Coquetel Molotov | Pop up!

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06/10/2010

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Essa cobertura deveria ter sido publicada, originalmente, no jornal A Tarde. Até agora não tive resposta de porque não saiu. Aqui ela segue em versão maior, com alguns comentários em primeira pessoa também.

Crescer é um processo sempre complicado. Sempre penso nisso, quando penso no festival No Ar Coquetel Molotov. Para que essa sétima edição, que teve sua etapa Recife entre os dias 24 e 25 últimos, fosse também um sinônimo de fôlego para o evento, o mesmo precisou dar passos estratégicos para trás. Voltou para o Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, com capacidade de 500 pessoas a menos que o anterior do Centro de Convenções, onde aconteceu ano passado. A programação, entretanto, garantiu que o volume a menos não fosse equivalente a diversidade proposta pelo festival.

Os patrocínios da Petrobras e Vivo permitiram que o festival tivesse sua edição mais histórica. Talvez demore de seis meses ou mais para que a passagem da lendária banda Dinosaur Jr. seja totalmente compreendida pelo público local. Com um repertório montado com carinho para os fãs, a banda tocou sucessos mais antigos como Out There (de 1993) e até sua versão para Just Like Heaven, do The Cure. Entre danças, pulos e olhares fixos nos longos cabelos brancos do vocalista J. Mascis, teve até quem chorou.

“Eu vim do Paraná, essa banda é a trilha sonora da minha vida, é importante demais para mim”, desabafava em lagrimas Luis Augusto, 32, que junto com a namorada não saiu da frente da parede de seis amps de guitarra que descarragavam 115 decibéis no público. Quase o mesmo volume do show que o Motorhead fez na cidade, com a diferença de ser um espaço bem menor. A partir da quinta fileira de cadeiras, era difícil ouvir qualquer outro instrumento ou mesmo voz, de tão alto.

Na mesma noite, a banda de Joseph Tourton – que chamou atenção pela primeira vez como revelação do festival – fez a estréia de seu disco em uma das melhores apresentações da noite. Com bastante energia no palco, o som instrumental deles ganhou vida com a participação especial de Vitor Araújo no piano. De revelação se transformaram em aposta de que, certamente, é um nome que deve aparecer em bastante programações de festivais no próximo ano. A banda perdeu a única coisa que os impedia de crescer, que era a gigantesca timidez no palco.

O show do Joseph Tourton foi importante para a cidade por diversos motivos. No final dessa primeira decada, é um suspiro de esperança de que alguma banda começou, sobreviveu e também cresceu na primeira década do Recife. Por um instante, essa seria uma década totalmente perdida em relação a cena rock, o que é fato impressionante em uma cidade que teve a década de 90 tão fundamental na música brasileira. O fato deles serem ainda tão jovens só contribui com a banda na fase de entrar em roubadas para rodar bastante o país e se tornar alguém além de um grupo local. Assim como a Volver – única que é exceção a tudo que falei – a Joseph Tourton virou retrato oficial de nossa geração.

Ainda na lista de melhores atrações estão os suecos do Miike Snow, que se apresentaram na primeira noite. Indie rock com fortes batidas eletrônicas, foram embaixadores da catarse no público, que ficou hipnotizado pelas fortes luzes que mal deixava enxergar quantas pessoas estavam tocando no palco. Eleitos pela mídia especializada como um dos melhores performances do ano, eles mostraram em pleno Nordeste que o hype nunca vêm por acaso.

5022571899_6d6603d3dc-9897455 Zé Cafofinho. Um dos melhores shows do festival

A primeira noite do Coquetel Molotov também foi a da apresentação de Otto, que trouxe o maior público ao teatro. Tanto ele como Zé Cafofinho foram as melhores surpresas, por mostrar que fora de seu ambiente habitual – que costuma de ser de público mais velho e eventos públicos – eles também mandam muito bem. Otto já tinha seu jogo ganho antes do show, graças ao elogiado novo disco e trilha em novela global. Mas, para Cafofinho o desafio foi ainda maior, por ser o primeiro a tocar na noite, o que tornou a conquista ainda mais saborosa ao ouvir o coro do público cantar suas músicas.

Em todas as sete edições, essa foi a que teve menos erros de escalação. As decepções, de fato, foram apenas duas. A francesa SoKo, que chegou recheada de promessas e fez uma apresentação fraca, pontuada por reclamações dela no palco e também do público. Mad Professor, um dos país do Dub, também deixou bastante a desejar. Despejou um monte de remixes, mas talvez pelo ambiente do teatro, uma considerável parte do público preferiu usar sua trilha sonora para dar aquela circulada. Mesmo assim, o ruído causado está longe de ameaçar a nota máxima para o No Ar Coquetel Molotov nesse ano.

Written by Bruno Nogueira 8 Comments Posted in Blog Tagged with Cobertura, Coquetel Molotov, festival, Recife 19/08/2010 mascis-6823343 J Mascis, do Dinosaur Jr, pela primeira vez no Brasil

O Coquetel Molotov  já se tornou um dos festivais mais queridos do Recife. Difícil não curtir uma programação que segue em crescente com nomes como Teenage Fanclub, Tortoise, Sebastien Tellier e, agora, o Dinosaur Jr. Assim como foi antecipado em primeira mão aqui no blog, a programação de 2010 do festival foi divulgado oficialmente hoje com J Mascis – um dos pais do rock alternativo – como atração principal. Além dele, o evento conquista uma linearidade e diálogo mais aberto com a cena independente, assim como começou no ano passado, quando teve Milton Nascimento e o Clube da Esquina no palco.

Aliás, a edição 2009 parece agora um grande preparatório para esse formato atual do No Ar Coquetel Molotov. Ano passado o festival timidamente ocupou alguns novos espaços da cidade e, dessa vez, traz uma programação robusta com 28 shows, boa parte deles gratuitos. Sem a preguiça traidicional de quem se propõe ocupar novos espaços apenas com artistas locais, palcos como o do Pátio de São Pedro – na área histórica da cidade – recebem shows de Apanhador Só (RS), Debate (SP) e Guizado (SP). A sequência de eventos segue com lançamentos de livros, debates, workshops e oficinas.

Tudo culmina no evento principal, que agora volta ao Teatro da UFPE, para o desagrado de quem não curtia a claustrofóbica Sala Cine, que receberá os primeiros shows da noite com nomes como Do Amor (RJ), os já divulgados suecos e Ubella Preta (PB). No Teatro, o palco principal, além do Dinosaur Jr, tem a francesa SoKo, o rapper Emicida, Otto e a aposta do ano do Coquetel, lançando o primeiro disco, A Banda de Joseph Tourton. Curiosamente, apesar desse ano contar com uma edição do festival em Salvador, apenas uma banda baiana aparece na programação do Recife. Poderia ter tido um diálogo maior entre as cidades nesse sentido. Olha ai todos os show:

COQUETEL NO PÁTIO – SHOWS Team.Radio (PE) e Labirinto (SP) Sweet Fanny Adams (PE) e Apanhador Só (RS) D.Mingus (PE), Debate (SP) e The Baggios (SE) Semente de Vulcão (PE), FireFriend (SP) e Guizado (SP) SANTANDER CULTURAL
SAB – 18/09 – 17h SEXTA 24.09
Sala Cine UFPE – A partir das 17h
Voyeur (PE), Massarock (SP), Taxi Taxi!, (Suécia), Bemba Trio (BA) Teatro da UFPE – A partir das 21h Zé Cafofinho e suas Correntes (PE), SoKo (França), Otto (PE) SÁBADO 25.09
Sala Cine UFPE – A partir das 17h
Wassab (PE) Ubella Preta (PB) Anna Von Hausswoff (Suécia) Do Amor (RJ) Teatro da UFPE – A partir das 21h A Banda de Joseph Tourton (PE) Taken by Trees (Suécia) Emicida (SP) Dinosaur Jr. (EUA) A programação completa você confere no site do Coquetel Molotov Written by Bruno Nogueira 10 Comments Posted in Blog Tagged with Coquetel Molotov, festival, programacao 28/07/2010 emicida-8893500 Emicida: ótima surpresa na programação do festival

Enquanto não confirma – nem desmente – a vinda do Dinosaur Jr para o Brasil, o Coquetel Molotov divulga as primeiras atrações para o festival esse ano. Além das bandas, antecipa também a novidade que, nessa edição, além das duas datas tradicionais de shows – que voltam a acontecer no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – o festival segue a atual tendência de outros eventos do tipo no país e se descentraliza. A programação vai se estender pelo Nascedouro de Peixinhos, Teatro Apolo e no Memorial Chico Science.

Falando do que mais interessa, esse ano o festival vai contar com Otto, que fez o melhor disco de música brasileira ano passado, o rapper Emicida e a cantora francesa SoKo (um dos mil hypes do momento, apontada como The Next Big Thing por alguns jornais). Além desses, a programação repete a tradicional Invasão Sueca com três atrações. São Taxi Taxi!, Taken By Trees e Anna Von Hausswolff. Ainda dá para esperar por bem mais, ainda mais com o patrocínio da Petrobras esse ano, pela primeira vez, ao evento.

Outro nome que ainda não está confirmado, na fileira das bandas independentes, são os cariocas do Do Amor. Também quem deve se apresentar é A Banda de Joseph Tourton, que lança disco pelo selo do Coquetel agora no segundo semestre.

Written by Bruno Nogueira 8 Comments Posted in Blog Tagged with Coquetel Molotov, festival 14/07/2010

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Essa é uma notícia que eu estou segurando desde fevereiro, mas agora que o Lúcio levantou a bola, não escondo mais. Uma das bandas mais incríveis de toda a história do rock, o Dinosaur Jr, vem pela primeira vez para o Brasil ainda esse ano. E o melhor para aqueles que, como eu, estão no Nordeste: uma das apresentações será no festival No Ar: Coquetel Molotov, no Recife! A produção do festival ainda não oficializou, mas já deu a dica a seus seguidores no twitter que a programação desse ano teria uma “atração jurassica”.

Outra data confirmada do Dinosaur Jr é em São Paulo, mas, até onde fiquei sabendo, outros shows devem aparecer no calendário de setembro, principalmente em festivais. Lembrando mais uma vez que: uma vez não anunciado oficialmente, as coisas podem mudar até a sair a programação final.

Written by Bruno Nogueira 12 Comments Posted in Blog Tagged with Coquetel Molotov, Dinosaur Jr 23/09/2009

Cobertura feita para o jornal A Tarde, de Salvador

O fãs pernambucanos de Beirut tiveram mais sorte que os soteropolitanos. Encerrou no último sábado (19) a sexta edição do festival No Ar Coquetel Molotov, que durante dois dias aconteceu no Centro de Convenções, na divisa entre Recife e Olinda (PE). Apesar do clima de maratona, uma programação selecionada trouxe 16 shows para um público médio de 2.500 pessoas por dia, que foram conferir desde nomes internacionais como a banda Beirut a grupos locais que nem gravaram o primeiro disco ainda. Formato que mistura atrações gratuitas com pagas e consegue fazer uma simbiose entre um público bem jovem e pessoas que já passaram dos 40.

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Written by Bruno Nogueira 1 Comment Posted in Blog Tagged with Cobertura, Coquetel Molotov, festival, Recife eu-5613833 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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