Entrevista | Pop up!

  • Blog
  • Reportagens
  • Discos
  • Downloads
  • Sobre o site e o autor

18/06/2010

luciomaia-2398808

Chega uma hora que toda grande banda não consegue mais dar conta de todo seu potencial criativo. São tantas idéias e propostas, que inevitavelmente seus integrantes começam a fazer projetos paralelos para dar conta de todas as vontades que sentem em se expressar musicalmente. A Nação Zumbi talvez seja um dos melhores exemplos nacionais. Praticamente todos seus integrantes – até a turma da percussão – tem projetos a parte. De todos esses, além do 3naMassa do baterista Pupilo, o Maquinado é um dos que chama mais atenção. Em entrevista ao N’Agulha, Lúcio Maia – talvez o mais polêmico de todos integrantes da Nação – falou sobre o disco novo, trabalho e música.

No Maquinado, de certa forma, você começa do zero. Dá para sentir muita diferença de um artista montando sua carreira solo agora, com o que se passa com um grupo como a Nação Zumbi? Falo em questão de conseguir shows, espaços, venda de disco, etc.

Não dá pra comparar uma banda com vinte anos de carreira pelo mundo todo com um projeto de apenas dois discos. Covardia. Claro, a Nação tem o nicho próprio do ano todo, que conquistamos com bons shows e discos condizentes. Mas sinto uma semelhança muito grande com os dois começos. Tanto a Nação quanto o Maquinado, os show são frequentados por entusiastas da música. Ou seja, gente que procura coisas diferentes. Sendo assim, posso até ter uma boa perspectiva se continuar trabalhando sério.

Os projetos paralelos da Nação Zumbi começaram todos em clima de despretensão. Mas o Maquinado agora está no segundo disco, já aparece mais em festivais, propagandas de TV, etc. Esse é um resultado maior do que o esperado?

Trabalho com isso. Tudo que faço é música e daí tiro meu ganho. O Maquinado é um planejamento de anos, desde que comecei a tocar. Seria hipocrisia entrar nesse clichê de “simplesmente aconteceu!”, que é até mentira. Corro atrás do pão todo dia senão passo fome. Nação, Maquinado, Los Sebosos, Almaz, todos são desdobramentos musicais que servem de desafio e sustento.

As escolhas para esse segundo disco proporcionam um esquema que pode circular bem mais, e com mais facilidade, pelo país em termos de shows. Em que nível de prioridade o Maquinado fica hoje na sua carreira como Músico?

Aproveito as brechas da Nação neste começo de ano, já que estamos na entresafra de disco, pra tocar o Maquinado. Tudo eu planejei desde o ano passado. Sabia que teria tempo pra me dedicar ao Maquinado. Tento colocar as coisas de forma bem aberta com meus camaradas.

Quando Du Peixe cantou uma música sua no primeiro disco, parecia que ouviamos uma música da Nação Zumbi. Só que isso não seria mais possível com as faixas atuais, que seguem uma textura totalmente diferente. Suas “ansiedades musicais” hoje estão mais para o Fome de Tudo ou para o Mundialmente Anônimo?

Nenhum dos dois, pois ambos, neste exato momento, fazem parte do passado. Minha cabeça já está organizando as próximas incursões.

Apesar da programação e dos elementros eletrônicos estarem presentes, o segundo disco é bem mais orgânico que o primeiro. Isso, de certa forma, diz muito de seu momento atual como músico. O que você andou ouvindo quando pensava no disco? E que está ouvindo agora?

Muita coisa. Nem sei dizer. Resolvi gravar um disco ao tradicional. O primeiro foi um trabalho minucioso de produção e levou dois anos pra ficar pronto e neste fiz as músicas, gravei e finalizei o disco em seis meses. Os métodos de gravação e produção é que dão o direcionamento de um album.

Com o Maquinado, de certa forma, você está tendo ainda mais experiência na cena independente do que a Nação Zumbi. O que você tem achado desse mercado atual no Brasil? Esse dos festivais, selos e bastante download?

É tudo uma merda muito grande. Os festivais não querem pagar cachês as bandas iniciantes, passagem aérea é caro pra cacete e equipamento só viaja via carga que inviabiliza tudo. Os selos independentes não tem grana nenhuma pra investir na banda e querem duzentos por cento de comissão. As rádios e canais de tv tem coragem de ramsters pra investir em cultura, principalmente música alternativa. Disco não vende. O que mais eu posso acrescentar nesse bolo de bosta?

Quem chega no Recife nem acredita, mas Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Otto e nem 3naMassa, Maquinado ou mais ninguém toca em rádio. Só que isso acontece em quase todo o país. Já tem uma geração nova da música brasileira que cresceu sem ouvir rádio, mas reclama de não tocar lá. Isso faz falta para você? Você escuta rádio?

Não ouço rádio nem vejo tv, mas tenho consciência que pra ganhar grana de verdade você tem tramitar nesses veículos de massa. Um conselho que eu dou a quem quer viver de música: esqueça o radicalismo.

Sem falar em mercado e dinheiro agora, mas de música. Do que você tem ouvido por onde passa pelo país, o que te deixa inquieto na música brasileira, tanto positiva quanto negativamente? O que está bom e o que está faltando?

Eu não pagaria um centavo pra ver um Jamaicano tocando blues ou um americano tocando polca ou um argentino fazendo reggae. Penso que o Brasil perde muito com essa falta de nacionalismo musical, no bom sentido. O samba não uma intituição e sim uma materia prima que pode sofrer moldes infinitas vezes sem perder a assência. Mas é mais fácil entrar na onda da vez e aproveitar os poucos quinze minutos. Quem empurrou a música brasileira pra frente e conseguiu tem seu lugar garantido, por menor que seja. Eu prefiro estar no dicionário da música popular que na revista caras.

Você fez parte de algo que mudou a história da música no Brasil. E o Maquinado, em sua própria forma, continua misturando referências com um resultado que parece ser novo, no sentido que a gente não escuta duas bandas iguais a sua. Quando você escuta música, faz alguma cobrança nesse sentido de inovação / ineditismo, etc?

Pra mim o ponto crucial pra gostar de uma banda é o ineditismo do som. Cópias são um saco. Tanto que não consigo gostar do Frans Ferdinand porque tenho todos os discos do Talking Heads. Se eu perceber qualquer semelhança do que faço com outra música ou banda, abandono a idéia. Não estou aqui pra dizer o que é certo ou errado. Cada um faz o que tem vontade. Mas se não fosse um curioso que pesquisasse os fungos não teríamos a penicilina…

Em 2006 eu entrevistei Lúcio Maia sobre o começo do Maquinado. Quem quiser conferir é só seguir o link.

Written by Bruno Nogueira 19 Comments Posted in Reportagens Tagged with Entrevista, Lucio Maia, Maquinado 02/06/2010

Juliano Polimeno é uma das principais cabeças pensantes hoje na música brasileira. Não apenas no trabalho que faz na Phonobase, mas também por transitar entre vários ambientes de produção e circulação, sempre conversando e reunindo outros interessados em pensar uma nova forma de consumir no música que tem a cara do Brasil. Parte do resultado do seu trabalho pode ser visto na banda que produz, o Cérebro Eletrônico, mas também em vídeos no YouTube, blogs e outros espaços que ocupa com idéias como o “Think Tank”, onde junto com o jornalista Ronaldo Evangelista e Pena Schmidt, do Auditório Ibirapuera, reúne músicos, jornalistas e produtores para conversas livres sobre o assunto. Juliano explicou um pouco sobre esse trabalho dele e o mercado (ou a falta de um) de música no Brasil. Publicado originalmente no Nagulha:

Para começar, queria que explicasse antes para os leitores um pouco sobre quem é você. Quais seus trabalhos hoje?
Bem, eu sou Juliano Polimeno, sócio-diretor da Phonobase Music Services, uma empresa que desde o início funciona como uma prestadora de serviços para artistas/bandas, selos e outras empresas interessadas em trabalhar com música. O que isso significa? Basicamente, a diferença principal é que são os artistas/selos/empresas que nos contratam e não o contrário. Em alguns casos, como o do Cérebro Eletrônico, a Phonobase também atua como selo, dentro de uma relação de parceria com a banda.

Qual a maior dificuldade de se trabalhar com bandas hoje, para quem tem um selo?
A dificuldade é lidar com o sucesso e o fracasso.

De um lado, artistas nos procuram achando que somos a solução para todos os seus problemas e que os faremos estourar e ganhar rios de dinheiro. E caso isso não aconteça, a culpa é nossa. Acho que alguns artistas ainda não perceberam como o mercado mudou e ainda pensam no sucesso nos termos definidos pela fase aurea da grande indústria, ou seja, muito dinheiro, mulheres e fama em um curto espaço de tempo.

Por outro lado (e isso vai soar propositalmente paradoxal), vejo também uma certa falta de ambição que faz com que alguns artistas (e também selos) fiquem presos a um nicho de público que foi reduzido, por exemplo, ao MySpace, ao circuito de Festivais independentes, etc. Li uma entrevista da Fernanda Takai em uma edição da Rolling Stone em que ela dizia que o mercado independente não está preparado para fazer sucesso comercial. E concordo com ela. Caso um artista comece a fazer sucesso – do ponto de vista da infra-estrutura de produção, distribuição, etc, disponível hoje – ele terá que, de uma forma ou de outra, se associar a uma gravadora/produtora maior para que possa aumentar a abrangência de seu trabalho.

Portanto, a dificuldade é achar a medida certa entre a velha e a nova idéia de sucesso e, consequentemente, também de fracasso.

Pelos seus textos, você é claramente contra a música de graça. Por que?
Acho que você está enganado. Não sou “claramente contra a música de graça”, mas também não sou um defensor ferrenho e incondicional da gratuidade.

Vou te dar alguns exemplos só pra ilustrar: no “Pareço Moderno” distribuimos de graça um EP para mais de 50 blogs o que resultou em cerca de 6000 downloads, além da repercussão que a própria ação teve nos meios de comunicação. Em outras duas ações, também eram oferecidas de graça as faixas extras “Marcha de núpcias do Carnaval” e “Desquite”. A primeira vinculada a uma pesquisa que fizemos com o público e a segunda a uma ação para aumentar/atualizar o mailing da banda. No caso do album ‘Terrorist” do Jumbo Elektro também foi distribuido de graça uma versão em MP3 128kbps ao mesmo tempo em que lançamos a plataforma Fan2Fan.

Portanto, esses casos mostram que, para nós, a música nunca é de graça, mas sempre uma troca. Trocamos música por informações sobre os ouvintes/fãs, por dados, por divulgação, etc. E isso faz parte de uma estratégia. Não é simplesmente “ah, vou botar minha música de graça no Rapidshare pra divulgar e ver o que acontece”. Só isso é burrice. Bandas que disponibilizam links diretos para download gratuito estão cometendo um grande erro. O mínimo que elas devem fazer é pedir o endereço de email em troca e, assim, estabelecer um relacionamento com o ouvinte, informar sobre datas de shows, outros lançamentos, oferecer CDs, camisetas, adesivos, etc.

Portanto, entendemos que a música não tem seu valor comercial anulado, como muitos pregam por aí. Ela funciona como moeda de troca e essa troca pode ser por dinheiro ou informações.

Música de graça? Não. Música de troca.

Você também é um defensor fervoroso das editoras. Qual a função delas e porque elas ainda são importantes?
Não exatamente das editoras, mas das obras. O bem mais importante de um artista-compositor é sua obra e não o fonograma. E é preciso cuidar muito bem dela. Uma das maneiras de fazer isso é através de uma editora. Obviamente, o próprio artista pode fazê-lo, mas nem sempre ele quer ou sabe como fazer. O papel da editora é, entre outros, divulgar o repertório do artista-compositor, buscar possibilidades de licenciamento e sincronização, cuidar da arrecadação e distribuição de direitos autorais, etc. E isso dá um baita trabalho. Não é nada simples, mas pode ser feito diretamente pelo artista se ele assim quiser e souber como.

Nas entrevistas que você costuma dar, principalmente sobre as bandas que produz, você nunca entra em detalhes sobre números. Apenas diz que “vendeu bem” ou “teve algumas vendas”. O que é vender bem, em números, hoje, para um artista brasileiro?
“Vender bem” é atingir as metas que foram definidas no planejamento. Se você planeja vender 200 CDs, fazer 5 shows por mês, vender mais 30 camisetas e consegue isso, atingiu seus objetivos. E tem outra: os resultados nunca são meramente quantitativos. A parte difícil é medir, por exemplo, o tipo de relacionamento com o público, saber como ele escuta música, por que, etc. Pra isso fazemos pesquisas online, nos shows, acompanhamos a repercussão de tudo, etc.

Todos sabem que a venda de CDs caiu muito. Não vou chover no molhado. E isso atingiu também (e talvez com consequências piores) os pequenos selos. Aqui na Phonobase trabalhamos sempre com o tripé produtos/shows/direitos autorais. Desses vértices vem o dinheiro para, por exemplo, financiar um próximo trabalho. “Vender bem” é ser auto-sustentável e isso ainda é uma batalha no Brasil.

Você acompanhou as recentes discussões sobre cachê e festivais independentes que aconteceu na internet? Qual sua opinião, do ponto de vista de quem agência bandas nesses eventos e também tem um selo?
Acompanhei o debate. Minha opinião é que o mercado sempre definiu e continuará definindo os cachês. Se um artista atrai 50 pessoas ele deve receber por essas 50, se atrai 10.000 recebe por elas. Agora, se ele não atrai público algum e tem consciência de que, tocando de graça hoje em um Festival, no próximo ele terá 10 pessoas que irão ver seu show, aí ele pode ter condições de barganhar um cachê ou, no mínimo, uma “ajuda de custo”.

Outra coisa que citei é a necessidade da divulgação e transparência na prestação de contas quando se trata de eventos financiados com dinheiro público. Pois eu quero saber, por exemplo, quanto o promotor do evento ganhou e se isso está em consonância com outros custos. Quero saber também qual foi o cachê mais alto pago a um artista. Todos falam do mínimo, mas eu quero saber qual foi o máximo.

Temos vários modelos de negócios em atividade hoje no Brasil, mas parece que nenhum traz resultados realmente significativos para quem quer viver de música. Na sua opinião, música no Brasil é um bom negócio? Se não, o que falta para ser?
No que me diz respeito, ainda é muito cedo pra dizer se é realmente um bom negócio. Digo isso porque a Phonobase é uma criança de 2 anos e nosso planejamento prevê resultados a longo prazo. Se você perguntar para os “medalhões” da indústria, provavelmente ouvirá que “não é mais o bom negócio que era”. Pra mim, a música será o bom negócio que eles deixaram escapar.

Você já disse em entrevista que as grandes gravadoras vão “abduzir” as estratégias de trabalho das gravadoras pequenas. Isso é mais positivo do que abduzir os próprios artistas? Em sua avaliação, é mais legal o Cérebro Eletrônico ter a estrutura de uma Sony/BMG ou a Sony lançar um download card de uma dupla sertaneja?
Acho que é um processo vinculado à situação atual da indústria. Gravadoras pequenas podem arriscar mais já que elas não tem que prestar contas para acionistas inescrupulosos. E esses riscos poderão gerar resultados que, posteriormente, serão “pirateados” pelas majors. E hoje, com o mercado maluco como está, do ponto de vista das majors isso me parece mais positivo do que “abduzir” os artistas porque se o negócio delas não se estabilizar, elas morrem e levam consigo também seus artistas.

Ainda sobre o assunto anterior, você acha que é bom ou ruim hoje um novo artista estar em uma grande gravadora? Por que?
Depende do artista. Eu sinceramente acho que as majors irão continuar cuidando dos hit makers globais e irão ter que encontrar maneiras de manter seus tentáculos abertos sobre o mundo todo. Agora se é bom para um artista que quer desenvolver uma carreira sólida, não vinculada a resultados imediatos, eu acho que talvez não. Esse artista deverá procurar parceiros para desenvolver seu trabalho ou fará por si mesmo.

Quem quiser conferir o “Think Tank”, basta assistir o primeiro vídeo e seguir os rastros!

Written by Bruno Nogueira 9 Comments Posted in Blog Tagged with Entrevista, phonobase 26/04/2010

guidis-4533448

Andrio, vocalista e guitarrista do Superguidis, nem sabia o que eram os Trending Topics do Twitter quando o terceiro disco, homônimo, da banda foi lançado. Mas assim que as músicas “vazaram” em MP3, logo após o selo brasiliense SenhorF divulgar um link apenas para jornalistas, a banda gaucha se transformou naquele dia em um dos assuntos mais comentados da internet brasileira. Agora, no dia 20 de março eles preparam o primeiro show de lançamento e correm o risco de, com a divulgação gratuita promovida pelos fãs – encontrar um público na linha de frente do palco que já sabe cantar todas as músicas sem errar a letra. Coisas de tempos modernos, que também promoveram rapidamente o quarteto a status de “poetas da geração twitter”.

Decorar as músicas não vai ser o trabalho mais difícil dessa turma. Os Guidis continuam uma verdadeira maquina de hits e, algumas músicas do novo repertório já possuem efeito instantâneo de repeat-mental (a resenha com as opiniões do Nagulha chega na terça-feira). Enquanto o Superguidis prepara o começo dessa nova turnê conversei com eles sobre cachês, ambições e o futuro da banda para o portal Nagulha. Quem respondeu foi o próprio Andrio, que também é quem escreve boa parte das músicas.

Como foi que as músicas nasceram? Mudou algo na maneira da banda trabalhar as composições com esse disco?

Andrio – Vou falar por mim, tá? Acho que não mudou. O que mudou foi a minha rotina de vida e isso respingou nas músicas, obviamente. Ah, talvez
algo tenha mudado: dessas minhas composições, a maioria senão todas nasceram primeiro com a melodia, depois com a letra. Antes, vinha tudo junto.

Como é que está a carreira de vocês até agora? Todo mês tem show? Estão fazendo uma média de quantos shows por mês?

Andrio – pois é, vamos ter que começar a contar, eu acho…a partir deste primeiro show de lançamento do disco (20/03). Este ano a média felizmente vai ser bem grande! recorde na carreira guidiana.

As referências sonoras da banda parecem ter mudado pouco nas músicas. Qual foi a trilha sonora da banda durante a gravação? Alguma coisa influênciou?

Andrio – eu tava ouvindo muito Dinosaur Jr, e nos intervalos das gravações botava uns clipes do Type O Negative no YouTube!! Adoro esses caras!

O primeiro discou colocou e o segundo firmou vocês no mapa dos festivais, onde vocês pretendem chegar agora com esse terceiro trabalho? Quais as ambições dos Guidis?

Andrio – tocar em quantos lugares der para tocar: do microfestival de ”Itapesseringa” ao palco do VMB (a nível de Brasil, hahah…tem coisa no exterior que nos interessa também).

Recentemente, uma entrevista polêmica do vice-presidente da Abrafin no blog O Inimigo disse que o cachê dos festivais é menos importante para as bandas, que ganhariam mais em exposição. Funcionou assim para vocês? A banda já tocou de graça e, se já, teve retorno por causa disso?

Andrio – Sim, nas primeiras investidas fora da tua praça o cara não pode (nem tem cacife para) chegar chegando. E tivemos um ótimo retorno só em empatar as contas (ou até tirando do próprio bolso), na tour do segundo disco.

Pela experiência de vocês, já tendo tocado em várias cidades, festivais e casas noturnas, o que estão achando desse momento atual (2009 para cá) da cena independente? Tá bom / ruim / o que precisa melhorar?

Andrio – Acho que tá bem articulado! E o mais importante, se estendendo (caso de Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo…exemplos do
RS). Temos transitado legal por essas cidades…vamos ver como tão as coisas aí pra cima, agora, já que em 2009 não demos muito as caras.

Costumam falar que a música é mais auto-sustentável no Rio Grande do Sul, com mais rádios tocando músicas locais e um circuito próprio de shows. Isso procede? Dá para viver de música por ai? Ailás, vocês estão vivendo de música ou todo mundo tem outro trabalho?

Andrio – acho que procedia no fim dos anos 1990/início dos anos 2000. Têm algumas rádios legais aqui, mas as grandonas ainda tão naquele esquemão blockbuster, metendo goela abaixo o que julgam ser boa música pro público, total tirando-o para besta. Eu posso dizer que vivo de música, por
trabalhar numa produtora de áudio (jingles, trilhas) para comerciais de mídias diversas. É divertido pacas. Mas no geral, todos trabalhamos e estudamos.

Muita gente diz que o Superguidis tem potencial de ir além dessa cena por cantar em português e pelas boas harmonias. Vocês topariam entrar numa gravadora grande, como fez o Vanguart? Acham que isso faria diferença?

Andrio – Gravadora? Existe isso? Agora falando sério, a gente acredita muito neste caminho que estamos trilhando, e que já nos rende ótimos frutos (porra, estávamos nos Trending Topics do twitter, e eu mal sabia o que era isso…hahahah). Temos o pé no chão, diria que enraizado nele. No momento, só há esta alternativa pra continuar a fazer música autoral de qualidade e de conteúdo, consolidar carreira, saca?

O selo de vocês, o SenhorF, é conhecido pelas boas relações com artistas e produtores da América Latina. Esse é um mercado possível para o Superguidis? Vocês pensam em fazer turnês maiores passando pelos paises vizinhos?

Andrio – Muito! As temporadas na Argentina e no Uruguai foram espetaculares. E mais: acho que até a fronteira ibero-americana tá se abrindo…o céu é o limite, heheh!

Já tem banda nova que nasce tocando cover dos Guidis. Vocês já são referência para uma nova geração. Para quem está começando banda agora inspirado em vocês, qual é o conselho que vocês deixam?

Andrio – Pois é doido isso né? Tá loco, quem sou eu pra dar conselho, amigo? Melhor ouvir os “conselhos que vos deixo” do Bruno Aleixo, no YouTube.

Written by Bruno Nogueira 6 Comments Posted in Blog Tagged with Entrevista, superguidis 11/05/2009

moveis-01-5145120

O Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, tem um significado quase místico no cenário do novo rock brasileiro. Foi lá que o monstro da cena independente ganhou vida, personaficado na forma dos festivais Goiânia Noise e Bananada; e do selo que lançou quase todas as bandas que ainda importam no país até agora. Hoje, os palcos que ocupam o que antes eram duas caixas d’água da cidade, são uma das silhuetas da própria Abrafin, a Associação Brasileira dos Festivais Independentes. Passear por lá, de noite, é também uma atividade de contemplação.

Enquanto os poucos privilégiados a entrar no local antes de começar o show descansam em uma das mesas de plástico, 11 figuras seguem frenéticas num eterno vai e vem do portão até o palco. Os integrantes da banda Móveis Coloniais de Acaju tinham vivido um dos momentos mais importantes de suas carreiras em menos de 24 horas, mas nem tiveram tempo ainda de processar toda a informação. De um show que foi além do lotado em Brasília, com direito a apoio do governo local, eles tinham lançado o novo disco, C_mpl_te, com a cidade inteira já cantando todas as músicas.

Mas os heróis locais dormiram menos de cinco horas e partiram direto para a capital vizinha de ônibus. Acompanhados pelos Black Drawing Chalks, Macaco Bong e Galinha Preta, a comitiva carregava toda comissão de frente do independente nacional, com direito ao próprio Fabrício Nobre, que nessa hora não era nem vocalista do MQN, nem presidente da Abrafin, mas produtor contratante do show do Móveis.

É muita informação para ser processada em pouco tempo. Cumprimentos de integrantes da já finada Bois de Gerião, da dupla Lucy and the Popsonics, entre outros de toda a cena da capital nacional – e até o Senhor F, Fernando Rosa – passaram quase como um vulto até esse momento. Sem descanso, eles seguem para um lado e para o outro, carregando o equipamento, montando o próprio palco, afinando o próprio show. São 11 músicos e 11 roadies ao mesmo tempo, numa espécie de micro-empresa musical. Facilita, mais também complica. No Habibs mais próximo, o empresário Fabrício Ofuji desenbolsava o montante para alimentar uma frota inteira com dezenas de pizzas e esfihas… e um kibe.

No pique de quem tomou uma injeção de café, eles não demonstram sequer sinal de cansaso. Quando terminaram de montar tudo e de fazer a passagem de som – e devorar as pizzas, claro – foram direto para as mesas para dar essa entrevista. E, dela, sairam direto para o palco já para fazer o show. Quem também participou dessa conversa, além da banda e o empresário Fabrício Ofuji, foi o gente finissima Tiago Agostini, que também estava lá a convite deles, mas com o distintivo da Rolling Stone.

onibus-tour-1889530

TEVE ALGUM MOMENTO QUE “DEU UM CLIQUE” E A BANDA DEIXOU DE SER UM HOBBY E VOCÊS DECIDIRAM SE DEDICAR COM MAIS SERIEDADE?

ANDRÉ – A banda começou em 98, no dia 10 de outubro. Começamos completamente sem pretensão, algo bastante jovem por conta de referências de bandas da cidade mesmo, como o Bois de Gerião. Mas em 2003, a gente tocou no Brazillian Music Festival…

ESDRAS – … a gente ganhou um concurso para tocar no festival. Ai mudamos nossa lógica de trabalho, procuramos um produtor, etc. Foi um festival grande que teve em Brasília, com Alanis Morrissete e Simply Red. Selecionaram uma banda através de um concurso e ganhamos a parada. Obrigatóriamente a gente teve que virar uma banda que precisou arrumar iluminador, produtor, etc, pelo menos para fingir que era uma banda séria. Porque eles ficavam sempre perguntando ‘cadê o produtor?’ Só falo com o técnido de som de vocês’.

ANDRÉ – O Ofuji tava trabalhando nesse festival na assessorial de imprensa. A gente já se conhecia antes de colégio e tal, mas ai nessa época ele entrou e começou a fazer assessorial também para a banda. E logo depois ele assumiu o posto de produção.
O segundo momento foi o disco Idem. A gente já podia falar de profissionalização e entender a banda não só como uma banda. Porque o disco foi lançado por a gente de forma independente, até chegamos a conversar com alguns selos, mas foi um projeto que a banda acreditou. E ai fizemos o show de lançamento organizado por nós mesmo e percebemos que eramos capaz de produzir shows também.

Daí em 2005 a gente fez o primeiro Móveis Convida. A banda tinha vários potenciais incubados e foi descobrindo isso com essas necessidades. No lançamento do Idem já tinham tres potenciais produtores de eventos como sao hoje em dia, mega experientes. A banda virou um modelo de negócios referencia porque é o lado artístico e burocrático junto.

ESDRAS – O estalo foi um processo. As coisas vão acontecendo, ficando mais interessantes. Sempre é um processo. É um trampo nosso.

BRUNO – A banda foi tocando, demandando mais ensaios e dedicação. E ai veio a necessidade da gente se profissionalizar. Porque isso tava tirando tempo e dinheiro de outras coisas, então pensamos que isso tinha que dar certo. Foi bem natural.

ANDRÉ – Já a parte artistica, o show principalmente, foi um processo. A gente foi descobrindo nossa performance, nossas interações e isso resultou no que a gente é hoje…

ESDRAS – … É, a gente sempre foi muito de inventar moda a cada show. Nesse de 2003 o iluminador inventou de içar o vocalista no meio do show.

ANDRÉ – Uma hora antes de tocar tavam os caras me leventando num palco de mais de 12 metros de altura e eu morro de medo de altura. Morro de medo… Teve show que a gente foi de Branca de Neve e os Sete Anões. A gente entrou com um bolo e eu sai de dentro dele vestido de Marilyn Monroe.

moveis-2-1493639

E EM RELAÇÃO A FAMA? TEVE ALGUM MOMENTO QUE VOCÊS CHEGARAM A PENSAR “CARAMBA, TÁ ACONTECENDO. TÁ MAIOR DO QUE A GENTE PREVIU”?

ESDRAS – Tocar no Mada foi muito importante, foi um festival que apostou na gente. A gente encarou como sendo muito bem recebido. Dos anteriores para o Mada teve um salto de posição no festival. Não teve nenhum BUM, FOI AGORA. A gente tava sempre trabalhando todo dia e as coisas foram acontecendo, etc.

E HOJE A BANDA JÁ FUNCIONA COMO UMA EMPRESA. COMO É ESSA DIVISÃO DE VOCÊS, ONDE CADA UM FICA RESPONSÁVEL POR UMA ÁREA?

FÁBIO – A banda é uma empresa, já temos um CNPJ. Foi de nossas conquistas em 2008. É uma banda empreendedora, a diferença é essa. O Móveis reune muito bem o lado artístico e o burocrático. Acho que a gente tem até potencial para virar uma grande empresa.

OFUJI – Tentamos aproveitar que somos uma banda de muitos integrantes. O Gabriel é arquiteto de informação, então ele trabalha no nosso site. O Borém e o André são designers, tem quem trabalha com a parte de finanças, etc.

ANDRÉ – Isso tambem foi um processo natural de organização. Porque é muita gente, se a gente nao conseguisse de organizar seria um problema. Tem bandas de quarto pessoas que nao conseguem ensaiar! A gente tem vários amigos que perguntam como a gente dá conta dos ensaios. Na época que isso era um hobby apenas, era um problema.

ESDRAS – No final das contas, todo mundo bota a mão na massa. A gente nao faz porque somos mega-não-sei-o-que, mas porque somos muitas pessoas e a gente quer tocar. Se a gente nao fizer isso a gente nao toca.

VOCÊS COMEÇARAM GRAVANDO AO VIVO, DEPOIS MUDARAM PARA UM PROCESSO DENTRO DO ESTÚDIO. QUAIS FORAM OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DESSAS DUAS EXPERIÊNCIA?

BORÉM – O Miranda falou que não tendo vídeo, nao sabia se justifica fazer uma produção ao vivo. Que não compensaria apenas por ser uma produção mais simples…

ANDRÉ – Mas ai a gente falou “pô, vamos fazer ao vivo e vamos fazer o discão!”

BRUNO – A vantagem disso é que o disco foi muito bem gravado. Pegamos os melhores microfones, a melhor pele de bateria, melhor estúdio, melhor tudo. O projeto era bem mais simples, mas era bem mais barato. Depois virou um processo mais caro, mas também bem mais trabalhado. Tenho certeza que valeu a pena. Essa estratégia de lançar as músicas antes, ao vivo, valeu muito a pena por que a gente acabou ganhando outro produto.

BORÉM – Falando da sonoridade, eu acho que é uma mudança muito drástica do que a banda era no Idem e do que é o Móveis ao vivo. O novo está muito bem produzido, com muito efeitos em vozes, guitarras, etc. É um disco composto e arranjado pelo Móveis, mas com o olhar de um produtor. Uma proposta artística. Estamos lançando um produto que é uma cara do Móveis, enquanto nosso show é outra, por exemplo.

ESDRAS – O Idem, que foi produzido pelo Rafael Ramos, representa um retrato de seis anos da banda. Sem muita produção até então. Naquela época já entramos no estúdio na hora de gravar. Foi legal pra caramba, mas com o Miranda a gente passou quase um ano trabalhando nesse disco. Até chegar o final demorou muito. E o resultado é o Móveis fazendo canções e com nossa cara. Isso era algo que ele sempre falava, que a gente tinha que trabalhar a cara da gente.

ANDRÉ – O Miranda trouxe foco para a banda. Deu um norte pra gente seguir. Ele deu 40gb de música pra gente ouvir antes de começar o processo. E sempre foi muito aberto, falando que a gente precisava fortalecer a identidade da banda e criar um album com unidade e com uma cara própria.

ESDRAS – No primeiro encontro ele já sacou como ele queria a cara do disco. Nós já tinhamos umas musicas prontas e pensavamos que o repertório sairia dali e já começariamos a gravar já no mês seguinte. E ai de cara o Miranda chegou e só destacou cinco, que nem eram as que a gente mais gostava, nem as que estavam mais prontas. Eram as versões mais toscas. Eram músicas muito ruins. E a gente só tinha mostrado porque o Miranda tava vindo para brasília e a gente precisava mostrar trabalho e falamos “ó, vamo dá um migué aqui nele e tal, pegamos uma músicas para parecer mais”. Ai qdo ele ouviu, pirou nelas e só falava “vei, essa é uma das melhores”. Tinha música que a gente tinha tocado ao vivo e já considerava como nossa e ele falou “essa é muito ruim” e acabaram saindo.

moveis-4-5864865

COMO FOI ESSE MOMENTO DE MOSTRAR AS MÚSICAS PARA O MIRANDA, COM ELE DIZENDO QUE NÃO CURTIU?

ESDRAS – Foi “engole o choro! a gente chamou ele para isso!”

ANDRÉ – É, a gente viu duas opções. Ou não trabalha com ele, ou confiávamos no que ele estava falando. Não dá para ficar batendo de frente, também. Tem que deixar ele fazer o trabalho dele, afinal esse disco é também um disco dele.

ESDRAS – …do mesmo jeito que ele dava total liberdade para a banda, em certas músicas ele era bem sincero. Falava “vei, eu nao sei tocar nada. Nao sei como você deve fazer acorde, nao vou falar de arranjo. Eu vou falar ‘tá bom’ ou ‘tá ruim’. E vou te mostrar como pode ficar bom”.

Tinha música que ele reconstruia toda, botava introdução no meio, mandava uma parte com sopro. Algumas horas a gente ficava confuso. No final tinhamos 10 músicas, estavamos terminando uma e faltava fazer outra. Dai ele foi embora, marcou os estúdios e etc, e fizemos a música da noite para o dia. Chamavamos ela internamente de “12″. É a última do disco.

E NO MEIO DESSE PROCESSO A BANDA FOI FICANDO CADA VEZ MAIS FALADA E MAIS VISTA, TOCANDO EM TODOS OS PRINCIPAIS FESTIVAIS DO PAÍS. CHEGARAM A RECEBER PROPOSTA DE GRAVADORAS?

BORÉM – A gente chegou a receber uma proposta em 2007. Mas conversar com todos, desde major a selos. Mas nenhuma tinha muito sentido, nem pra gente, nem para a gravadora.

ESDRAS – Mas na Trama a gente muita liberdade, porque já tinhamos colocado o Idem para baixar lá. O lance foi liberdade mesmo. A gente falou que queria fazer um vídeo de cada música e colocar na internet antes de lançar o disco, eles falaram “massa!”. Deram incentivo para todas as nossas idéias. Inclusive para nossa idéia de disponibilizar na internet e vender barato depois.

OUTRA COISA QUE FOI FICANDO MARCANTE FOI O FORTE APELO VISUAL DOS SHOWS. ISSO CHEGOU A PESAR QUANDO COMEÇARAM A PENSAR COMO SERIA ESSE NOVO DISCO?

ESDRAS – Pensamos em fazer uma coisa separada mesmo. Esse é o disco, o show é outra coisa. Vamos criando e variando as músicas com o tempo.

BRUNO – Teve um processo muito importante que foi o da arte do disco. Coordenado pelo Borém, Renato e André, mas que teve a participação de todo mundo. A gente fez uma oficina de dois dias, cortando fotografia, parecia aula de educação artística. E dali eles tiraram alguma coisa. O conceito do “Complete” também está presente ai. A partir dessa arte a gente também está pensando no show. Já tem alguns elementos de cenário, de figurino. A gente tá testando esses elementos, vendo o que funciona. É espontaneo mesmo…

BORÉM – Acho que o visual vem a reboque da música. A música é o mais importante. Pensamos como vamos tocar a música, como vamos nos relacionar quando tocamos a música. E ai entra a relação com o público. Eu acho que visual não tem como não ser, principalmente pelo número de cabeças que tem no palco. É uma coisa visualmente forte, é uma multidão. Somos uma banda que tem um nome for a de lugar, um humor meio ácido também. O caso visual era botar alguma coisa que de certa maneira está fora de seu lugar, como as lixeiras como abajur, no nosso palco atual.

NOS VÍDEOS QUE ANTECEDIAM O DISCO, DAVA PARA VER A BANDA EM UM PROCESSO MATEMÁTICO, ESTRUTURANDO A MÚSICA NO QUADRO. AQUILO ERA SÉRIO MESMO OU SÓ TIRAÇÃO DE ONDA?

TODOS – Era sério mesmo!

ESDRAS – Tinha horas que o Miranda nao estava no estúdio. Falava “vou ali comprar uma coca e umas revistas”. Quando isso acontece, entravamos naquela lá. Falavamos “vamo repetir essa trecho aqui nessa outra parte!”…

ANDRÉ –  … só que a parte que repetia mudava o lado, indo para outro tom, então não encaixava. Então ficávamos lá construindo a estrutura da música.

BORÉM – Quando aconteciam essas discussões o Miranda falava “bah! nao sei porque vocês tão discutindo isso, sou eu que decido no final”. No final daquele vídeo, a proposta do André é exatamente a mesma com que começamos a discussão. Ele teve a mesma idéia com que a gente começou tudo.

ESDRAS – Na banda nem todo mundo sabe harmonia, nem sabe escrever melodia, nem todo mundo sabe escrever letras. Então a gente botou um quadro no estúdio para cada um ir escrevendo suas idéias.

Nessa hora do papo, um dos integrantes chegou puxando os outros. “Já é o show da Galinha Preta! As músicas são curtas, termina rápido”. Nessa, Esdras já levanta da mesa falando “tem problema não, a gente chega lá no palco e toca!”.

moveis-3-8306572

Written by Bruno Nogueira 12 Comments Posted in Favoritos, Reportagens Tagged with Entrevista, Moveis Coloniais de Acaju 22/03/2009

jornalpb-9973084
A semana foi para repercutir o não-fim da comunidade discografias no Orkut. Não-fim porque ela acabou e voltou, agora sob nova direção que não se intimida com a ameaça de gravadoras. Tudo tem um certo clima de deja vu, afinal, não é a primeira vez que a comunidade é retirada do ar. No Jornal da Paraiba de hoje tem uma matéria do Ricardo Oliveira sobre o assunto, com entrevistas com o Ronaldo Lemos, Carlos Merigo, Luli Radfahrer e comigo.

Quem também falou do assunto foi o Pedro Alexandre Sanches em uma entrevista com o Pena Schmidt. O texto é longo, mas vale muito a pena para ler no domingão.

Written by Bruno Nogueira 3 Comments Posted in Blog Tagged with Clipping, Entrevista, MP3, Orkut, pirataria eu-2214403 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

Random Posts