Vespas Mandarinas @ Festival DoSol 2010 « Pop up!

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Vespas Mandarinas ao vivo no DoSol. Foto de Nicolas Gomes

Alguém gritou “Toca Forgotten!” e “Toca Ludov!”, enquanto um grupo de garotas morria de espernear quando Chucky Hipólito fazia sinal de coração com as mãos. Tem banda que significa uma coisa para o público e outra para o restante dos músicos e demais envolvidos na história. O Vespas Mandarinas é isso. De um lado, a expectativa de ver a próxima grande banda do rock nacional por amigos produtores e integrantes de outros grupos. Do outro, o esquisito resultado do encontro entre alternativo e a mídia de massa. Quem sai ganhando, para o bem dos Vespas Mandarinas, por enquanto, é o público desse segundo perfil.

É normal criar grande expectativa para um grupo como esse. Podem ser novos, mas os integrantes estão nessa tempo suficiente para pular – mesmo que não queiram – algumas etapas do começo de uma banda. É o que justifica eles estarem na programação de mais de um festival antes mesmo de completarem 10 apresentações. Essa pressa pode ser prejudicial. Se, por um lado, o público já sabe cantar todas as músicas como se as ouvissem por mais de uma década, pelo outro, a falta de um disco ainda pesa contra os Vespas. Tudo é legal, mas ainda falta aquele hit que você sai cantando do show.

No show que fizeram no festival DoSol, o placar entre público e bandas da cena só mudou de lado quando entrou Fábio Cascadura no palco, cantando músicas do sempre excelente disco Bogary. Nessa hora a gurizada ficou um pouco perdida no excesso de informação, enquanto a ala mais velha ficava empolgada de ver essa coisa de encontro da cena independente ficar ainda maior. O frontman do Cascadura, por sinal, parece ser uma soma perfeita ao formato dos Vespas. Não apenas por ser dono de uma das melhores vozes de todo esse universo de bandas, mas pelo potencial que tem de fazer um álbum inteiro de hits.

Conversando depois com Thadeu Meneghini (ex-Banzé) e Chuck, eles falaram que a maior vontade do Vespas é se tornar uma banda de participações especiais. Possivelmente, fechando temporadas inteiras de uma turnê sempre acompanhada de um nome conhecido do rock nacional. Assim como a ansiedade de colocar eles logo entre as atrações de outros festivais, essa pode ser uma opção que pode comprometer o ritmo de uma nova banda em conquistar sua marca mais importante, que é a identidade.

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