otto. O segundo, mais recente, aconteceu em Natal, durante o Festival Mada. A conclusão foi uma só: Recife precisa aprender a ser uma cidade menor do que pensa ser.

    Foram dois shows extramente bem organizados e que tinham em comum uma noção de espaço geográfico de fazer inveja. Para se ter uma idéia, o Palco Pernambuco conseguiu casa lotada na mesma noite que Roberto Carlos, Sandy e Junior (separados, ela com jazz e ele com funk. Uma apresentação bem curiosa para quem curte música e consegue se livrar dos preconceitos) e o rapper Ja Rule. Já no Imirá, a mesma façanha: 12 mil pessoas para ver um monte de show nada interessante na areia da praia.

    O segredo do sucesso está nessa noção de espaço. Recife tem uma frustração imensa com tamanho: temos que ter o maior shopping, maior livraria, maior aeroporto, maior festival, ninguém é pequeno aqui. Show de Mundo Livre só acontece em palco para 10 mil pessoas, de um rapper que ninguém conhece, para 18 mil. Se alguém faz uma festinha que dá certo, no mês seguinte quer competir com o Abril pro Rock, sempre nessa lógica de precisar ser imenso, precisar ser maior, enfim.

    Imaginem o clima maravilhoso que não ia ser assistir a Nação Zumbi numa estrutura super organizada, de primeira qualidade, com espaço para 3 mil pessoas? Ia estar lotado, principalmente com gente que gosta mesmo do som e não que foi por obrigação conjugal ou amizade. Os donos do espaço não iam ter prejuízo, porque poderiam contar com público cheio todo fim de semana, dando espaço para investir em estrutura.

    No lugar disso, encontro frequentemente declarações “tive prejuízo, só deu seis mil e preparei um show para 18 mil”. Putz. Seis mil é muita gente. E o pior é que até os shows menores estão entrando nesse clima. Parece uma obrigação de ser pequeno independente e grande independente. Quando uma banda começa a fazer sucesso, cria uma regra de só tocar no Ancoradouro, Centro de Convenções ou então São Paulo. Deve ser frustrante para quem resolver fazer as malas para encontrar um estádio lotado e descobrir que, lá, os shows legais acontecem com apenas 2 mil pessoas assistindo.

    E, com isso, chegamos ao problema central. Não podem existir dois shows grandes na mesma noite no Recife. Se Nação e Mundo Livre tocarem no mesmo sábado, mas em palcos diferentes, um deles vai ficar com esse clima de vazio. O que é engraçado, já que é um clima vazio para um lugar que, na verdade, está cheio de gente. E o produtor, frustrado, desiste, xinga o concorrente, as outras bandas, etc. Vira o paradoxo, Recife quer ser pequena para ter esse clima de fofoca de vilarejo, mas não quer ser pequena para hospedar shows.

    Publicado originalmente em 03.06.05

    Seção – Coluna

  • Da coluna Ressaca. Publicada no site Giro Cultural

    Sempre fui muito preocupado em falar alguma bobagem grande nessa coluna, mas confesso que não imaginei que demoraria tão pouco tempo. Foram as últimas linhas do texto anterior, onde cometi um erro de ordem genética ao dizer que Fabrício Neto, da Monstro, era filho de Miranda, da Trama. Agradeço a Guilherme, do RecifeRock, pela correção que me fez reler o texto todo e encontrar a verdadeira bobagem que quero comentar aqui.

    Foi na última linha, lá no finzinho, onde me parece que fui bem pedante a dizer “se deu mal o garoto”, me referindo às bandas desclassificadas no Claro que é Rock. Ora, elas saíram da competição justamente porque estão em lojas ou em contato grande com o público consumidor e, obviamente, não estão longe de estar mal. Afinal, muita das finalistas estão ainda distantes de ter as conquistas que as bandas da Monstro, como a Bois de Gerião, já têm.

    Publicar algo escrito é sempre complicado, porque o autor dificilmente está satisfeito com o trabalho final. Por isso, quando eu acabo, nem passo outra vista. Mando logo para quem cabe fazer o restante (corrigir os erros, retirar um ou outro trecho desnecessário, etc). E, nessa agonia de não reler, acabei esquecendo também de falar dos pontos positivos da entrevista com Fabrício, informações que até então não circularam nos jornais.

    A Monstro criou um novo selo para distribuir bandas que não se enquadram com o perfil mais guitarras pesadas deles. Entre as escolhidas para o primeiro trabalho está, ninguém menos, que o pessoal do Parafusa. Uma união muito justa principalmente para a banda, que tem trabalho de ótima qualidade. Passeando pelos shows, o produtor também não deixou de se impressionar com a iniciativa e música dos Playboys e não tardou em pedir material deles, para uma audição mais tranqüila depois.

    Vale lembrar que, nas mãos dele, está a programação de três eventos importantes: o Goiana Noise Fest, o Bananada e o Goiana Rock City. Essa aproximação deve significar portas abertas para o rock pernambucano em edições futuras. Encerro a retratação só me explicando que, não foi nenhuma repreensão (sequer imagino que o Fabrício saiba da existência dessa coluna). Não acredito que jornalistas, bandas e gravadoras estejam no mesmo barco. Mas acredito que jornalismo ainda pode ser bem feito, então não custa nada dar informação certa e sensata de vez em quando.

    Aproveitando o gancho de bastidores, aproveito para comentar também o enorme lapso de timing que existe entre bandas e produtores. Uma comum que percebi ao conversar com organizações de eventos como o Abril pro Rock, Mada e o próprio Goiana Noise, é que as bandas sempre deixam para enviar material muito em cima do tempo. Achando que um evento de grande porte se faz da noite para o dia.

    Para se ter uma idéia – e fica aí o toque para as bandas – segundo Paulo André, o Abril pro Rock fecha a programação perto do fim de dezembro. Isso significa mandar material pelo menos três meses antes e, nesse meio tempo, batalhar para conseguir aparecer no fim de semana da cidade. Porque, como já comentei antes, as escolhas ainda são muito engessadas no cotidiano da cidade. Lógico que, raras exceções como o Superoutro, mostra a iniciativa que a banda tem para conquistar espaço (no caso da citada, bancar a viagem para tocar lá fora).

    MOLHANDO O BICO

    Uma banda que eu aposto muito no quesito de iniciativa é o Carfax. Eles têm tanta certeza que o som deles é bom que fizeram um esforço fora do comum para comprar o próprio palco. É aquela história de estar no mesmo barco. Grupo nenhum está no mesmo das casas de show.

    Depois de fazer uma temporada com Roger, o Carfax está procurando por outras bandas locais que, como eles, estejam motivados pela insatisfação e queiram tocar junto. O contato deles é fácil de encontrar na comunidade que a banda tem no Orkut.

    Publicado originalmente em 09.05.05

    Seção – Coluna

  • Da coluna Ressaca. Publicada no site Giro Cultural

    Próximo dia 11, uma segunda-feira, sai o resultado do festival Claro que é Rock. Cinco bandas do Nordeste (exclui-se aí Salvador) que poderão tocar com o Placebo e, com sorte, participar do evento final no Rio e São Paulo. Também vai ser o dia onde eu vou decidir se acredito ou não se esses concursos de banda, pelo menos aqui no Recife, funcionam ou têm alguma utilidade.

    Lembro quando estava cobrindo o festival de World Music da Phillips, no Marco Zero, quando Paulo André me falou pela primeira vez do Microfonia, na época ainda sem nome. Eu fiquei eufórico durante uns dois segundos, espaço de tempo onde ele falou “de repente é uma oportunidade das bandas X e Y tocarem no Abril pro Rock”. Eu não deixei minha empolgação morrer e insisti no motivo que tinha me deixado tão alegre. Disse “e com certeza deve aparecer uma banda que ninguém viu ainda e que pode mudar muita coisa!”.

    Se tivesse que responder agora, eu diria que não acredito nos concursos. Não acredito que de 388 bandas inscritas, ganharam justamente as que já estão fazendo shows todo santo sábado na cidade. Eu também não acredito que exista algum protecionismo ou favoritismo, bem longe disso na verdade. O problema, para mim, é que estamos tristemente engessados no cotidiano dos nossos fins de semana.

    Lembro que conversei com alguns dos jurados na época e me disseram que o critério usado era a originalidade. “Tinha muita banda que tocava igual ao Angra, descartamos logo”. Isso é uma coisa que me dá muito medo, porque já estragou a cena de Pernambuco no passado. Antes, nada era considerado original se não tivesse um tambor tocando. Depois, nada era considerado original se não tivesse um tambor tocando.

    Fica então a pergunta: Recife não pode fazer rock igual ao Angra e isso ser bom? Aliás, a gente não pode fazer rock igual ao Radiohead e ainda ser melhor? Aliás, abrasileirando a coisa, porque o samba daqui não pode ser tão legal quanto o de Seu Jorge? Lembro que uma vez o Mundo Livre dizia que tocava samba-rock. Precisamos mesmo desesperadamente encontrar “o som do Recife”? As bandas de São Paulo que ganham destaque nacional estão tocando rock e não “o som de São Paulo”. Bairrismo desse tipo nunca é bom e só atrasa.

    Porque se o concurso for feito apenas para encontrar uma coisa desse tipo, estamos perdidos. Eu conheci essa semana um cantor de bar que diz ter criado um ritmo chamado Pernambuxé, deveríamos então dar logo o prêmio a ele. Caso contrário, podíamos ser saudáveis e sensatos e parar de analisar mercado e sim música. Música que não precisa ter cara de canto nenhum e apenas ser de qualidade. Já pensou se Chico Buarque fosse música de carioca? Podíamos então instituir logo o fim da MPB.

    Molhando o bico

    » Em abril chega às bancas o primeiro número da nova Bizz. Para alegria do país, ela volta a ser reeditada. Vamos ter o privilégio, inclusive, de receber um lançamento exclusivo no Abril pro Rock. Não foi divulgado ainda se ela será mensal ou se será feita apenas no esquema de “especiais”. E para não esquecer que o rock está em baixa, a primeira capa será sobre a própria revista.

    Seção – Coluna

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