Page 52 — Pop up!

  • Entre as questões fundamentais sobre a vida, o universo e tudo mais que me ocupam a mente nas horas vagas, uma delas é se o grande gênio do nosso tempo se chama André Dahmer ou o Arnaldo Branco. São os dois caras que conseguem comprimir todo o esforço de raciocínio que eu poderia fazer, somando tudo que vivênciei em redação de quatro jornais e tudo que li em pós-graduação por ai, em uma única tirinha bem humorada. Feito essa acima, que explica todo o contexto da nova música que escoa pela internet e que faz alguém achar que Dance of Days faz muito sucesso porque eles somam muitos downloads. E na conta do Trama Virtual não entra quem apagou as MP3 depois de perceber que foi enganado.

    Eu ia levar um tempão para pensar nisso.

    Talvez isso devesse me deixar um pouco inseguro. Afinal, eu entrei nessa de acadêmia atrás de encontrar mais segurança também. Mas ontem, a Folha de São Paulo mostrou uma pesquisa feita na Holanda que me deixou mais tranquilo. Em pleno final de primeira década do novo milênio, tem gente que ainda não pegou o raciocínio direito mesmo:

    “Troca de música gratuita é positiva para a economia, diz pesquisa“

    A premissa é simples. Quem baixa muita música costuma pagar mais por produtos de entretenimento. Enquanto isso, as pessoas que não se interessam em baixar música, também não se interessam em comprar disco, DVD, livro ou o que seja.

    Vale a pena ler, só por diversão. Até porque não deve ajudar a mudar muita coisa no mimimi das gravadoras e lojas de disco. Enquanto isso, no mesmo assunto, Matias mostra pra gente a entrevista que ele fez com Matt Mason, autor do livro “O dilema do pirata” e com Lawrence Lessig, o cara que inventou o tal do Creative Commons. Idéia que o próprio Alexandre ajudou a propagar no Brasil quando editou a versão brasileira do Cultura Livre pela extinta Trama Universitário.

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  • Outro dia surgiu, como se fosse uma grande surpresa, a notícia que o Sonic Youth estava publicando novidades sobre o disco novo através do Twitter. Lembro, logo quando começou a febre do site (um micro-blog, para quem ainda não conhece. Que te permite publicar um post de 140 caracteres por vez, meio que respondendo o que está fazendo agora), que eu fiz um link entre o que rolava por lá e o antigo mIRC (lembra desse, né?). É que as pessoas foram transformando os mini posts em diálogos e, de repente, tinha um monte de conversa rolando, gente se conhecendo e etc. A internet brasileira começa, aos poucos, a se desindividualizar mais uma vez.

    Mas é engraçado que na música, que concentra as mudanças mais rápidas do que acontece na web hoje, esse processo ainda é muito lento, isso quando chega a existir. O fato é que tem muito pouco músico e banda que realmente sabe usar a internet de forma eficiente. A maioria apenas carrega as músicas no MySpace, enquanto os mais cuidadosos não vão além de achar um template bacana para a página. O bate papo fica para lá. O grande potencial do diálogo – rede social, gente. Tem que ter bate papo – se perde até nas comunidades do Orkut.

    Lembrei disso tudo hoje quando vi essa lista, montada pelo norte-americano Gabriel Nijmeh. São os twitters de várias bandas mundo afora – só tem um brasileiro lá – que passa por nomes como Bloc Party e Interpol a Pearl Jam, Lilly Allen e Nick Cave (esse último, possivelmente falso). Ele ainda dá uma geral sobre o que se passa em cada endereço. Informações rápidas, do tipo “quase nunca atualizado” e “atualização constante”. Vale a pena conferir e, quem sabe, se conectar com seu artista favorito.

    Fiquei pensando como seria uma lista desse entre os independentes, aqueles que tem ainda mais obrigação de usar bem a internet. Sei de muito poucos. Sigo o Móveis Coloniais de Acaju (postam sempre), Ecos Falsos (quase sempre) e Lucy and the Popsonics (quase nunca). Enquanto isso, a Nação Zumbi vai completar um mês de blog novo… com dois posts até agora. E vocês? Conhecem algum twitter de banda que vale divulgar?

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  • O Wry anda inspirado. Talvez pela aguardada nova turnê que eles começam a fazer no Brasil em Abril, ou pelo próximo novo disco que deve sair no meio da empreitada. Após a homenagem que fizeram as várias bandas independentes que os influênciaram no National Indie Hits, que deve ter lançamento em outubro desse ano, eles agoram tiram o chapéu para o Jesus and Mary Chain.

    Eles gravaram o hit Some Candy Talking para a coletânea Never Lose That Feeling, lançada pelo selo inglês ClubAC30. A lista de convidados reúne a nova cena indie britânica, onde o Wry anda cada vez melhor, que já desovou nomes como o Rakes e The Subways. Aliás, dá uma lida na lista de agradecimento dos primeiros discos dessas para ver quem aparece.

    E enquanto a coleta não chega aqui, vocês podem ouvir a participação do Wry abaixo:

    Wry – Some Candy Talking (Jesus and Mary Chain Cover)

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    A dupla mais querida do momento, Fabrizio Moretti (Strokes) e Amarante (Los Hermanos) acabaram de confirmar mais uma data da turnê que o Little Joy vai fazer no Brasil. Essa chegou agorinha, com exclusividade para o Pop up. Será no dia 7 de fevereiro, um sábado, no Teatro da Universidade Federal. Ingressos por R$ 60 inteira / R$ 30 meia e com opção de R$ 40 + 1kg de alimento para quem não for estudante. Quem traz eles para cá é a Astronave, mesma que produz o Abril Pro Rock e Porto Musical.

    Quem estiver nas redondezas de Pernambuco e perder, vai vacilar muito, hein?

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  • Uma das maiores lições que Brent Grulke, diretor criativo do festival South by Southwest, foi que “a melhor coisa que você pode conseguir é que as pessoas amem sua música”. E no mundo 2.0 talvez quem melhor traduza isso seja o Radiohead. Afinal, que outra banda tem toda sua horda de fãs trabalhando incansávelmente, a ponto de até pagar voluntarimente por um disco que é oferecido de graça? Thom Yorke, de carona nessa onda de produção colaborativa, convidou todos que quisessem fazer animações para qualquer música do disco In Rainbows.

    Foram 900 inscritos, filtrados em 200 clipes escolhidos para produção, o que resultou em 15 finalistas. O primeiro lugar ficaria com um prêmio de US$ 10 mil (fora a satisfação de ter alcançado o gosto esquisito do líder da banda). Mas eles gostaram tanto do resultado, que acabaram escolhendo cinco clipes (e, sim, cada um deles levou os dez mil). A Aniboom, que fez a promoção em parceria com eles, divulgou essa semana os nomes das duplas Wolfgang Jaiser & Claus Winter, Kota & Totori, Tobias Stretch & Clement Picon.

    Olha os clipes:

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