Page 58 — Pop up!

  • festival-01-9584360

    Para quem já quiser ir se programando, em 2009 tem festival em todo o Brasil, com uma penca de bandas para assistir. Eu já estou fazendo meu mapa de possíveis coberturas – que esse ano será bem menor, se não arrumar um apoio – em todas as cidades que quero passar, conhecer as cenas locais e me divertir horrores nos shows. As datas são do calendário oficial da Abrafin, com algumas inclusões por fora:

    JANEIRO

    Humaitá Pra Peixe – Rio de Janeiro | RJ
    09 a 31 de Janeiro

    FEVEREIRO

    Psycho Carnival – Curitiba | PR
    19 a 24 de Fevereiro

    Recbeat – Recife | PE
    21 a 24 de Fevereiro

    MARÇO

    Grito Rock América do Sul – 50 Cidades
    20 de Fevereiro a 10 de Março

    ABRIL

    Abril Pro Rock – Recife | PE
    17 e 18 de Abril

    6º Tendencies Rock Festival – Palmas  | TO
    23 a 25 de Abril

    5º PMW Rock Festival – Palmas | TO
    28 de Abril a 01 de Maio

    9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe – Belo Horizonte | MG
    09 a 11 de Abril

    MAIO

    Festival Casarão – Porto Velho | RO
    30 de Abril a 02 de Maio

    SEMUS – Semana da Musica de Mato Grosso – Cuiabá | MT
    Maio de 2009

    Eletronika – Festival de Novas Tendências Musicais – Belo Horizonte  | MG
    07 a 10 de Maio

    Festival Bananada – Goiânia | GO
    22 a 24 de Maio

    JULHO

    BoomBahia – Salvador | BA
    10 a 12 de Julho

    AGOSTO

    MADA – Natal | RN
    Agosto de 2009

    Porão do Rock – Brasília | DF
    14 e 15 de Agosto

    Ponto CE – Fortaleza | CE
    14 e 15 de Agosto

    VII Festival Calango de Artes Integradas – Cuiabá | MT
    18 a 23 de Agosto

    Feira da Música – Fortaleza | CE
    19 a 22 de Agosto

    SETEMBRO

    No Ar: Coquetel Molotov – Recife | PE
    Sem data oficial

    Goiaba Rock – Inhumas | GO
    05 e 06 de Setembro

    MIMO – Mostra Internacional de Musica – Olinda | PE
    06 a 12 de Setembro

    Jambolada – Uberlândia | MG
    10 a 13 de Setembro

    Vaca Amarela – Goiânia | GO
    18 e 19 de Setembro

    Festival Varadouro – Rio Branco | AC
    25 a 27 de Setembro

    OUTUBRO

    Festival Mundo – João Pessoa | PB
    Segunda semana de outubro

    Festival Demo Sul – Londrina | PR
    09,16,17 de Outubro

    NOVEMBRO

    Festival DoSol – Natal | RN
    07, 08, 11,12 e 13 de Novembro

    Mix Music – São Paulo | SP
    13 a 15 de Novembro

    Consciência Hip Hop – Cuiabá | MT
    13 a 15 de Novembro

    GIG Rock – Porto Alegre | RS
    14 e 15 de Novembro

    El Mapa de Todos – Musica, Integração e Cultura Digital – Brasília | DF
    21 e 22 de Novembro

    Goiânia Noise Festival – Goiânia | GO
    27 a 29 de Novembro

    DEZEMBRO

    Festival Evidente – Rio de Janeiro | RJ
    11 e 12 de Dezembro

    Tem mais informações sobre cada um dos princiais festivais do ano na seção Festivais aqui do blog. E esse post vai ficar linkado lá ao longo do ano inteiro para quem quiser conferir as datas… que serão atualizadas também quando sair divulgação oficial de cada evento.

    E você, vai para quais?

    Seção – Blog, Favoritos

  • sadchildren-5145064

    Eu gostei tanto da maneira como essa tirinha acima traduz meu sentimento aos discos deste ano, que tinha pensado em publicar apenas ela como explicação para não fazer uma lista. Fiz questão até de traduzir para o português. Mas pensei aqui com calma que seria rabugento demais. Não tenho o otimismo do Matias para achar que tiveram 50 discos que merecem destaque no ano e percebi que, até agora, quase todas as listas praticamente não têm nomes nacionais.

    Resolvi fazer um Top 10 de discos de bandas independentes lançados este ano. Para minha supresa, fazendo as contas aqui, revirando CDs, relendo matérias e relembrando shows, acabei me deparando muito mais com discos de Pernambuco que de outros estados. Ficaram de fora, mas merecem menções, o Million Dollar Surf Band, do Dead Rocks; e o Um Olho no Fósforo, outro na Fagulha, do Pata de Elefante.

    10- Curumin – Japan Pop Show
    9- Wado – Terceiro Mundo Festivo
    8- 3naMassa – Na Confraria das Sedutoras
    7- Orquestra Contemporânea de Olinda – Orquestra Contemporânea de Olinda
    6- Rivotrill – Curva do Vento
    5- São Paulo Underground – The Principle of Intrusive Relationships
    4- Cérebro Eletrônico – Pareço Moderno
    3- Guizado – Punx
    2- Amp – Pharmaco Dinamica
    1 – Volver – Acima da Chuva

    Seção – Blog

  • keith-5773198

    Se eu não te falasse que essa música abaixo é de uma das mais novas e mais legais bandas do Recife, você poderia pensar que o Nirvana tinha começado apenas agora, só que totalmente influenciada pelo Strokes. A mistura de grunge com indie rock não é unilateral. Em outras faixas do primeiro EP se inverte e em alguns momentos até parece seguir em uma direção que é exclusiva do quarteto, formado por Tagore Suassuna, Otávio Batista, Felipe Dias e Davi Haley.

    The Keith é minha nova banda favorita da cidade (desculpa ai, Sweet Fanny Adams). Os mais chatos vão apontar o dedo em trezentas influências que aparecem em excesso, e é verdade. Já disse antes e repito várias vezes o quanto é comum no começo soar como as principais referências. Mas é justamente essa não obsessão-pela-revolução-da-música-tão-insuportável-comum-nessa-cidade que mais me atrai. Eles soam exatamente como tudo que eu gosto de ouvir, só que ainda mais novo. Fica minha aposta para 2009 para o circuito de festivais independentes.

    The Keith – Silent Moon

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

    Seção – Blog

  • playboys-1219488

    Eu sempre vou ter dificuldade ao situar o The Playboys em um contexto específico das cenas de Recife. Eles datam daquela época esquisita das bandas de colégio quando eu estava no colégio, tocando em shows com os extintos a longo tempo Malkavianos e Jack in the Box, até criando contato com uma geração seguinte, com a Play Damião (que mais tarde se transformaria na Mombojó). Era um tempo em que punk rock parecia algo realmente sério na cidade e, daquela turma, eles começaram a aparecer nos panfletos com o Fogo Morto e Proletários, naquelas tardes esquisitas em que o Galetus Bar (que mais tarde se transformaria no Garagem) se divida entre shows, mostras de fanzine e bate papos sobre comunismo e fanzine (!!).

    E mesmo remetendo a o que agora já é tanto tempo, eles continuam uma banda contemporânea. Foram por um tempo o suporte aos shows de Wander Wildner no Recife, fizeram história com o hit “Paulo André não me Ouve” e até entraram na lista de apelos de Lúcio Ribeiro por uma escalação no Tim Festival. Não chegou a tanto e durante esse período seguiram a risca do agir localmente e pensar globalmente. Cantaram sobre coisas tão particulares do Recife, como as garotas do Burburinho e o próprio produtor do Abril Pro Rock, que foram compreendidos em todo o país.

    Agora eles lançam um disco novo chamado “Chega de Niislismo“. Não traz tantas novidades assim, mas registra oficialmente algumas músicas que aparecem em seus shows já algum tempo. Particularmente, senti falta de mais letras de João Neto, que é de longe um dos compositores mais inteligentes do rock pernambucano. Reflexo do momento da banda, já que ele está morando em São Paulo terminando um doutorado em Filosofia (pode ser mestrado e eu me confundi). Tem participação de Wander.

    Mas, mesmo nas antigas, os Playboys continuam contemporâneos. Eles disponibilizaram tudo para download no site oficial da banda. Ou você pode pegar o disco aqui mesmo.

    O link vai para o site do Playboys. Não estou hospedando o arquivo (já avisando, caso eventualmente o link pare de funcionar)

    Seção – Discos

  • Provavelmente nenhum ano vai provocar tantas mudanças na minha vida como 2008. Em janeiro eu completava três anos cobrindo música na Folha de Pernambuco, entrava na reta final do meu mestrado com a data da banca já marcada, tinha uma namorada incrível, estava na curadoria do festival Abril Pro Rock e preparava as minhas primeiras aulas como professor dos cursos de jornalismo e produção fonográfica da Aeso. Era muita coisa e tudo acontecia de maneira acelerada, de uma forma que eu nem mantinha registro de tudo (até porque mal sobrava tempo para dormir).

    No momento que o festival chegou, apenas três meses depois, tudo já tinha mudado completamente. Eu sai do jornal, defendi a dissertação e já tinha o título de mestre, acabei o namoro – mas ganhei uma amiga tão incrível quanto – e, daquela época, só tinham sobrado as aulas. Três meses depois, eu já estava no Diario de Pernambuco, tinha pedido demissão da faculdade e conseguia publicar meu primeiro texto na revista Rolling Stone. Só essas mudanças já pareciam loucura suficiente. Eu começava a por em prática meu plano de fazer menos coisa e descansar um pouco mais (no começo do ano eu ficava doente num espaço de cada 15 dias de tanto stress).

    Mas três meses depois eu pedi para sair do Diario. Fui embora para Salvador, quando comecei a morar longe da família pela primeira vez na vida. Passei a trabalhar no jornal A Tarde, o maior de lá, no caderno jovem semanal. E nesse meio tempo fui aprovado no Doutorado em Comunicação na Federal de Bahia para pesquisar sobre crítica de música. E, pela primeira vez na minha vida, janeiro está chegando em cinco dias e eu não faço mais idéia do que é que vai acontecer com minha vida até lá.

    E, nessa vibe, vale algumas listas para lembrar do ano (claro, eu não ia ficar de fora dessa):

    Melhores shows vistos: Interpol em São Paulo, Móveis Coloniais no Carnaval do Recife, Mallu Magalhães em Goiânia, Autoramas no Abril Pro Rock, Breedes no Planeta Terra.

    Melhores festivais: Bananada, em Goiânia, disparado melhor do ano. Rec-Beat (eles vão precisar se esforçar muito para superar essa edição), Festival Mundo em João Pessoa (um oasis em plena Paraiba e obra de uma turma que é bem mais nova que eu). Planeta Terra, mais pelo reencontro de amigos que pelos shows. Abril Pro Rock, mais por eu participar da produção pela primeira vez que pelo evento em si.

    Melhores filmes: Juno, Wall-e, Cloverfield, Homem de Ferro e Batman: The Dark Knight

    Cinco músicas de lá: Albert Hammond Jr. – GFC; MGMT – Kids; Little Joy – Keep me in Mind; Vampire Weekend – A-Punk; Girl Talk – Shut The Club Down

    Cinco músicas daqui: Marcelo Camello e Mallu Magalhães – Janta; Guizado – Vermelho; Wry – Loveless (Pelvs Cover); Amp – Sinestesia; 3naMassa – Certeza

    Músicas que mais ouvi: Dinosaur Jr. – Out There (e ainda devo continuar ouvindo até meados de 2009) e Cascadura – Ele, o Super-Herói

    Seção – Blog

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