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15/09/2010

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Dizer que o Brasil ainda engatinha no que diz respeito a um mercado de música digital é exagerar no otimismo. Temos algumas ações independentes isoladas – como o rapper Emicida, que decidiu vender por email sua música, conseguindo atingir mil vendas em menos de uma hora – mas, no geral, o grande público ainda recebe ofertas caras por arquivos de pouca qualidade. Comprar músicas online, na maioria das plataformas, é uma péssima idéia. A melhor alternativa, na maior loja de música digital do mundo – a iTunes Music Store – se abre aos poucos para o público, mas ainda é bem fechada para artistas.

A ONERPMOne Revolution People´s Music aposta nesse grande gargalo. Até agora, alguns produtores específicos conseguiam fazer essa ponte entre bandas nacionais e a loja do iTunes, mas ninguém tinha transformado isso em negócio aberto. Além da loja da Apple, eles negociam músicas nas plataformas do LimeWire e eMusic. O sistema é bem simples: o próprio artista se cadastra, envia suas músicas e decide por quanto elas serão vendidas. Sem mexer em direito autoral e com uma boa divisão de royalts – a banda (ou selo) fica com 90% da venda.

Enquanto fazem um bom negócio do lado dos artistas, aproveitam para fazer outro do lado do público. A jogada é para promover a própria loja da OneRPM, que também vende música digital (artistas podem escolher faixas gratuitas para degustação). Ainda é possível baixar a faixa em formato WAV, sem perder qualidade de compressão, o que é bom para DJ’s. Até ai não tem nada muito diferente do que já era feito por outras lojas. A grande vantagem da loja são os preços: o álbum mais caro custa R$ 12,99 e é possível comprar faixas por até R$ 0,79. Isso permite algo inédito, como vender música para o público internacional em dólares e para o brasileiro em reais, cobrando exatamente o mesmo valor proporcional.

Written by Bruno Nogueira 8 Comments Posted in Blog Tagged with Música digital, MP3, OneRPM 23/07/2009

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Entender o público – ou até mesmo se posicionar entre ele – parece uma das tarefas mais difíceis de toda indústria de entretenimento hoje. Acostumada a simplesmente ditar e moldar a opinião através de canais fortes e bem estabelecidos, quando o próprio mercado dispersou as pessoas em centenas de opções por diversão, seus agentes ficaram sem saber exatamente em que direção olhar e que decisões tomar para garantir as rédeas. Ao longo dessa micro-série de quatro textos, vimos como isso resultou em processos e formas mais ortodoxas de tentar domar a vontade das pessoas. E como isso só serviu para aumentar a revolução da troca de arquivos.

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Written by Bruno Nogueira 2 Comments Posted in Blog Tagged with A Cultura da Troca, Economia da Colaboração, MP3, napster 20/07/2009

A turma do Sopa na Rede Filmes lançou recentemente o documentário MÚSICA.BR, que fala sobre a relação de música e internet no Brasil. Entrevistaram um monte de gente legal e acabaram me incluindo nessa. Aviso logo que já fazia um tempo que eu não via um barbeador quando fui entrevistado. Algumas pessoas que assistiram vieram me pedir para explicar melhor a relação com a MP3 e o iPod que eu falo no vídeo. Na edição final parece que parte de minha explicação ficou confusa.

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Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with Documentário, MP3 17/06/2009

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Quando a poeira do Napster – e toda a cultura P2P – baixou, ficou claro o quanto o programa e seus usuários eram apenas as pessoas certas na hora errada. A conta feita pelas gravadoras, que abriram o primeiro processo contra o programador e seus amigos no final daquele mesmo ano de 1999, é simples. A venda de discos começou a cair, enquanto a quantidade de arquivos trocados começou a subir. Mas o argumento usado nos útlimos dez anos é bem fraco. Diz que cada download realizado representava uma venda perdida.

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Written by Bruno Nogueira 2 Comments Posted in Blog Tagged with A Cultura da Troca, MP3, napster 09/06/2009

Boa parte das indústrias de consumo de cultura tem suas lógicas de produção com base na cópia. Você precisa ter várias copias de um disco para que o artista seja ouvido, ou várias cópias de um filme para que ele se torne um sucesso. É uma lógica inversa do que acontece, por exemplo, nas artes plásticas onde pode existir apenas um modelo original da obra. E as pessoas vão viajar até aquele gigantesco local de contemplação para vê-la. É inverso, mas não tanto quanto parece. Com pouco tempo filmes de distribuição limitada e discos que só tiveram uma primeira tiragem também se transformaram em objetos cultuado.

Quando a troca de arquivos em redes P2P se popularizou, logo após o surgimento do Napster, outra grande revolução atingiu a indústria do disco de uma forma que ela jamais podia prever. Não é que o acesso a certas obras tenha ficado mais fácil, mas também a cópia – aquele fundamento básico que antes era necessário para que existissem – ficou ilimitada. Antes você só podia gravar tantas vezes um determinado disco quanto você tivesse fitas K7 que você tivesse uma forma de entregar pessoalmente. O que nunca foi muito. Mas não existe limite mensurável para quantas vezes – e quantas pessoas – você pode copiar digitalmente uma música.

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Written by Bruno Nogueira 6 Comments Posted in Blog Tagged with A Cultura da Troca, consumo, Indústria, MP3, napster eu-4816748 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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