Page 38 — Pop up!

  • josephk-4311394

    Chove pesado no Nordeste. Sai de Salvador debaixo d’água, cheguei numa Recife totalmente inundada por vendavais. Clima bom para ficar em casa e aproveitar para se atualizar no que está rolando na região. Desde o começo do mês que tem novidade de quase todos os estados circulando na internet. Prepara o download ai:

    Quem abriu a porteira foi a Joseph K? (foto) de Fortaleza. A banda, que completa cinco anos de formação em 2009, lançou o segundo disco direto com link no Badongo. “The Full Time Rockers Club”. A novidade é que eles, que começam a ganhar aos poucos um nome de destaque no circuito fora de casa, agora passam a cantar em inglês. O arquivo tem 91mb e para conferir você clica aqui.

    Enquanto isso, Natal começa a retomar o fôlego após o banho de água fria que foi o fim prematuro de duas de suas principais bandas. E quem traz as boas novas é, mais uma vez, o agora “ex-Sink” Anderson Foca, com a nova The Rejects. Um power trio com as guitarras estourando o último volume, competindo diretamente com a voz grave de Júlio Cortez. O primeiro EP tem três faixas, com 15 minutos de duração, seguidas num único arquivo. Batizao de Devils Corner, ele pode ser baixado aqui.

    Foca também teve seu dedo em outro lançamento, dessa vez na Paraiba. A banda Nublado gravou um novo EP no estúdio DoSol, com produção de Dante (Calistoga). O resultado é impressionante. Talvez uma das melhores bandas pop a surgir em João Pessoa neste semestre. A banda ganha em maturidade, mas o “pé no chão” tem sola agora para circular todo o país no circuito dos festivais. Quem ficou curioso, pode baixar as músicas no próprio MySpace deles.

    Já em Salvador, quem manda notícia é Messias Bandeira. Um dos padrinhos do indie nacional, o ex-brincando de deus continua sua missão de lançar um novo disco a conta-gotas. Ele agora disponibiliza a terceira faixa, “God, if can you hear me“, que lembra mais sua antiga banda que todas as outras que ele apresentou agora. Esse retorno cauteloso de Messias é para ser observado de perto, com bastante atenção. E quem quiser entrar nessa empreitada, baixa a música no site Reverbnation. Lá também tem as outras duas já lançadas.

    No Recife, a Devotos lançou o primeiro disco ao vivo, que marca os 20 anos da Banda, e logo mais também vai virar DVD. Mas esse não tem para baixar (legalmente) ainda. Enquanto isso, a Júlia Says se prepara para mais uma temporada em São Paulo com o novo EP Menos é Mais. Tem seis músicas e, algumas delas, como , já estão viciando quem pára para ouvir. Você entra nesse time baixando o disco aqui, ó.

    Para encerrar, não é exatamente uma novidade, mas Wado avisa via Twitter que seu último disco, Terceiro Mundo Festivo já pode ser ouvido e baixado na integra em seu MySpace. Foi um dos melhores lançamentos do ano passado e, quem perdeu, pode correr atrás do tempo perdido conferindo faixa a faixa lá em sua página.

    Só faltou Maranhão, Piauí e Sergipe! 🙂

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  • walverdes-2351199

    Depois do encontro entre Pata de Elefante e Macaco Bong, tocando juntas no mesmo palco, outro mashup entre independentes acontece no Rio Grande do Sul. O Beco 203 estréia o projeto Liquidificador, convidando as bandas Walverdes e Superguidis para a primeira noite. O esquema é simples: cada banda vai tocar um disco inteiro da outra. No final, se juntam para formar uma super banda.

    Duas grandes bandas. Acho que isso vai ser histórico. Bem que podia rolar um registro desse show, nem que fosse daqueles gravados direto da mesa de som, hein? Quem quiser ir, cola aqui, que tem todas as informações.

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  • themelt-3621632

    De: Cuiabá-MT
    Selo: Independente
    Para quem gosta de: Queens of the Stone Age, MQN, Amp

    Cuiabá já deu mais que bons motivos para prestarmos atenção ao que vem de lá. Seus dois maiores expoentes, Macaco Bong e Vanguart, não apenas estavam no sentido contrário do que estava em evidência quando começaram, como conseguiram transformar seus gêneros – rock instrumental e folk – no centro das atenções desse meio. Sendo assim, quem começa a aparecer na programação de festivais de fora e no horário nobre dentro de casa, como a The Melt, vira motivo de grande expectativa.

    Quando o trio começou em 2003, tinha outro nome e outra formação. Se chamava Headache e chegou a já chamar atenção da cidade nesse primeiro momento. Tanto que, em 2005, o nome deles criou eco até a cidade vizinha, Brasília, onde outro grupo com o mesmo nome ameaçou eles de processo caso não organizassem outra cerimônia de batizado. Quando viraram a The Melt, já tinham parte dos integrates originais fora. Quando foram convidados para tocar no Calango no ano seguinte, passaram a achar que podiam chegar mais longe. Passaram então por mais mudanças, para formar então essa banda que aparece aqui agora.

    Esse vai e vem de integrantes também refletiu na música deles. A proposta original de rock garagem, simples e cru, se transformou em uma experiência pesada de stoner rock. Não é tão parecido assim com aquele que a Macaco Bong marcou na região, mas um que é mais rápido e direto, cantado em português e inglês. Com pouco tempo, chega até ser arriscado dizer que esse é o som definitivo da banda, já que eles nem lançaram o primeiro EP ainda, mas o fato é que por onde eles passam, chamam atenção. Bastou tocaram na mesmo noite do MQN para a própria banda Goiania subir no palco e cumprimentar eles.

    Sendo de Cuiabá, capital nacional dos coletivos, eles também estão envolvidos com as ações do Espaço Cubo. A relação com a política da cidade conseguiu render um apoio financeiro para eles quando foram convidados para tocar no Bananada. Coisa que não acontece com bandas que nem lançaram mais do que três músicas no MySpace. No bate papo rápido que eu tive com eles, falaram sobre a história deles, sobre essa relação política e o que acontece lá no Centro Oeste do país. Quem respondeu foi o Diego Oliveira, guitarrista e backing vocal da banda.

    O que vocês escutam por ai, quando não estão tocando e ensaiando? O que é que faz a cabeça da The Melt?

    Ah gostamos muito de Kyuss , Melvins , QOTSA , Led zeppelin , Nebula , Amp , Mqn , Macaco Bong, Black Sabbath , Deep Purple , Jimi Hendrix , Motorhead , Dozer , MC5 , Nação Zumbi , Black Drawing Chalkers , The Atomic Bitchwax , Beatles , Pink Floyd , Cream , Mutantes , Foo FIghters , AC/DC , Fuzzly , Desert Sessions , Rhox , Lopes , Alice in Chains e ai vai..

    Lembro que antes mesmo de gravar um primeiro EP, vocês já tinha conseguido apoio da prefeitura para comprar passagens até o Bananada. Como é essa relação das bandas de rock de Cuiabá com a política pública?

    Pois é, a gente conseguiu a grana de apoio aquela vez. Mas só que até hoje não nos pagaram, ja to até ameaçado de morte hahahaha! Com a gente foi só essa vez mesmo, mas tem varias bandas que já captaram essa grana dos órgãos públicos , melhorou bastante em relação aos anos anteriores a 2003 onde só apoiavam banda de pagode, sertanojo, lambadão e os estilos típcos como o siriri e cururu. Eu fico puto da vida quando vejo bandas de sertanejo que realmente consegue viver mesmo recebendo esse apoio da prefeitura e do governo estadual. Poxa, se eles já tem a grana necessária para gravar, viajar e fazer shows gigantescos aqui, porque não deixam o pouco que tem pra quem realmente precisa, como as bandas de rock que contam na maioria das vezes com garotada nova que ainda estuda e faz faculdade e não tem condição de pagar R$ 5 mil pra gravar um disco.

    Acho até que em função disso acaba desestimulando vários talentos que largam a musica pra trabalhar e estudar e garantir algo mais denso. Mas mesmo com tudo isso tudo, o que está acontecendo no cenário rock Cuiabano é graças ao apoio da Prefeitura e do Governo estadual. O Festival Calango, a Semana da Musica e vários outros Festivais aqui são graças a esses apoios que vem crescendo de forma positiva e organizada. O Espaço Cubo é um guerreiro que luta bravamente nessa questão e que faz de tudo pra melhorar o cenário não só local más o cenário nacional.

    A banda está começando a tomar forma agora. Vocês já tocaram fora de casa, já estão no horário nobre dos festivais locais. Até onde pretendem chegar com a The Melt? A banda já está vindo antes do trabalho?

    Pois é, o ano de 2008 foi excelente pra banda. Foi o ano que nós estávamos muito bem envolvidos com o cenário local, participamos praticamente de todas as produções dos eventos que aconteceram em Cuiabá. Desde carregar caixa até timbrando guitarras, mas só que começaram as cobranças em casa. Do tipo “e ai não vai arranjar um emprego pra ajudar a pagar as contas?”, “Não vai fazer faculdade?”. Neste momento o Fornalha (baixista) está trabalhando das 8h às 6h; eu estou fazendo faculdade e o nosso baterista, o Edson, está terminando o segundo grau. Em função disso estamos fazendo tudo na medida que não atrapalhe os estudos e o trabalho, mesmo porque infelizmente não da pra viver ainda da nossa musica.

    E tudo isso que vocês conquistaram foi sem lançar ainda um disco. Vocês acham que ainda é importante lançar um álbum completo? Como vocês estão programando essa parte da carreira da banda?

    Não, não achamos que seja importante lançar um disco completo de 12 faixas, confesso que estávamos empolgados em lançar um esse ano, mas nosso projeto foi negado pela secretaria estadual e nos impossibilitou de realizar o nosso CD e em função disso. Estamos preparando um EP de quatro a cinco faixas com ótima qualidade sonora pra esse ano ainda. Estamos batalhando pra conseguir captar dinheiro necessário para gravação que não é muito barato. Estamos falando de estúdio especialista no gênero rock, que são muito poucos e caros, mas acredito que esse ano sai algo sólido do The Melt.

    Dois dos principais nomes hoje do cenário independente vieram de Cuiabá. As pessoas passaram a esperar mais da cidade. Isso influência vocês de alguma forma? Existe uma pressão para saber quem vai ser o próximo Vanguart e Macaco Bong?

    É, Cuiabá já esta sendo um grande revelador de talentos. E te digo que não são poucos. Isso nos influência no sentido de fazer musicas com qualidade e de nos reinventar a cada momento que se compõe uma musica. Não queremos ficar taxados num único estilo, como vem acontecendo ultimamente dizendo que somos stoner (N.D.E.: Ops!). Apesar de glorificar esse estilo queremos aparecer sempre com coisas novas. Cara acho que essa pressão para saber quem vai ser o próximo Vanguart ou Macaco Bong pode acabar atrapalhando no desenvolvimento da banda, então a gente não fica arrancando os cabelos por causa disso, queremos o reconhecimento pela nossa musica.

    Pensando nisso, quem vocês recomendam ai de Cuiabá para nós ouvirmos? Quais são as bandas legais da cidade que ainda não chamaram atenção dos festivais, jornais e blogs?

    Aqui em hell city o que mais temos são bandas boas podemos citar Rhox, Snorks, Fuzzly, Lops, etc. O difícil é essas bandas não chamarem a atenção, porque estão sempre trampando e levam super a sério a questão musica/banda. Por isso sempre estão sendo vistas por blogs, jornais, etc…O lance é trampar para fazer a parada foda, para chamar atenção mesmo porque quem não é visto não é lembrado.

    Escute a The Melt no MySpace
    Veja fotos da banda no Fotolog

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  • Não é brincadeira. A Riaa, a associação de gravadores de discos da america, está pedindo a pena de morte de três adolescentes do estado de Oklahoma, por terem compartilhado uma grande quantidade de músicas de Kanye West. Isso já foi um mote clássico de piada contra a Riaa – numa reunião, com eles decidindo como matar quem baixa música – mas acontece que a morte por eletrocução é uma das penas aceitas no estado norte-americano.

    Um representante da associação chegou a fazer a seguinte declaração: “lá fora está igual ao velho oeste. Todo mundo rouba o que quer roubar, pega o que quer pegar. Nós bem que poderiamos usar um pouco de justiça do Oeste esses dias”. Outros empresários do meio, como a Sony, tem festejado a decisão da Riaa, dizendo que há tempos que pressionavam eles para algo do tipo.

    Jason Miller, que só tem 16 anos, chegou a protestar quando foi ouvido pela imprensa. Disse “que diabos, Kanye West já é podre de rico, porque eu tenho que morrer porque compartilhei uma música dele com um amigo?”. A mãe dele, entretanto, ainda não conseguiu ser acalmada e chora quando tocam no assunto.

    Por mais assustador que seja o desespero da associação, não seria uma surpresa eles tomarem uma decisão dessas. O que eu espero é saber o que eles vão fazer quando, depois de assassinarem três pessoas (porque, na boa, isso é assassinato com chancela do estado), continuarem baixando música no mundo.

    Mais informações aqui

    Era tudo enrolação 😛

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  • demosul-3415791

    Se fosse levantar uma estatísca dos emails e comentários que recebo aqui no Pop up, talvez um dos Top 3 tópicos recorrentes seriam os de bandas perguntando como faz para entrar nesse circuito de festivais independentes. E, para a alegria dela, dois eventos abriram inscrição essa semana em busca de novos talentos. Um no sul do país e outro no Nordeste, então tem oportunidade para ambos os lados.

    O primeiro é o Demo Sul, que acontece em outubro em Londrina, Paraná. Já passaram por lá figuras da primeira divisão como o Mudhoney (na foto acima, tocando lá) e a Nação Zumbi, assim como os novos talentos Vanguart e Macaco Bong. Quem quiser tocar no mesmo palco que eles, basta entrar em contato com a Braço Direito Produções, que organiza o evento que também é filiado a Abrafin.

    Pode mandar o CD com a música (em qualquer formato) e texto de apresentação para o endereço Rua Xingu, 136, Vila Nova. CEP 86025-390 – Londrina, Paraná

    O segundo é o festival Mada – Música Alimento da Alma. É uma das vitrines mais importantes do mercado independente, porque tem um dos maiores números de imprensa convidada. Só para ilustrar, foi o único festival independente que o Cansei de Ser Sexy tocou no Brasil, partindo para o exterior logo em seguida. Outros nomes, como o Moptop, assinaram contratam com gravadora com um empurrãozinho do evento. Na horário nobre eles trazem desde os Paralamas do Sucesso à O Rappa e Cordel do Fogo Encantado. Ele também acontece em outubro, lá em Natal.

    Assim como o Demo Sul, o prazo para enviar material é até julho. Quem quiser mandar o CD com músicas o endereço é Av. Deodoro da Fonseca, 402 / 1002 – Petrópolis. CEP 59020-600 – Natal / RN.

    Uma dica: tente entrar em contato com a produção antes de mandar material para saber como funciona o evento. Para bandas iniciantes, participar de um evento desses é antes de tudo um investimento. Geralmente não são dadas passagem de avião ou cachê para atrações menores, apenas uma ajuda simbólica de custo. A pior coisa que pode acontecer – e infelizmente continua acontecendo – é a banda ser chamada para tocar e depois desistir, achando que vai ter tratamento especial.

    Outra dica: Se encarar o investimento, use o festival como um evento satélite. Entre em contato com bandas e produtores de outros estados e aproveite para fechar uma turnê na vizinhança. O MySpace está ai para isso. Você já vai ter um grande cartão de visitas que é a chancela de um grande evento, portanto saiba usar essa vantagem.

    Seção – Blog

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