Entrevista: Placebo « Pop up!

Esse momento foi surreal. Lembro quando liguei do elevador do hotel para uma amiga e disse “estou indo entrevistar o Placebo agora, e vai ser exclusivo, o que eu pergunto para eles?”. Gaguejei, errei o inglês e, no fim, acabei pagando de fã da banda. Uma pena que o jornal tenha cortado parte da entrevista por falta de espaço.

Agenda de banda internacional, quando vem para o Brasil, é sempre a mesma. Os integrantes chegam no hotel, respondem às perguntas para os jornais todos de uma vez só, fazem o show e vão embora. Rompendo com essa rotina, a Folha de Pernambuco foi o único jornal que do País que conseguiu, até agora, um momento exclusivo com os ingleses que estréiam a nova turnê. Confira os detalhes:

  • A maioria dos grupos ingleses que estouraram junto com o Placebo estão lançando coletâneas, inclusive vocês. A banda acredita que o rock britânico passa por uma crise criativa?
    BRIAN MOLKO – Não, de jeito nenhum. As pessoas pensam isso porque preferem olhar para o passado e dizer que, hoje, nada que é feito presta. As coletâneas estão aí porque as bandas estão em turnê e um disco novo não surge do nada. É um reflexo dessa situação.
  • As bandas internacionais que se apresentam por aqui sempre mostram performances inferiores ao que se assiste na TV. A turnê brasileira vai ganhar algum momento exclusivo?
    Exclusividade é uma questão de público. É sempre uma troca de energia que existe entre a banda e quem está na frente do palco. Não planejamos nada, mas se o público brasileiro fizer essa troca, eles terão um momento único.
  • Vocês participaram de uma coletiva em São Paulo, onde perguntaram insistentemente se a banda se considera um grupo de Glam Rock, mesmo com vocês negando. Porque vocês acham que isso aconteceu?
    Fico feliz que você tenha perguntado isso, porque estamos decepcionados com os jornalistas brasileiros. Nossa recepção aqui foi preguiçosa, com as pessoas fazendo associações com um vídeo onde aparecemos sete anos atrás e com bandas que acabaram muito antes de começarmos. Esperamos que o contato com o público seja diferente.

Seção – Reportagens

Random Posts