Page 42 — Pop up!

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    O Podcast andava muito eclético. Percebi que nas edições anteriores quase não tinha rock sendo tocado na programação. Esse é, portanto, o programa da redenção. Tem música e novidade do Walverdes, Amp, MQN, Macaco Bong, Helmet, Vamoz e Dinosaur Jr.

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    A foto que abre o post é de Marcelo Lacerda. Foi durante um show do MQN no Recife. Na esquerda estão Capivara (Amp) e Eline (Hang the Superstars) e na direita ainda tem o Vitor (Black Drawing Chalks). Festão!

    Seção – Podcast

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    O Móveis Coloniais de Acaju nunca foi exatamente o modelo de banda que a gente pensa que vai dar certo. É como se existisse um manual das coisas certas a se fazer – pouca gente na banda para facilitar a viagem, nome curto e fácil de lembrar, aceite as propostas de gravadoras e selos – e eles tivessem decidido fazer tudo ao contrário. Talvez seja por isso que eles sejam tão alegres no palco, sempre correndo de um lado para o outro. Aquela prazerosa sensação de “rir por último” que todo mundo sempre precisa sentir um dia na vida, eles sentem sempre que estão tocando.  E isso nunca foi tão forte agora, quando eles lançam “C_mpl_te”, o segundo disco da carreira e que afirma eles como a principal banda do atual cenário independente nacional.

    O reforço disso vem no Móveis Convida, festival que a banda produz em Brasília e que chega em sua décima edição (não é um evento anual). O mote podia até ser o disco, que ainda vai ser lançado oficialmente pelo selo Álbum Virtual da Trama, mas quando a noite encontrou seu climax com cerca de cinco mil pessoas, todas cantando e dançando, ficava claro que era também uma grande celebração ao próprio Móveis. Quando os portões se abriram perto das 22h, numa capital totalmente debaixo de chuva e sob o aviso de que “aqui, quando chove, ninguém sai de casa”, um pequeno amontoado de gente já fazia questão de garantir a beira do palco, mesmo que custasse encarar uma maratona de outros três shows.

    Quem abriu a noite foi a banda Black Drawing Chalks, não por acaso, aposta desse ano entre os novos nomes que surgem no país. Esse foi primeiro show deles no Brasil após voltar do South by Southwest e Canadian Music Week, além de turnê quase sem fim nos Estados Unidos e no Canadá. Já no começo do show a sensação é de que a bagagem que eles trouxeram de lá não foi sucifiente para caber o intensivo de rock e experiência ao vivo que apresentaram de volta em casa. A banda conseguiu dar um avanço de quase 100% do que foi visto nos últimos festivais que participou. Está redondinha, com um show que mete porrada no ouvido de quem arrisca ficar perto. Sem falar que conseguiram construir uma imagem forte no palco, conquista rara na cena independente, sempre composta por bandas visualmente bem parecidas.

    Esse retorno também dá sinais do som definitivo da banda, que passa a tomar forma a medida em que o segundo disco se prepara para ser lançado pela Monstro em maio. Menos obtuso e até um pouco dançante, o Black Drawing Chalks se aproveita cada vez mais dos agudos do vocalista Victor Rocha em contraste ao baixo cada vez mais pesado de Denis de Castro, ritimado pela bateria acelerada de Douglas de castro. E isso reforça um pouco do hard rock a brasileira – ou “rock duro” na sua melhor tradução – como tem acontecido com bandas como a Amp e até o próprio MQN, que estão cada vez mais distintas do modelo norte-americano.

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    Nessa hora dava para ver como o Móveis educou bem seu público local. Ninguém estava ali em busca de rock pesado, mas entrou fácil no clima das bandas, dançando, pulando e sempre aplaudindo. Platéias calorosas parecem ser uma das marcas registadas do Centro Oeste brasileiro. Acho que a receptividade do público só não supera o que a gente costuma ver em Goiânia, que intercala shows do Mundo Livre com Sepultura, A Besta com Mallu Magalhães, e ainda parecer que é um mesmo único evento.

    Se o público esperava pelo Móveis, nos bastidores ninguém falava outra coisa senão que naquela noite também teria um show da Galinha Preta. O nome estava na boca de todo mundo, mesmo de quem ainda nunca tinha ouvido a banda de brasília, que existe a tanto tempo quanto os anfitriões da festa. Era a banda do Frango, talvez o principal coordenador de palco e técnico de som de Brasília, que é contratado quando nomes como o Iron Maiden e o Heaven and Hell (aquela mistura do Black Sabbath + Dio) passam por lá. É uma daquelas clássicas figuras locais que consegue arrancar risada de todo mundo com as hitórias que conta quando viaja com outros artistas. E no meio tempo, ele toca numa das melhores bandas de hardcore que eu já tive oportunidade de ver na vida.

    O Galinha Preta é rápido e sarcástico de uma forma muito inteligente. O segredo é a simplicidade. Ele consegue fazer piada do Padre Quevedo Aderli de Carli (lembra, né? O do balão) sem soar mórbido e reclamar do funcionarismo público (imagina cantar isso logo em Brasília) sem parecer que está dando lição de moral em ninguém. O bom humor não atrapalha em nada você entender muito bem o sentido real por trás de cada crítica. Essa preciosidade brasiliense quase nunca toca fora de casa, principalmente porque o Frango está sempre no palco de algum outro mega show trabalhando. Mas fica a dica para os festivais que querem inovar esse ano… levem o Galinha Preta!

    Aliás, falando em bastidores e trabalho no palco, surpreendente ver os Móveis funcionando enquanto empresa. A banda é grande, o que faz deles também uma grande equipe que não pára um segundo de trabalhar. Cada integrante fica responsável por um pedaço do que está acontecendo ali. Uns vão buscar alvará para uso do espaço, outros estão no receptivo, enquanto uns fazem a contabilidade, a identidade visual, etc. São 10 integrantes, o que faz deles uma das poucas bandas do país com 10 roadies. Ninguém está ali para brincadeiras.

    Depois dele foi a vez do Macaco Bong trazer sua parcela de destruição aos ouvidos. É impressionante o quanto a banda cresce quando se apresenta em boas condições de som – tudo bem, isso é comum em uma banda instrumental, mas no caso deles o efeito é ainda maior. Eles são o bom exemplo do que foi falado antes sobre o público. Com um rock ainda mais inacessível, pegaram um público ainda maior e mais ansioso pelos Móveis, mas ainda assim conseguiram prender a atenção de todo mundo até o final. Aliás, esse foi o primeiro show da banda que eu vejo e que eles resolveram falar entre algumas músicas. A presença do trio de Cuiabá dava a noite um ar de sucesso garantido, sem nenhum show ruim na programação.

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    Mas impressionante mesmo é o tamanho do Móveis Coloniais de Acaju em Brasília. Esse era seu show ideal, afinal, estavam com todos os recursos que precisavam para se apresentar. O que incluia até um painel de led no fundo, fazendo projeção de imagens que brincavam com as cores do novo disco. A estrutura maior deles deu direito até uma contagem regressiva, acompanhado em um único coro por todo o público.

    Todo o show era intercalado por pausas a cada três músicas. Começou com “Cão Guia“, “Lista” e “Descomplica“. Três inéditas já avisando que esse repertório seria quase todo com enfoque no novo disco. André, o vocalista e nosso próprio Wilson Simonal 2.0, diz que a idéia é tocar tudo na integra. No C_mpl_te a banda parece agora estar mais plural, o que era a principal falha do anterior “Idem“, onde o Ska as vezes soava repetitivo em várias faixas. O Móveis brinca mais com os extremos do próprio som, dando idéia que seu próprio universo de referências agora parece ser bem maior.

    Com 19 músicas, o repertório ainda trazia as melhores do disco anterior. “Copacabana“, “Esquilo não samba“, “Perca Peso“, “Seria o Rolex“, “Cego” e “Aluga-se-vende” estão todas lá. O público segue tudo com quem foi seriamente doutrinado, já cantando as inéditas – que estão no Youtube – e fazendo um coro que quase sufoca a banda no novo single “O Tempo”. A devoção até assusta umas horas, mas encanta na maioria do tempo. Nessa noite, via-se o respeito que o Móveis Coloniais de Acaju conquistou na própria casa, sendo prestigiado por várias bandas locais e até grandes figuras como Fernando Rosa, do selo SenhorF. É coisa rara ver uma banda atingir a auto-estima de uma geração e, nessa noite, foi isso que eles fizeram.

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    Depois disso, a banda pegou o ônibus e todos seguiram para Goiânia. Na noite seguinte, eles repetiram a sequência de shows e a catarse do público no Centro Cultural Martim Cererê, onde acontece o festival Bananada e já teve edições do Goiânia Noise (onde a banda deve ser uma das atrações desse ano). Mas lá, o segundo tempo era o momento maior de diversão de todos, que sabiam que chegavam já com a partida ganha de goleada. Logo mais eu falo do disco novo e também mando uma entrevista com a banda.

    Seção – Reportagens

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    De: Porto Alegre – RS
    Selo: Independente
    Para quem gosta de: Bauhaus, Bob Dylan

    Talvez apenas dois estados tenham uma identidade tão marcante quando se trata do rock independente. Goiânia, claro, cada vez mais o destino certeiro do hard rock no país, mas principalmente o Rio Grande do Sul. O termo “rock gaúcho” é tão esquisito e sem uma lógica certa (não se trata exatamente do rock feito por gaúchos) que chega a fazer sentido quando usado na prática para delimitar aquele rock puramente sessentista aliado a uma atitude mod. E ao mesmo tempo que é esquisito, também é forte ao ponto de funcionar como uma peneira para tudo que sai daquela região do Brasil. O impacto é forte quando a gente escusta algo tão fora desse padrão, como é caso do Damn Laser Vampires.

    O trio gaúcho poderia ser descrito como uma banda de rock gótico, que estaria tão certo quanto errado. Formada por três cartunistas, o que eles fazem na verdade é processar na forma de música uma infinidade de referências que vem dos filmes B, da cultura trash onde o glamour soa brega e tudo surge em contrastes exagerados de cores e sons. Como um filme esquisito sobre vampiros onde, por mais ridiculo que pareça, todos levam extremamente a sério. E eles fazem isso tocando misturas de polka, folk e rock de forma bem espirituosa.

    O Damn Laser Vampires serve de exemplo perfeito a dois textos famosos. O primeiro são as notas sobre o “camp” de Susan Sontag, que fala daquilo que é bom por ser ruim. Não o estéticamente pobre, ou de má execução, mas que se constrói nesse sentido. Na adoração pelas relações esquisitas e não convencionais (assim como acontece com os próprios filmes B). O segundo é sobre a forma como o sociólogo Simon Frith falava sobre o “saber ouvir” na experiência musical. É preciso saber ouvir os malditos vampiros de laser, muito mais do que simplesmente se deixar ser invadido por suas músicas. Quando isso não acontece, cai o risco de tudo ser mal interpretado por jogadores de RPG em uma festa errada.

    A banda já lançou um EP e um disco completo. Esse último se chama “Gotham Beggars Syndicate” e acompanhava ainda um zine só com histórias em quadrinhos desenhadas pelo trio. Além do circuito de shows do Rio Grande do Sul, eles também já conseguiram sair das fronteiras locais e tocaram em festivais como o Goiânia Noise e tiveram suas músicas lançadas por um selo no exterior. Na mini-entrevista abaixo, eles falam um pouco mais sobre a banda.

    Quando falamos de rock, talvez o Rio Grande do Sul seja a região brasileira com a identidade mais engessada. É difícil ser uma banda tão peculiar numa cidade onde o rock gaúcho é quase uma regra? Vocês costumam interagir com outras bandas desse tipo por aí?
    Eu nunca sei exatamente como o resto do país ainda vê o rock do RS, embora exista mesmo essa tendência sessentista que um dia alguém resolveu chamar de “rock gaúcho”. O problema é que isso é mais ou menos como imaginar que no Rio de Janeiro só existe samba. O cenário sulista de rock é muito rico e muito diversificado. Prova disso é o nosso caso, a gente tinha tudo pra ser recusado de cara e nos surpreendemos. Nos relacionamos bem com muita gente, um pessoal que vai de um extremo a outro, do punk ao eletrônico ao hardcore ao sessentista, e por aí vai… Não somos encanados com isso de rotular. Música boa é boa, música ruim é ruim, é mais simples do que se pensa.

    As referências do Damn Laser Vampires são muito específicas. As pessoas entendem a banda de cara? Como é quando vocês tocam num lugar totalmente novo e diferente?
    Já aconteceram coisas engraçadas. Teve mais de uma vez em que chegamos no lugar em que íamos tocar e tinha góticos e vampiros a caráter pra todo lado. E uns vinham e diziam “Me falaram que o som de vocês é tipo o Lacrimosa!” (risos) Isso é meio deprimente.

    Escuto algumas canções de vocês e fico imaginando como seria legal aquilo em russo ou romeno 😛 Cantar em inglês parece ser sempre uma opção natural. Mas, com tantas escolhas incomuns, vocês já pensaram em fazer música em algum outro idioma?
    Inglês é a língua original do rock. Quando eu estou cantando, não penso que estou cantando em inglês, estou apenas cantando. A Elizabeth Fraser usava um “vocabulário inventado” que não era nenhuma língua conhecida, mas que fazia um sentido sonoro. Essa é a idéia.

    Algumas letras de “Gotham Beggars Syndicate” têm rimas de inlgês com francês, citações em italiano… seria interessante explorarmos outras línguas bonitas, como russo e romeno, mas não domino esses idiomas. Precisaria estudar as gramáticas, e tal.

    Tem outras bandas tão diferentes assim no Rio Grande do Sul? Fora o óbvio que tem circulado por ai, que outras novas bandas do estado vocês acham legais e que deveriamos estar ouvindo?
    Reverba Trio (grupo instrumental com influências de Dick Dale e afins), Hellbelicos (fazem um psycho-punk de viking muito divertido), Chiclé Demência (electrorock excelente com influência de Kills, New Order, Joy Division e Primal Scream), Loomer (garage shoegaze muito bem feito), Mess (Maria Elvira e os Suprassumos do Swing, formada por integrantes de algumas das melhores bandas gaúchas, como Planondas e Sonicvolt), Blush (electro inspirado em Marylin Manson, Madonna e europop), Lautmusik (shoegaze atmosférico intenso, com um parentesco entre Cure, Siouxsie e Cocteau Twins), Transmission (garage shoegaze 90, bonito e melancólico), Tom Enola (muito divertida, ótimas letras, influências de B52’s e Devo), Supergatas (punk hard rock que faz referência ao punk 77 e ao NY Dolls), Beckandroll (rock n’ roll puro, guitarras bem marcantes), Músicas Intermináveis Para Viagem (duo instrumental super climático, excelentes arranjos), Bandinha Di Dá Dó (banda de palhaços, tem um show muito empolgante com acordeon e performances circenses), The Nobs (bem 70, referências a Led Zeppelin e T-Rex), Yesomar e Carbura (ambas grandes bandas de stoner rock). Outra que nós adoramos é Bodji & os Pegando Fogo (letras impagáveis, baladas geniais). Procurem urgentemente por essas bandas.

    Quando montaram a banda, vocês tinham a pretensão de chegar a tocar em um festival como o Goiânia Noise e serem comentados fora da cidade? Depois disso, qual a atual ambição de vocês?

    Não tínhamos pretensões (risos). Sério. Era tipo “Vamos gravar esse EP e mostrar pras pessoas. Se não nos espinafrarem, vamos tentar marcar uns shows.” Mas aí aconteceu tudo o que aconteceu, fizemos uma avalanche de shows, descolamos um selo no exterior, lançamos um disco em vários países, fizemos trilha de filme, viramos uns esquisitos que uma meia dúzia de doidos pelo mundo gosta muito, quer dizer… deu tudo certo. Nossa atual ambição – nossa atual paixão, eu diria – é o próximo disco.

    Como é que a banda está nesse exato momento? Vocês tem feito shows? Ensaiados músicas novas? Pretendem sair de casa ou lançar algo novo em breve?
    Nunca paramos de fazer shows. Estamos estudando a possibilidade de sair pra tomar “novos ares” e em breve deveremos dar notícias sobre isso. As músicas novas estão em pleno processo de produção e, se tudo der certo, o disco novo vai estar pronto este ano.

    Seção – Blog

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    Em Palmas também tem festival independente! O PMW – a sigla é a mesma do Aeroporto do estado que, assim como BSB, eu não tenho muita certeza do que signifique – é membro da Abrafin e está em sua quinta edição com dois dias de shows. No primeiro tem Pato Fu de headliner e no segundo quem fecha é o Mundo Livre. Mas quem chama a atenção são os nomes das locais na escalação. “Meu Xampu Fede” e “A Baba de Mumm-Rá” só não é mais legal que “Meros Berros”. Fiquei aqui pensando como deve ser o som dessa.

    Quem for de lá, ou estiver de passagem, recomendo não perder o show do Lendário Chucobrylliman. Nada menos que um dos melhores one-man-band que já tive oportunidade de ver ao vivo. Olha ai a programação:

    12.06 – sexta – Espaço Cultural 01h20 – PATO FU | MG 00h30 – LENDÁRIO CHUCROBYLLIMAN | PR 23h30 – RATOS DE PORÃO | SP 23h00 – NEVILTON | PR 22h30 – BODDAH DICIRO | TO 22h00 – PACATO CIDADÃO DO ALTO | GO 21h30 – CRÍTICOS LOUCOS | TO 21h00 – PIMENTA BUENA | RS 20h20 – MATA-BURRO | TO

    20h00 – MEROS BERROS | TO

13.06 – sábado – Espaço Cultural
01h20 – MUNDO LIVRE S/A | PE 00h30 – BARANGA | SP 23h30 – BNEGÃO E OS SELETORES DE FREQUÊNCIA | RJ 23h00 – MECHANICS | GO 22h30 – ENGENHO NOVO | TO 22h00 – A PEDRA | SP 21h30 – LA CECÍLIA | TO 21h00 – THE BAGGIOS | SE 20h20 – A BABA DE MUMM RÁ | TO 20h00 – VENTO AZUL | TO 19h30 – NOSE BLEND | TO

19h00 – MEU XAMPU FEDE | TO

Seção – Blog

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    “Dia desses”… Hermano Vianna, Arto Lindsey, AfroReggae, Vítor Araújo… e Ed’Obrien, do Radiohead, de bobeira pelo Rio de Janeiro. Será que o Vitor mostrou a versão que ele fez para Paranoid Android? Quem deu o toque foi o pai e produtor do pianista. A Foto está no Globo.

    Seção – Blog

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