Page 5 — Pop up!

  • 5159872702_f5f48814ca-2287592

    Vespas Mandarinas ao vivo no DoSol. Foto de Nicolas Gomes

    Alguém gritou “Toca Forgotten!” e “Toca Ludov!”, enquanto um grupo de garotas morria de espernear quando Chucky Hipólito fazia sinal de coração com as mãos. Tem banda que significa uma coisa para o público e outra para o restante dos músicos e demais envolvidos na história. O Vespas Mandarinas é isso. De um lado, a expectativa de ver a próxima grande banda do rock nacional por amigos produtores e integrantes de outros grupos. Do outro, o esquisito resultado do encontro entre alternativo e a mídia de massa. Quem sai ganhando, para o bem dos Vespas Mandarinas, por enquanto, é o público desse segundo perfil.

    É normal criar grande expectativa para um grupo como esse. Podem ser novos, mas os integrantes estão nessa tempo suficiente para pular – mesmo que não queiram – algumas etapas do começo de uma banda. É o que justifica eles estarem na programação de mais de um festival antes mesmo de completarem 10 apresentações. Essa pressa pode ser prejudicial. Se, por um lado, o público já sabe cantar todas as músicas como se as ouvissem por mais de uma década, pelo outro, a falta de um disco ainda pesa contra os Vespas. Tudo é legal, mas ainda falta aquele hit que você sai cantando do show.

    No show que fizeram no festival DoSol, o placar entre público e bandas da cena só mudou de lado quando entrou Fábio Cascadura no palco, cantando músicas do sempre excelente disco Bogary. Nessa hora a gurizada ficou um pouco perdida no excesso de informação, enquanto a ala mais velha ficava empolgada de ver essa coisa de encontro da cena independente ficar ainda maior. O frontman do Cascadura, por sinal, parece ser uma soma perfeita ao formato dos Vespas. Não apenas por ser dono de uma das melhores vozes de todo esse universo de bandas, mas pelo potencial que tem de fazer um álbum inteiro de hits.

    Conversando depois com Thadeu Meneghini (ex-Banzé) e Chuck, eles falaram que a maior vontade do Vespas é se tornar uma banda de participações especiais. Possivelmente, fechando temporadas inteiras de uma turnê sempre acompanhada de um nome conhecido do rock nacional. Assim como a ansiedade de colocar eles logo entre as atrações de outros festivais, essa pode ser uma opção que pode comprometer o ritmo de uma nova banda em conquistar sua marca mais importante, que é a identidade.

    Seção – Blog

  • Durante a abertura do Fórum da Cultura Digital Brasileira o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil apresentou um formato especial de apresentação chamado Futurível. Uma colaboração aberta entre ele e a banda Macaco Bong e convidados. Pelos vídeos do show, que rolou no Auditório Ibirapuera, teve muita pouca fusão de sons e, na verdade, os Macacos funcionaram mais como banda de apóio para arranjos já naturais ao som de Gil. Mas parece ser o começo de uma ótima parceria. Se falar que, visualmente falando, Gil parece ser o vocalista perfeito para o Macaco Bong.

    O show vai se repetir no festival Goiânia Noise, que acontece nesse fim de semana.

    Seção – Blog

  • Ratos de Porão + Jello Biafra @ A Grande Roubada from Macarronada on Vimeo.

    Rolou uma participação surpresa de Jello Biafra no show do Ratos de Porão, no último dia 5, no Hangar 110 em São Paulo. Histórico, para o dizer o mínimo.

    Seção – Blog

  • bdc-dosol-4342249

    Black Drawing Chalks ao vivo no festival DoSol. Foto de Rafael Passos

    Talvez tenha sido a platéia gigantesca do SWU, ou os quase 80 shows que fizeram esse ano, mas algo fez com que o Black Drawing Chalks mudasse recentemente. Fora do palco continuam as mesmas figuras tímidas e divertidas, mas quando os instrumentos estão plugados, uma transformação toma conta de todo o ambiente. Os 30 minutos em que se apresentaram no festival DoSol não foram suficientes para dar conta do fato que eles são, oficialmente, uma banda que está a parte de tudo que acontece hoje na cena independente. Arriscaria dizer que até acima.

    Existe sintonia em absolutamente tudo que acontece no palco. Parece orquestrado, do momento quando o baixista Dênis violenta ferozmente o instrumento incitando delírio puro no público até a disputa quase sanguinária entre as guitarras de Renato e do vocalista Victor Rocha, cada segundo do show é imperdível. “My Favourite Way” agora está de igual para outros hits como “My Radio” e até a nova “Red Love”, que causam comoção igual no público.

    Se considerar que é uma banda de origem totalmente fora do eixo (sem trocadilhos!), talvez seja possível arriscar também que nenhuma banda independente no Brasil chegou tão longe cantando em inglês desde o Sepultura. Existir tão bem dentro desse contraste entre um gigantesco SWU e um evento para duas mil pessoas, como foi o DoSol, mostra o tipo de sinergia que a cena independente tem potencial de alcançar nos próximos anos. Se depender do desempenho no palco, da qualidade das músicas e postura da banda, o Black Drawing Chalks pode ser fácil a banda simbolo dessa mudança.

    Seção – Blog

  • auto-dosol-6618432

    Autoramas ao vivo no DoSol 2010. Foto de Rafael Passos

    São quase 15 anos de Autoramas. Nessa altura do campeonato, seria preciso um assassinato ou alguma tragédia similar para qualquer coisa que eles façam no palco fique abaixo do nível do excelente. Sempre se fala muito sobre como ser uma banda tão boa, experiente e rodada não ajudou os Autoramas a ultrapassar a barreira do universo independente. Mas eu acredito que essa é uma banda que existe para dar razão ao fato que esse é um universo que não precisa ser ultrapassado. Esse show serviu para ilustrar, inclusive, como o meio independente ainda sofre dos mesmos problemas que diz ter superado em comparação a realidade de grandes bandas e gravadoras.

    Explico: Os Autoramas não trouxeram o show acústico que andam fazendo para o festival DoSol. “É uma apresentação pensada para teatros”, explicou mais tarde Gabriel Thomaz. O resultado disso foram 30 minutos da mais honesta harmonia entre pop e rock, com o público inteiro na palma da mão. Rever esse show tantas vezes deixou a sensação de que falta um disco novo. “Teletransporte” é de 2007 e ai que está a pegadinha. Ninguém produz tanto quanto eles, não apenas em termo de qualidade, mas de quantidade também. Existem nada menos que 12 – doze! – trabalhos lançados entre splits, CD’s e álbuns internacionais nesses três anos.

    O show teve um pouco disso com, por exemplo, músicas de “Brasil na CIEE”, que foi lançado em portugal. Mas mesmo com essa produção extensa, fica a sensação de que apenas um álbum é suficiente para virar a página de uma banda. Reflexões a parte, fica de destaque a opção da produção do evento em por a banda no espaço menor. O aperto e proximidade entre público e banda rendeu o melhor clima de toda a noite. O rock, sempre que acompanhado da claustrofobia do calor e aperto, atinge sua potencia máxima. E Autoramas na potencia máxima é sinal de noite histórica.

    Seção – Blog

Random Posts