Kelly está na fase menina « Pop up!

Nos seis meses que passou sem gravar, Kelly Key ganhou oportunidade na televisão de conhecer um novo público. Um de visão mais simples, que já dava atenção a músicas como “Adoleta”, mas sem entender o duplo sentido em “não quero mais brincar. Quero le peti, peti, polá”. É onde ela investe agora no terceiro disco de estúdio, o segundo a levar o próprio nome da cantora. “Fiz uma pesquisa no meu site e vi que a maioria dos meus fãs tinham entre 12 e 15 anos de idade”, explica em entrevista por telefone.

O investimento da gravadora Warner no produto é bem alto. Quem assina parte da direção artística é ninguém menos que o finado Tom Capone, responsável por tudo que dá certo na empresa. Trabalho que teve continuidade nas mãos do igualmente competente Alexandre Wesley. “O resultado já tá dando muito certo, porque já comecei a receber muitos e-mails de minhas fãs que ouviram os singles, dizendo que estão se identificando com as letras”, comenta empolgada a carioca de 22 anos que passa boa parte do tempo livre escrevendo no seu blog.

Com cara de “disco de menina”, o CD que tem encarte cheio de estrelas brilhantes vem com 14 faixas. Apesar dela prometer que agora está mais certinha, as letras continuam no tema “estou afim de você”, só que dessa vez sem maldade ou duplo sentido. Faz ainda três versões, uma de “Barbie Girl”, música que resume toda a cara do disco, onde ela aparece em várias fotos com cara de boneca. Outra da também internacional “Trouble” e uma que tem sentido a mais para quem é de Pernambuco, da música “É Chamego ou Xaveco?” do Calypso.

“Adoro o Calypso já faz muito tempo!”, comenta empolgada, “aquela “me usa” é praticamente a música da minha vida”, completa, cantando um trecho pelo telefone. “Já faz tempo que usam minhas músicas em outros ritmos, principalmente forró, por isso resolvi experimentar fazer o contrário”, comenta. “Chamego…” aparece no disco em versão R&B, no melhor estilo Beyoncé.

A mistura de ritmos que ela faz (arrisca até uma bossa nova), encerra com três remixes. Nelas, o produtor Umberto Tavares aparece de DJ, junto com o parceiro de estúdio Mãozinha. Os dois já assinaram vários trabalhos de black music, o que dá a eles experiência para não fazer feito e garantir um dos pontos altos do disco.

Publicada originalmente em 26.05.05

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