Page 14 — Pop up!

  • Os Mombojós viraram heróis japoneses retrô em “Papapá”, clipe que divulga o novo disco deles “Amigo do Tempo”. Primeiro trabalho da banda no formato “quinteto”, com dois integrantes a menos, o disco traz eles de volta a um mundo sem frescuras de gravadoras. Por isso, está disponível para download lá no site da banda. A música antecipa um dos melhores repertórios do grupo até agora, com clima “space-vintage” e direito até a coreografia. Já dá para imaginar as dancinhas nos futuros shows.

    O clipe tem direção de Fernando Sanches, o mesmo que fez o clipe da música “O mais vendido” do disco passado dos Mobojós. Também é dele “3t Make Move Your Body” do Turbo Trio e “Sem Conserto” do Maquinado. Também é dele aquela propaganda do festival Planeta Terra 2009, com o ônibus mostrando o nome das atrações, lembra?

    Seção – Blog

  • Para quem quiser curar a ressaca da copa, a lista abaixo tem 20 documentários de música (rockumentaries) fundamentais na formação de todo mundo. Todos os links são de streaming, para assistir online mesmo. Dica da Babee:

    No Direction Home : Bob Dylan (Martin Scorsese, 2005)
    http://www.tudou.com/programs/view/07j_cTKPYCs/

    DiG! (Ondi Timoner, 2004) L’histoire des Dandy Warhols et de Brian Jonestown Massacre

    http://video.google.com/videoplay?docid=5713941098825043515

Buena Vista Social Club (Wim Wenders, 1999)
http://v.youku.com/v_show/id_XNzg5OTM1MTY=.html

End Of The Century: The Story Of The Ramones (Jim Fields, Michael Gramaglia, 2003)
http://video.google.com/videoplay?docid=1148507796479876506#

Metallica : Some Kind of Monster (Joe Berlinger, Bruce Sinofsky, 2004)
http://v.youku.com/v_show/id_XMjg5MjkyNjA=.html

Decline Of The Western Civilization – Part 2 – The Metal Years
http://video.google.com/videoplay?docid=4689920637100527225#

This Is Spinal Tap (Rob Reiner, 1984) Parodie de “cinéma vérité”, satire des groupes de hard-rock et heavy-metal. Pas vraiment un documentaire, mais à voir absolument !

http://www.tudou.com/programs/view/4rxuIABp9Ok/

Sigur Rós – Heima (Dean DeBlois, 2007)
http://video.google.com/videoplay?docid=728897364962063973#

Meeting People Is Easy (Grant Gee, 1998)
Documentaire sur la gigantesque tournée de Radiohead après la sortie de OK Computer en 1997
http://www.youtube.com/watch?v=kOuDST1uF20

Blur : No Distance Left to Run (Dylan Southern, Will Lovelace, 2010)
http://v.youku.com/v_show/id_XMTU0ODAxMzEy.html

Sympathy for the Devil (Jean-Luc Godard, 1968) (autre titre : One + One) Documentaire expérimental dont l’une des facettes est l’enregistrement de la chanson “Sympathy for the Devil” des Stones

http://video.google.com/videoplay?docid=-6273634405638821891#

Gimme Shelter (David Maysles, Albert Maysles et Charlotte Zwerin, 1970) Concerts des Rolling Stones au Madison Square Garden de New York et à Altamont où 4 personnes périront

http://video.google.com/videoplay?docid=8944701190949142773#

The Devil and Daniel Johnston (Jeff Feuerzeig, 2006)
http://v.youku.com/v_show/id_XMTQwNjYwODg=.html

Joe Strummer : The Future Is Unwritten (Julien Temple, 2007)
http://v.youku.com/v_show/id_XMTA3NzMzOTI0.html

It Might Get Loud (Davis Guggenheim, 2008) Jimmy Page, Jack White, The Edge

« It Might Get Loud » (2008)

Jimi Hendrix – Live at Woodstock ‘69 (1999)
http://video.google.com/videoplay?docid=-3981364972665945187#

Pink Floyd – Live at Pompeï (Adrian Maben, 1972)
http://video.google.com/videoplay?docid=2157824805736114591

The Last Waltz (Martin Scorsese, 1978) Filmé lors du concert d’adieu de The Band, avec comme invités Muddy Waters, Bob Dylan, Paul Butterfield, Neil Young, Joni Mitchell, Van Morrison, Dr. John, Neil Diamond, Eric Clapton..

http://v.youku.com/v_show/id_XMjMzMzcyOTI=.html

The Filth and the Fury (Julien Temple, 2000) Documentaire sur les Sex Pistols (il manque la fin)

http://www.youtube.com/user/blasphema69#p/u/0/APrUy71-sAU

The Great Rock’n’Roll Swindle (Julien Temple, 1980) Ce film relate de manière fictionnelle et assez délirante l’histoire des Sex Pistols

http://video.google.com/videoplay?docid=-8346082501330711925#

Quer mais? Então checa a lista dos “18 melhores rockumentaries de todos os tempos” do Screen Junkies! Programação completa para o domingão.

Seção – Blog

  • luciomaia-8531930

    Chega uma hora que toda grande banda não consegue mais dar conta de todo seu potencial criativo. São tantas idéias e propostas, que inevitavelmente seus integrantes começam a fazer projetos paralelos para dar conta de todas as vontades que sentem em se expressar musicalmente. A Nação Zumbi talvez seja um dos melhores exemplos nacionais. Praticamente todos seus integrantes – até a turma da percussão – tem projetos a parte. De todos esses, além do 3naMassa do baterista Pupilo, o Maquinado é um dos que chama mais atenção. Em entrevista ao N’Agulha, Lúcio Maia – talvez o mais polêmico de todos integrantes da Nação – falou sobre o disco novo, trabalho e música.

    No Maquinado, de certa forma, você começa do zero. Dá para sentir muita diferença de um artista montando sua carreira solo agora, com o que se passa com um grupo como a Nação Zumbi? Falo em questão de conseguir shows, espaços, venda de disco, etc.

    Não dá pra comparar uma banda com vinte anos de carreira pelo mundo todo com um projeto de apenas dois discos. Covardia. Claro, a Nação tem o nicho próprio do ano todo, que conquistamos com bons shows e discos condizentes. Mas sinto uma semelhança muito grande com os dois começos. Tanto a Nação quanto o Maquinado, os show são frequentados por entusiastas da música. Ou seja, gente que procura coisas diferentes. Sendo assim, posso até ter uma boa perspectiva se continuar trabalhando sério.

    Os projetos paralelos da Nação Zumbi começaram todos em clima de despretensão. Mas o Maquinado agora está no segundo disco, já aparece mais em festivais, propagandas de TV, etc. Esse é um resultado maior do que o esperado?

    Trabalho com isso. Tudo que faço é música e daí tiro meu ganho. O Maquinado é um planejamento de anos, desde que comecei a tocar. Seria hipocrisia entrar nesse clichê de “simplesmente aconteceu!”, que é até mentira. Corro atrás do pão todo dia senão passo fome. Nação, Maquinado, Los Sebosos, Almaz, todos são desdobramentos musicais que servem de desafio e sustento.

    As escolhas para esse segundo disco proporcionam um esquema que pode circular bem mais, e com mais facilidade, pelo país em termos de shows. Em que nível de prioridade o Maquinado fica hoje na sua carreira como Músico?

    Aproveito as brechas da Nação neste começo de ano, já que estamos na entresafra de disco, pra tocar o Maquinado. Tudo eu planejei desde o ano passado. Sabia que teria tempo pra me dedicar ao Maquinado. Tento colocar as coisas de forma bem aberta com meus camaradas.

    Quando Du Peixe cantou uma música sua no primeiro disco, parecia que ouviamos uma música da Nação Zumbi. Só que isso não seria mais possível com as faixas atuais, que seguem uma textura totalmente diferente. Suas “ansiedades musicais” hoje estão mais para o Fome de Tudo ou para o Mundialmente Anônimo?

    Nenhum dos dois, pois ambos, neste exato momento, fazem parte do passado. Minha cabeça já está organizando as próximas incursões.

    Apesar da programação e dos elementros eletrônicos estarem presentes, o segundo disco é bem mais orgânico que o primeiro. Isso, de certa forma, diz muito de seu momento atual como músico. O que você andou ouvindo quando pensava no disco? E que está ouvindo agora?

    Muita coisa. Nem sei dizer. Resolvi gravar um disco ao tradicional. O primeiro foi um trabalho minucioso de produção e levou dois anos pra ficar pronto e neste fiz as músicas, gravei e finalizei o disco em seis meses. Os métodos de gravação e produção é que dão o direcionamento de um album.

    Com o Maquinado, de certa forma, você está tendo ainda mais experiência na cena independente do que a Nação Zumbi. O que você tem achado desse mercado atual no Brasil? Esse dos festivais, selos e bastante download?

    É tudo uma merda muito grande. Os festivais não querem pagar cachês as bandas iniciantes, passagem aérea é caro pra cacete e equipamento só viaja via carga que inviabiliza tudo. Os selos independentes não tem grana nenhuma pra investir na banda e querem duzentos por cento de comissão. As rádios e canais de tv tem coragem de ramsters pra investir em cultura, principalmente música alternativa. Disco não vende. O que mais eu posso acrescentar nesse bolo de bosta?

    Quem chega no Recife nem acredita, mas Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Otto e nem 3naMassa, Maquinado ou mais ninguém toca em rádio. Só que isso acontece em quase todo o país. Já tem uma geração nova da música brasileira que cresceu sem ouvir rádio, mas reclama de não tocar lá. Isso faz falta para você? Você escuta rádio?

    Não ouço rádio nem vejo tv, mas tenho consciência que pra ganhar grana de verdade você tem tramitar nesses veículos de massa. Um conselho que eu dou a quem quer viver de música: esqueça o radicalismo.

    Sem falar em mercado e dinheiro agora, mas de música. Do que você tem ouvido por onde passa pelo país, o que te deixa inquieto na música brasileira, tanto positiva quanto negativamente? O que está bom e o que está faltando?

    Eu não pagaria um centavo pra ver um Jamaicano tocando blues ou um americano tocando polca ou um argentino fazendo reggae. Penso que o Brasil perde muito com essa falta de nacionalismo musical, no bom sentido. O samba não uma intituição e sim uma materia prima que pode sofrer moldes infinitas vezes sem perder a assência. Mas é mais fácil entrar na onda da vez e aproveitar os poucos quinze minutos. Quem empurrou a música brasileira pra frente e conseguiu tem seu lugar garantido, por menor que seja. Eu prefiro estar no dicionário da música popular que na revista caras.

    Você fez parte de algo que mudou a história da música no Brasil. E o Maquinado, em sua própria forma, continua misturando referências com um resultado que parece ser novo, no sentido que a gente não escuta duas bandas iguais a sua. Quando você escuta música, faz alguma cobrança nesse sentido de inovação / ineditismo, etc?

    Pra mim o ponto crucial pra gostar de uma banda é o ineditismo do som. Cópias são um saco. Tanto que não consigo gostar do Frans Ferdinand porque tenho todos os discos do Talking Heads. Se eu perceber qualquer semelhança do que faço com outra música ou banda, abandono a idéia. Não estou aqui pra dizer o que é certo ou errado. Cada um faz o que tem vontade. Mas se não fosse um curioso que pesquisasse os fungos não teríamos a penicilina…

    Em 2006 eu entrevistei Lúcio Maia sobre o começo do Maquinado. Quem quiser conferir é só seguir o link.

    Seção – Reportagens

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    Holger (SP)

    O Holger não está jogando ou sequer participando da Copa do Mundo. Mas em tempos de #vuvuzela e #calabocagalvao nos Trending Topics mundiais do Twitter, é certo que “Sunga” seria um nome muito mais merecedor para figurar entre o que está acontecendo de realmente interessante no Brasil. O sinônimo do popular cuecão é o nome do disco novo deles, que já está 100% pronto, mixado em Nova Jersey e com a promessa até para “capa mais linda do mundo”.

    A ansiedade é tanta que ontem, logo após tuitarem um “o disco tá pronto!”, minutos depois a primeira música chegou por email do Altenfelder, o Pata. “Let’em shine below” confirma que a verve Vampire Weekend da banda continua forte. Mas comparações, nesse ponto, já chegam a ser injustas. O que a música certamente confirma é que a Holger deve se manter uma das bandas mais legais do Brasil no momento – com um show que é simplesmente imperdível – fazendo rock para dançar e viciar em cada faixa.

    Meu conselho para vocês. Perca o jogo do Brasil, mas não deixe de ouvir essa. O link para baixar é esse aqui, ó: http://www.sendspace.com/file/km2pii

    Seção – Blog

  • Quando o baterista do Trio Mocotó, João Parahyba, descobriu sobre a existência e o resultado das ações da Rede Música Brasil, iniciou-se um grande debate entre músicos, produtores, público e jornalistas na internet. Ainda hoje, o seu texto de desabafo, publicado no site Scream & Yell (www.screamyell.com.br), acumula comentários de gente que concorda e discorda de suas considerações preocupadas com a figura do músico não ser a central na cadeia produtiva da música. Parahyba reclama que o coeficiente mais importante na equação não é o público, mas o artista.

    A Rede, para quem ainda não ouviu falar dela, é uma aglutinação de todas as associações relacionadas a música existentes no país, que até então nunca dialogavam. Um esforço para unificar o discurso de gravadoras, rádios, músicos e todos os envolvidos nesse processo. O resultado obtido a partir do relatório publicado pela rede Música Brasil não é exatamente inédito. Ele apenas amplia a realidade vigente no mercado de música do país, ao pedir um aumento de políticas públicas que patrocinem a produção nacional.

    Como resultado, órgãos como a Funarte ampliaram seus fundos e programas de fomento a cultura com uma atenção especial a música, igual como era feito até então com o cinema. Parahyba é categórico. Esse dinheiro vai para o produtor, que muitas vezes não paga quanto o músico gostaria – e acredita que merece – receber. Do outro lado, os produtores defendem um artista que entenda que seu valor se mede em público, e que um cachê alto só se justifica através de uma grande quantidade de ingressos vendidos. Mesmo quando o evento é patrocinado e não depende da venda de ingressos.

    Mas o patrocínio público só resolve uma parte dessa complicada equação. O dinheiro chega para quem produz, sejam músicos ou produtoras, mas os discos continuam sem vendas significativas nas lojas. Os festivais também atingiram uma meta média difícil de subir entre 1,5 mil a 2 mil pessoas nos bons dias de evento. A única parcela que não entrou no troca-tapas pelo dinheiro, o público, segue desamparada. Mesmo com patrocínio, principalmente no que diz respeito a gravação de música, os discos são lançados com valores altos e inacessíveis. E se pensassem em um patrocínio pelo público?

    Essa série de matérias foi publicada originalmente no jornal A Tarde.

    Seção – Reportagens

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