Começo modesto no 7o Mada « Pop up!

NATAL – A sétima edição do Tim Mada estreou sua primeira noite de maneira modesta, mas sem deixar de mostrar a influência social que exerce numa cidade de 900 mil habitantes, como Natal. Num dia muito pouco estratégico (meio de semana e final de mês), cerca de 4 mil pessoas circulavam pela área do Arena Imirá mostrando pouca disposição para os shows e mais interesse em circular pelo evento.

A notícia que circulava na tarde do primeiro dia é que a banda inglesa Fiction Plane havia cancelado o show por burocracias com visto de passaporte. Melhor para Natal, que teve o show de um grupo totalmente desconhecido trocado por outra atração do Recife, o Mundo Livre S/A.

Quem abriu a noite foi a vencedora da promoção da revista Laboratório Pop, a carioca The Feitos, com um show desinteressante para um público bem pequeno. Foram os escolhidos para fazer barulho no local e avisar as pessoas lá fora que, com atraso de 40 minutos, o festival tinha começado. A postura curiosa das pessoas que ficavam apenas em frente do palco olhando o que acontecia permaneceu durante os shows do Kohbaia e Experiência Ápyus.

O primeiro surto de animação da noite veio com a paraibana Zackarias Nepomuceno. A banda, que tem parte dos integrantes da Star 61 que venceu a etapa Nordeste do concurso Claro que é Rock, tem pose andrógena, mas músicas que passam longe do glam rock. Tocaram inclusive um cover de Roberto Carlos, que foi o responsável por chamar atenção do público para o que estava acontecendo ali.

Em seguida, os pernambucanos do The Playboys foram os primeiros da noite a se prejudicar com a chuva. As mensagens da banda, de alguma forma, não funcionaram bem que os jovens potiguares. Quando o vocalista João Neto brincou falando “é um absurdo cobrar taxa de estacionamento nos shoppings de Natal”, teve gente que fez até careta, tentando entender se era uma piada ou uma coisa séria.

Depois da meia noite a arena estava lotada, com exceção do espaço da Feira Mix, com pouquíssimos estandes (um deles de duas recifenses). A tenda eletrônica mostrava que o forte de Natal, com certeza não é a dance music. Momento mais triste que todos os DJs da noite terem tocado a manjada “Satisfaction” de Benny Bennassi foi só o público adorando isso.

Um problema na agenda do Barão Vermelho fez com que a atração da noite tocasse antes da Camisa de Vênus. Sem nenhum disco novo para rechear o repertório, os dois nomes de peso da noite conseguiram causar uma comoção: duas rodinhas, bem tímidas, na frente do palco, de gente dançando. A primeira fez uma apresentação bem padrão, cantando várias músicas da época de Cazuza. Já Marcelo Nova emplacou algumas de Raul Seixas, mas também ficou no formato de “só clássicos”.

Publicado originalmente em 28.05.05

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