Black Drawing Chalks | Pop up!

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09/11/2010
bdc-dosol-8101879 Black Drawing Chalks ao vivo no festival DoSol. Foto de Rafael Passos

Talvez tenha sido a platéia gigantesca do SWU, ou os quase 80 shows que fizeram esse ano, mas algo fez com que o Black Drawing Chalks mudasse recentemente. Fora do palco continuam as mesmas figuras tímidas e divertidas, mas quando os instrumentos estão plugados, uma transformação toma conta de todo o ambiente. Os 30 minutos em que se apresentaram no festival DoSol não foram suficientes para dar conta do fato que eles são, oficialmente, uma banda que está a parte de tudo que acontece hoje na cena independente. Arriscaria dizer que até acima.

Existe sintonia em absolutamente tudo que acontece no palco. Parece orquestrado, do momento quando o baixista Dênis violenta ferozmente o instrumento incitando delírio puro no público até a disputa quase sanguinária entre as guitarras de Renato e do vocalista Victor Rocha, cada segundo do show é imperdível. “My Favourite Way” agora está de igual para outros hits como “My Radio” e até a nova “Red Love”, que causam comoção igual no público.

Se considerar que é uma banda de origem totalmente fora do eixo (sem trocadilhos!), talvez seja possível arriscar também que nenhuma banda independente no Brasil chegou tão longe cantando em inglês desde o Sepultura. Existir tão bem dentro desse contraste entre um gigantesco SWU e um evento para duas mil pessoas, como foi o DoSol, mostra o tipo de sinergia que a cena independente tem potencial de alcançar nos próximos anos. Se depender do desempenho no palco, da qualidade das músicas e postura da banda, o Black Drawing Chalks pode ser fácil a banda simbolo dessa mudança.

Written by Bruno Nogueira No comments Posted in Blog Tagged with Black Drawing Chalks, Cobertura, Festival DoSol 02/11/2010 bdc-4090248 Black Drawing Chalks no SWU. Foto de Alexandre Ferreira

De passagem pelo Nordeste, onde tocam no festival DoSol – inclusive no formato Love Bazukas – os Black Drawing Chalks dão uma parada antes no Recife. Eles gravam no estúdio Casona uma faixa no próximo disco da Amp. Aproveitam para tocar no UK Pub, que geralmente destina as quarta-feiras para bandas covers e se viu obrigada a estampar um “banda autoral” (que fim de mundo! :P) na divulgação do show. Os Chalks garantem o rock e casa promete clone de Chopp até meia noite, quando mulheres também não pagam para entrar.

O UK Pub fica na rua Francisco da Cunha, 165, Boa Viagem.

Written by Bruno Nogueira 9 Comments Posted in Agenda Tagged with Black Drawing Chalks 01/09/2009

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De: Goiânia
Selo: Monstro Discos
Para quem gosta de: King’s of Leon, MQN e The Datsuns

Quando o Black Drawing Chalks começou, em Goiânia, não tinha nem a pretensão de ser uma banda. Imagina, então, de serem logo a banda mais legal hoje no Brasil. Eles eram apenas um pretexto para que Victor (guitarra e voz), Douglas (bateria) e Marco Bauer (ex-guitarrista) brincassem com material gráfico e identidade visual na faculdade de Design. Era tipo amigo imaginário e o nome não podia ser melhor. Em inglês, traduz o giz usado para desenhar no quadro negro. Só após abaixar a poeira da desgastante corrida pela próxima grande coisa que aparecesse do cenário independente – quando após uns cinco/seis anos todos se deram conta de que isso não existiria – eles foram uma das poucas bandas de verdade a resistir.

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Written by Bruno Nogueira 10 Comments Posted in Blog Tagged with Banda em Destaque, Black Drawing Chalks 31/07/2009

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Chegamos oficialmente no segundo semestre de 2009. O fim de semana da virada tem dois festivais, um no Nordeste e outro no Sudeste, mini-turnê dos Móveis Coloniais de Acaju, dobradinha com a Black Drawing Chalks e até show da Pelvs. A agenda abaixo é selecionada do monte de coisas que rolam de sexta a domingo  e que eu recomendo para quem quiser garantir o fim de semana!

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Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with Black Drawing Chalks, Dois em Um, Forcaos, Guifest, Moveis Coloniais de Acaju, pelvs, Romulo Froes, supercordas 05/05/2009

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Se eu tivesse que apontar um festival como o mais importante de todo esse circuito da Abrafin hoje, eu diria que é o Bananada. A turma da Monstro Discos acaba de divulgar mais uma programação que só confirma minha opinião sobre o assunto. São 42 bandas, divididas entre três dias, com uma única coisa em comum: fazem parte de um processo de pesquisa sobre o que está surgindo de novo em termos de Brasil. As atrações de fora nunca tocaram em Goiânia, mas também ainda não passaram quase nenhum grande evento no restante do país.

Por isso o Bananada acaba como um cartão de visita fundamental para o circuito. Quem tocou lá ano passado teve não apenas uma circulação maior ao longo de 2008, como também reconhecimento dentro de casa, como aconteceu com a The Melt, que fechou o ano como uma das atrações locais principais do Calango. Sem falar que lá foi o primeiro festival independente e primeiro palco fora de São Paulo onde se apresentou a Mallu Magalhães.

A programação desse ano tá muito boa também. Dá uma olhada:

SEXTA FEIRA 22 / MAIO
02:00h Diego de Moraes e o Sindicato (Goiânia – GO) 01:20h Barfly (Goiânia – GO) 00:40h Rubinho Jacobina (Rio de Janeiro – RJ) 00:00h Filomedusa (Rio Branco – AC) 23:30h The Backbiters (Goiânia – GO) 23:00h Viana Moog (Porto Alegre – RS) 22:30h Perito Moreno (Goiânia – GO) 22:00h The Dead Lovers Twisted Hearts (Belo Horizonte – MG) 21:30h Arco Duo (São Paulo – SP) 21:00h Super Stereo Surf (Brasília – DF) 20:30h Shakemakers (Goiânia – GO) 20:00h The Pro (Brasília – DF) 19:40h Aircraft (Goiânia – GO)

19:20h Postfive (Goiânia – GO)

SÁBADO 23 / MAIO
02:00h Black Drawing Chalks (Goiânia – GO) 01:20h Johnny Suxxx & The Fuckin Boys (Goiânia – GO) 00:40h Damo Suzuki (ex – Can) (Alemanha) 00:00h Lenzi Brothers (Balneário Camburiú – SC) 23:30h MQN (Goiânia – GO) 23:00h Multiplex (São Paulo – SP) 22:30h Pop Armada (São Paulo – SP) 22:00h ZeroDoze (Porto Alegre – RS) 21:30h Nancy (Brasília – DF) 21:00h Technicolor (Goiânia – GO) 20:30h Hey Hey Hey (Porto Velho – RO) 20:00h Sangue Seco (Goiânia – GO) 19:40h T.S.A. (Jataí – GO)

19:20h Girlie Hell (Goiânia – GO)

DOMINGO 24 / MAIO
00:40h Mugo (Goiânia – GO) 00:10h Bang Bang Babies (Goiânia – GO) 23:40h The RiverRaid (Recife – PE) 23:00h Venus Volts (Campinas – SP) 22:30h The Brown Vampire Catz (Londrina – PR) 22:00h Mamelo Sound System (São Paulo – SP) 21:30h Spiritual Carnage (Goiânia – GO) 21:00h Projeto Manada (São Paulo – SP) 20:30h Fígado Killer (Goiânia – GO) 20:00h Versus AD (Goiânia – GO) 19:30h Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (Belo Horizonte – MG) 19:00h Boddah Diciro (Palmas – TO) 18:40h Sattva (Goiânia – GO)

18:20h MC Dyskreto (Goiânia – GO)

Quem quiser relembrar, minha cobertuda do Bananada ano passado está aqui, aqui e aqui.

Written by Bruno Nogueira 3 Comments Posted in Blog Tagged with Bananada, Black Drawing Chalks, Dead Lovers Twisted Hearts, Diego de Moraes e o Sindicato, Mamelo Sound System, MQN, Mugo, Nancy, river raid, Rubinho Jacobina, Venus Volts eu-3756370 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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