Discos | Pop up!

  • Blog
  • Reportagens
  • Discos
  • Downloads
  • Sobre o site e o autor

Recebo uma tonelada de discos, baixo outra tonelada. Aqui eu posso escrever com mais tranquilidade

12/01/2012 ddb81d15c096c03b65ed6d4e360bd31a1325891682-5164227 Sérgio “Siba” Veloso. Foto de Talita Miranda

Sempre digo que Siba é o artista mais interessante de nosso tempo. Tanto pessoal, quanto musicalmente, não conheço ninguém que consiga ser um liquidificador de tantas referências de forma tão criativa. Avante é claramente mais que um disco, mas uma trajetória de auto-conhecimento bem pessoal. As dicas estão na foto da capa e um pouco em cada faixa. Ele não transforma a rabeca em guitarra para se re-inventar, mas sim para conseguir se definir. Você pode ouvir tudo, baixar e até comprar o disco no site oficial (que ficou sensacional).

É o disco do ano, lançado justo no comecinho, sem nem precisar ouvir o resto. Se você ai estava tentando, desista. O disco tem lançamento dia 28 de janeiro, na rua da Moeda, às 21h, de graça, já com clima de Carnaval.

Written by Bruno Nogueira 11 Comments Posted in Blog, Discos Tagged with avante, Siba 13/09/2010

tourton-3624940

Pensando no que falar sobre o lançamento do disco da Banda de Joseph Tourton, fui buscar o histórico de passagens deles aqui pelo blog. Ainda em 2008, quando surgiram no Microfonia, foram finalistas com outras 15 bandas novas do Recife. Nesse curto espaço de tempo de dois anos, pelo menos dez grupos da lista encerraram atividade. Algumas outras, seja por azar ou algum outro motivo, não chegaram a dar nenhum passo adiante de onde estavam. Isso diz muita coisa sobre a cena de uma cidade e porque algumas bandas dão certo e outras não.

Apenas dois anos se passaram e, daquela lista inteira, talvez por exceção da Candeias Rock City, a Banda de Joseph Tourton de hoje parece ter uns dez anos de experiência a frente de todas. O disco deles chega em formato virtual, onde você pode baixar inclusive as faixas abertas para remix. Algo quase nunca praticado nesse mundo pós-Creative Commons. Tem participação dos Mombojós, os metais do Móveis Coloniais de Acaju e Vitor Araújo. Uma mistura de quase tudo que presta hoje no independente nacional.

A produção de Felipe S e Marcelo do Mombojó poderia soar perigosa, já que antes o som da Tourton já mostrava uma influência pesada do grupo. Mas, pelo contrário, eles conseguiram ajudar a nova banda a lapidar uma identidade própria em cada música. Se antes dizia que a banda soava como X ou Y, a partir desse disco é capaz de vislumbrar que novas bandas vão surgir inspiradas por Joseph Tourton. Além disso, eles trazem uma contribuição fundamental para a cena instrumental nacional, que é saber soar experimental, sem ser cansativo, chato e complicado. Existe uma amarra pop por trás de tudo, que faz a degustação de cada faixa ser bem mais prazerosa.

O disco tem patrocínio da Petrobras. Por sinal, fiz parte da comissão desse edital e, vendo o resultado, fico feliz de ter contribuído para algo tão positivo. Tomara que os outros contemplados cheguem nesse mesmo nível. As músicas, fotos e demais novidades estão no novo site da banda: www.josephtourton.com.br

Written by Bruno Nogueira 8 Comments Posted in Discos Tagged with A Banda de Joseph Tourton, Instrumental 03/06/2010
pata-4140305 Pata de Elefante. Foto de Danilo Christids

O Pata de Elefante nunca teve suas referências rurais realmente declaradas. Mas não apenas o nome, mas nas fotos de divulgação e o clima de faroeste spaguetti sempre falaram pelas músicas instrumentais do trio gaúcho. “Na Cidade”, disco que marca a saída deles da Monstro Discos para a Trama, mirando público e ambições maiores, faz esse trabalho de transição para o ambiente urbano. Sem fugir do que fez a banda tão atraente: música sem palavras para – isso mesmo – cantar.

“Na Cidade” explica, sem usar palavras, algo que era muito fácil de sentir ao assistir o Pata de Elefante se apresentar ao vivo. E é o fato de que essa é, hoje, uma das melhores bandas instrumentais do país. A mistura de rock com surf music e folk, com usos criativos de Wah Wah’s – pedal que não muda a nota, enquanto muda ela entre grave e agudo, fazendo um som que soa igual ao nome do instrumento – e teclado. O Pata não caiu no clichê do sortuno ao usar o tema cidade e fez um de seus discos com clima mais para cima.

“Grandona”, terceira faixa, mostra como eles conseguem ser instrumental e pop de uma forma que muitas bandas próximas, como o Macaco Bong, ainda encontram dificuldades. O Pata de Elefante é sempre mais sobre diversão que masturbação guitarrística para cansar o ouvido. “Pesadelo nos Bambus”, quinta na sequência, é o momento urbano local, com a faixa batizada a partir de um dos inferninhos mais clássicos de Porto Alegre. A mixagem final do disco, feito no lendário estúdio Abbey Road, deixou que as músicas ficassem encorpadas como costumam soar ao vivo.

Apesar de ter notadamente mais referências – o disco todo poderia passar como uma trilha sonora de filme, com cada faixa traduzindo um momento de tensão diferente – o clima rock da banda está em “Sai da Frente”, música que já podia ser conferida nas apresentações do grupo. Na verdade, todo o repertório de “Na Cidade” pode ser identificado por quem acompanha o Pata de Elefante com afinco. Para não perder a oportunidade do convite da Trama, o que a banda fez foi reaproveitar uma parte de seu acervo ainda não registrado.

Talvez uma audição mais acelerada e preguiçosa possa encontrar um disco que tem variações demais de clima em cada música. Mas o divertido dos últimos lançamentos da banda é perceber como eles trabalham bem o conceito de álbum. Sem palavras, “Na Cidade” consegue contar várias histórias. E, sem letras, a gente acaba reproduzindo o som delas, “cantando”, enquanto escuta.

Pata de Elefante – Na Cidade
Gravadora: Trama
Para baixar: Álbum Virtual
Para ouvir: Grandona

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Written by Bruno Nogueira 3 Comments Posted in Discos Tagged with Álbum Virtual, pata-de-elefante, Trama 18/08/2009

pitty1-8510390

Com sorte, talvez Priscilla Leone nunca tenha parado um dia sequer para pensar na crise de identidade imposta a ela pelo restante da indústria da música, mesmo quando está com o modo Pitty ativado. Mas desde Anacrônico que ela permaneceu a única sobrevivente relevante de uma geração inteira de artistas independentes que tinham entrado para alguma gravadora. A encruzilhada é formada por um público que não pode envelhecer, o próprio coro dos independentes que hoje a perde como atração para os festivais de verão e a questão do qual é, afinal de contas, a atual cara do rock brasileiro? Chiaroscuro, lançado pela Deckdisc, infelizmente ainda não responde nenhuma dessas questões.

Continue reading →

Written by Bruno Nogueira 29 Comments Posted in Discos Tagged with Chiaroscuro, deckdisc, Pitty 30/06/2009

retrofoguetes-4782148

Não foi sucifiente para o Retrofoguetes se limitar a ser uma das melhores (a melhor, na minha opinião) banda de Surf Music do mundo. O novo disco do trio baiano, ChaChaChá, mostra algo que parece natural para quem já acompanhava o desempenho deles no palco. Após cinco anos de espera, o segundo trabalho da discografia deles agora traz uma banda que é fluente em vários outros ritmos, que vão do tango a músicas que fazem referência direta ao axé music, honrando num passo ousado a terra pátria de Morotó Slim, CH Straatmann e Rex.

Continue reading →

Written by Bruno Nogueira 11 Comments Posted in Discos Tagged with Bahia, ChaChaCha, Instrumental, retrofoguetes eu-9385985 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

Random Posts