Silvério canta o Rei « Pop up!

No meio da década de 90, uma parceria entre o produtor Paulo André e o músico e produtor Zé da Flauta rendeu um disco-homenagem a Reginaldo Rossi. Na época, a banda Cascabulho participou com uma versão de Borogodá cheia de referências ao rock inglês dos anos 80 nos arranjos. Na ocasião da apresentação do trabalho para o rei do brega, Silvério prometeu “meu próximo projeto vai ser um disco com suas músicas”, para a alegria imediata do músico. A promessa ele começa a cumprir essa semana, quando entre em estúdio com a Sir.Rossi.

“Ele toma um whisky com coca que é uma beleza”, brinca Silvério sobre o trocadilho no nome. A banda é formada pelos músicos Yuri Queiroga (baixo), Tostã Queiroga (bateria) e Renato Bandeira (guitarra), além de Silvério cantando e tocando escaleta e violão. A banda vai receber um reforço de um quarteto de metais montado pelo maestro Spok. “[Reginaldo Rossi] marcou muito minha pós adolescência, eu morava perto dele no Cabanga e minha mãe tem todos os discos, ela é fã mesmo”, diz Silvério.

“Este ano eu diminui minha agenda na Europa, então, apesar de estar com mais trabalho, quis dar sentido ao tempo aqui”, explica. Um amigo da banda digitalizou toda a obra de Rossi em MP3 e, apartir dai, eles estão escolhendo o repertório. “A gente quer fazer o óbvio da história mesmo, dar arranjos novos para Garçon, Borogodá e os sucessos”, adianta. O disco, que deverá ter 12 faixas, sai apenas no fim do ano. Até lá, a banda vai programar shows em bares e casas menores, no melhor estilo Del Rey, o projeto da banda Mombojó para músicas de Roberto Carlos.

Uma prévia do disco poderá ser conferida em breve. O selo Allegro, que lançou o recente tributo a Odair José, programa para o primeiro semestre a compilação “Eu sou Cachorro Também”, com bandas tocando clássicos do brega. A nova versão de “Borogodá”, pelo Sir.Rossi já vai ser entregue este mês. Para o projeto final, Silvério ainda precisa acertar questões legais com Reginaldo Rossi, já que seus discos são distribuidos pela Sony/BMG.

Sobre o Rei do Brega, Silvério já tem o que deve ser a melhor análise de sua carreira. “Ele é classudo, com essa pose de cafajeste romântico. Ele não precisa estar em evidência, que o Brasil inteiro canta o cara. Quando ele quer estar em evidência, ele vai e fica. Coisa de rei”.

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