O Rabo do Galo « Pop up!

galo-7666321O Galo da Madrugada é, em muitas maneiras, uma metáfora para o próprio Carnaval. Assim como o país só começa a fucionar depois da festa de momo, ela própria só começa depois do Galo. E da mesma maneira que ninguém deixa o Carnaval encerrar em fevereiro, o “Rabo do Galo” garante que essa abertura oficial dure todo o sábado de Zé Pereira. “O Rabo” é o apelido carinhoso dado para o bloco “Nós Sofre, mas nós Goza”, que sai há 30 anos (desde 1976) entre as ruas Riachuelo e Sete de Setembro.

“Antes a gente saia em frente a Livro Sete”, lembra o folião Marcus Vinicius Xavier. Durante a festa, ele vira a “lavadeira da copa”, numa fantasia que é pura irreverência, dona da atenção de todos. “Não está reconhencedo isso aqui? É a cueca de Ronaldinho!”, brinca. Marcus brinca no bloco desde a fundação. A resposta que ele dá para a pergunta de quanto tempo faz isso é “vixe! já faz é tempo”. Ele era só um adolescente. Hoje, como uma lavadeira de respeito, não revela a idade.

No meio da animação, um presidente Lula mais honesto desfila com a faixa “eu não sabia de nada”. Nem ele, nem os taxistas, que negavam, mas estavam cobrando preço tabelado pelas viagens. Foi a principal complicação da tarde, uma até pouco relevante. Quando o relógio batia 16h45, o bloco seguia em direção ao encontro com o “Brascuba”, agremiação com apenas dois anos de vida que estava logo ao lado da rua do Riachuelo. Juntos, ganharam pique para emendar até às 20h, quando já começava a animação no Bairro do Recife.

Mais carnaval

  • No meio da folia, o escritor e poeta Jomard Muniz de Brito passeava pela rua Sete de Setembro. Caloroso, cumprimentado todos, ele vestia uma camisa do bloco do “Nós Sofre…”. Antes de seguir, posou para uma foto num irreverente triciclo, ao lado da procuradora do Estado Marília Fragoso e do decorador e designer floral Eider Santos.
  • Nereu Siqueira, que estava de Lula em plena rua do Riachuelo, era só abraços e discursos para animar os foliões. Foi a primeira vez que ele, que mora em Paulista, mas tem um escritório bem perto dali, decide esticar a animação no rabo do galo.
  • O baixo astral da folia no centro da cidade estava na avenida Mario Melo. Um corredor de ônibus dificultava e atrasava a volta para a casa. Ainda assim, a polícia garantiu que tudo estava tranquilo e sob controle. Os oficiais estavam lá para impedir que alguém subisse pelos vidros ou laterais dos coletivos.
  • Para aprender a não responder mais piadinhas: Folião – Minha foto só vai sair na Folha se eu estiver morto, né? Eu – Posso providênciar isso

    Folião – Se for para me matar de amor, eu deixo

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