Abril pro Rock 2006: segundo dia « Pop up!

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Sabe a roda de pogo? Aquela que o pessoal sai girando ensandecido no meio do show? Durante o do Forgotten Boys tinha uma perna que girava no meio das cabeças. Não pergunte como. O sábado do Abril pro Rock foi louco, e a banda de São Paulo, os Forgotten (garotos esquecidos, na tradução), é ótima. Voz no timbre certo para o tipo de música que eles tocam. O tipo de música que faz uma perna aparecer no meio da roda. Diversão pura.

A noite começou com um atraso saudável. Pouca gente se disponibiliza sair de casa às 17h para um show de rock. Então, quando a banda bahiana Lou subiu no palco às 18h, já tinham consideráveis 200 pessoas de platéia. Complicado olhar elas tocarem e não pensar em Pitty. Da mesma cidade, com um som tão parecido. A graça da Lou fica mesmo com a personalidade distinta de cada uma das integrantes. Uma guitarrista toca como se fosse o fim do mundo, a outra como se estivesse se escondendo de alguém. E tudo casa direitinho com a cara da banda.

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Um dos momentos mais legais de todo dia viria na seqüência, com o já citado show da Forgotten Boys. Rock direto e instigante, cantado em inglês, com quase mil pessoas na frente do palco. O clima favoreceu a novata Medulla, que se apresentou na seqüência no palco 2. Na linha O Rappa / Charlie Brown, os gêmeos (que são do Recife) mandam muito bem no palco. Ficam distante apenas do restante da banda, mais velha, numa pose de profissional.

A parte hardcore da noite encerrou com o Cólera. “Ainda estamos comemorando os 25 anos da banda com esse show”, comentou depois o vocalista Redson. Comemoração bem arquitetada, porque no palco eles tocaram apenas músicas do último disco, deixando os clássicos apenas para o encerramento. O público não se incomodou. Cantavam juntos todas as letras, explicando o motivo da celebração da banda. Não é fácil ser uma banda punk no Brasil e sobreviver tanto tempo, sempre renovando os fãs.

Apesar dessa divisão clara nos gêneros da noite, o público era bem unido. Camisas do Ramones passeavam com umas do Cradle of Filth e outros nomes complicados do metal. “Eu vim aqui só para ver até o Cólera, agora vou ficar assistindo de longe”, disse Felipe Melo, 22, estudante. Ao lado dele, o colega Pedro, 21, também estudante, se preparava para tomar a frente dos palcos. “Agora sim vão começar os shows legais”, se empolgava. Era hora do Terra Prima.

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A banda de Pernambuco entrou no segundo lugar para show mais legal da noite. A verdade é que esse tipo de som não exige um público tão empolgado quanto o hardcore. Foi a transição dos shows anteriores, para os próximos. Atrocity e Leave’s Eye (pacote dois em um do festival, já que são a mesma banda), chegou mais carregados de clichês, poses e muito cabelo. A apresentação era bem pré-formatada, incluindo o playback de alguns instrumentos.

Dispensável foi o show da Ungodly. A banda da Bahia conversa com o público em inglês e nem mesmo um cover de Slayer salvou a pretensão. A noite fechou com o Angra, que tocou pela primeira vez no Abril pro Rock. Novidade para o festival, mas não para o público, que já conhecia aquele mesmo repertório da noite. Com tanta diversão no inicio, o sábado merecia um encerramento com mais estilo.

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