Nação Zumbi | Pop up!

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02/02/2009

Outro dia surgiu, como se fosse uma grande surpresa, a notícia que o Sonic Youth estava publicando novidades sobre o disco novo através do Twitter. Lembro, logo quando começou a febre do site (um micro-blog, para quem ainda não conhece. Que te permite publicar um post de 140 caracteres por vez, meio que respondendo o que está fazendo agora), que eu fiz um link entre o que rolava por lá e o antigo mIRC (lembra desse, né?). É que as pessoas foram transformando os mini posts em diálogos e, de repente, tinha um monte de conversa rolando, gente se conhecendo e etc. A internet brasileira começa, aos poucos, a se desindividualizar mais uma vez.

Mas é engraçado que na música, que concentra as mudanças mais rápidas do que acontece na web hoje, esse processo ainda é muito lento, isso quando chega a existir. O fato é que tem muito pouco músico e banda que realmente sabe usar a internet de forma eficiente. A maioria apenas carrega as músicas no MySpace, enquanto os mais cuidadosos não vão além de achar um template bacana para a página. O bate papo fica para lá. O grande potencial do diálogo – rede social, gente. Tem que ter bate papo – se perde até nas comunidades do Orkut.

Lembrei disso tudo hoje quando vi essa lista, montada pelo norte-americano Gabriel Nijmeh. São os twitters de várias bandas mundo afora – só tem um brasileiro lá – que passa por nomes como Bloc Party e Interpol a Pearl Jam, Lilly Allen e Nick Cave (esse último, possivelmente falso). Ele ainda dá uma geral sobre o que se passa em cada endereço. Informações rápidas, do tipo “quase nunca atualizado” e “atualização constante”. Vale a pena conferir e, quem sabe, se conectar com seu artista favorito.

Fiquei pensando como seria uma lista desse entre os independentes, aqueles que tem ainda mais obrigação de usar bem a internet. Sei de muito poucos. Sigo o Móveis Coloniais de Acaju (postam sempre), Ecos Falsos (quase sempre) e Lucy and the Popsonics (quase nunca). Enquanto isso, a Nação Zumbi vai completar um mês de blog novo… com dois posts até agora. E vocês? Conhecem algum twitter de banda que vale divulgar?

Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with bloc party, Ecos Falsos, internet, interpol, Lilly Allen, Lucy and the Popsonics, Moveis Coloniais de Acaju, Nação Zumbi, nick cave, Pearl Jam, produção, Twitter 22/08/2008

Saiu a programação completa do festival de Fortaleza. Além do Bad Religion, que eu tinha comentado aqui antes, também vai ter Nação Zumbi, Sugar Kane, Dead Fish… e River Raid! Que voltou dos Estados Unidos depois de participar de um monte de concurso de banda e preparar a gravação do segundo disco.

05.09 – Sexta-feira
Bad Religion | USA
Dead Fish | ES
Sugar Kane | PR
A Trigger to Forget | CE
Olhos de Sofia | CE

06.09 – Sábado
Nação Zumbi | PE
O Sonso e Gerson Conrad (ex-Secos & Molhados) | CE & SP
River Raid | PE
The Sinks | RN
Monophone | CE
Encarne | CE
Carango Abacaxi | CE
O Giro | CE
Mafalda Morfina | CE
The Drunks Baby | CE
Tubo na Batera | CE

A foto é do Flickr do Tom Cajaty

Written by Bruno Nogueira 2 Comments Posted in Blog Tagged with Bad Religion, Dead Fish, fortaleza, Nação Zumbi, Ponto CE, river raid, Sugar-Kane, The-Sinks 07/05/2008

Parece história de telefone sem fio. O DJ Júlio Torres, da boate D-Edge (aquela onde o Iggor Cavalera andou discotecando) foi gravar um disco chamado “Humanized”. Chamou o violinista Amon Lima (sim, aquele, da Família Lima), que chamou o Rogério Flausino (sim, aquele do J Quest), que chamou a Sandy (sim, aquela do Júnior). O resultado é uma das coisas mais tristes já criadas na música eletrônica brasileira, com ecos estrondosos de Laura Pausini e 7 Melhores da Joven Pam.

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O nome da música é apropriado. “Scandal”.

Falando sério agora
O Prêmio Tim ainda consegue se resguardar como um dos mais respeitados, nessa terra assustadora das premiações de música no Brasil. Eu tive oportunidade de acompanhar de perto duas edições, uma delas bem histórica do evento, com Silvério Pessoa sendo destacado como melhor cantor que Alceu Valença na categoria regional… E Nena Queiroga sendo chamada para disputar um melhor cantora com Ivete Sangalo.

Os indicados desse ano foram divulgados recentemente. E mais (justas) surpresas. Nação Zumbi finalmente na diputa pela categoria de melhor Projeto Visual pela capa do Fome de Tudo de Valetina “DuPeixe”. E o mais divertido é que eles vão concorrer junto com Siba, pela arte de Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar, feita pela dupla de grafite Os Gêmeos. Siba ainda concorre a melhor disco regial, melhor cantor regional e melhor cantor voto popular.

O homenageado do ano também é da terrinha. Dominguinhos.

Youtube
A Trama Virtual atualizou os vídeos do programa de TV. Ainda não entrou a cobertura do Abril Pro Rock, mas tem uma matéria massa que eles fizeram sobre a Abrafin. Algumas das imagens foram feitas no último Noise e bateu uma saudade danada do lugar.

E esse papo de Madonna e Fortaleza?

Written by Bruno Nogueira 5 Comments Posted in Coluna Tagged with eletronico, Nação Zumbi, Prêmio Tim, Sandy, Siba, trama-virtual 26/03/2008

O amor sempre foi o tópico mais recorrente na música popular. Ouvindo algumas canções, é possível observar como o homem vai ficando mais frio, mais permissivo e seus valores em relação ao sentimento mudam com o tempo. Nossa época é muito peculiar para pensar no assunto, principalmente quando a sensualidade é trazida em destaque. Nada mais é explicito e a tensão sexual deixou de ser uma negociação de olhares e carícias entre homem e mulher para ser uma simples questão de tempo. Pupillo e Dengue, ambos da Nação Zumbi, junto com Rica Amabis (Instituto) desafiam um pouco desse contexto, reformulando o conceito do sensual no formato da banda 3naMassa. E o que era apenas projeto paralelo ganha agora disco e tratamento refinado pela Deckdisc.

Eu acho que a sensualidade ainda existe sim na música brasileira“, comenta Pupillo, que recentemente passou a grafar o apelido um L a mais. Coisa de artista. É no mínimo curioso imaginar que fazer parte da mais bem sucedida banda do cenário independente ainda não permite que eles mudem seu “modus operandi” de outras que ainda estão arriscando ao se mudar para São Paulo. “Foi uma coisa pensada por nós três mesmo, a gente divide apartamento aqui em São Paulo e ficávamos pensando em fazer algo bem diferente mesmo“, contextualiza, “Só com meninas.” Talvez ele nem perceba a malícia inteira que se esconde ao associar mulheres já adultas com meninas, um dos grandes segredos desse disco.

Acho que isso é aflora no disco porque estávamos muito preocupados com a interpretação, como se a gente tivesse invadindo a vida íntima de uma menina“, explica. Além dos três, a massa também tem letras de Jorge du Peixe (Nação Zumbi), Junio Barreto, Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Bacteria (Mundo Livre), Felipe S e Marcelo Campelo (Mombojó), China e o jornalista Alex Antunes. “Chamamos nossos amigos e pedimos que eles escrevessem as músicas como se fossem meninas, tentando pensar dessa forma“, conta o baterista, “Pensamos em algo temático, como uma trilha de um filme que não foi feito“.

As “meninas”, na verdade, são um time de primeira divisão. Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Karine Carvalho, Pitty, Simone Spoladore, Nina Becker, Cyz, Alice Braga Geanine, Nina Miranda, Karina Falcão e Lurdes da Luz. Algumas, os mais atentos vão perceber, são as respectivas dos próprios compositores. Pensando sempre nesse conceito de cinema, Pupillo se refere a elas sempre como atrizes. “Lógico que tem ótimas cantoras ali, mas as chamamos também por serem mais descompromissadas com técnicas vocais, isso era fundamental para o que a gente dirigiu em estúdio, de uma sensualidade sem ser vulgar, deixada na entrelinha“.

Já de cara, na primeira faixa, com Leandra Leal sussurrando em francês nos ouvidos, saltam as referências a Serge Gainsbourg. “A gente tava ouvindo muito ele em casa e como foi um disco feito em casa mesmo…“, conta Pupillo. “Fomos usando imagens de coisas que a gente curte para elas, então foram desenvolvendo novos temas, todo mundo participou trocando idéias, então foi muito fácil principalmente para as atrizes“, completa. Apesar do saudosismo carregar a memória direto para a França dos anos 60, existe algo de mais contemporâneo, principalmente na forma como cada cantora (aliás, atriz) é usada de forma diferente nas faixas. Quase como uma versão brasileira para a banda inglesa de trip hop Massive Attack.

Agora que saiu da sala de casa, o 3naMassa além de disco já começa a planejar os primeiros shows. “A idéia era fazer uma trilha, mas queremos levar isso para frente mesmo“, adianta Pupillo. “No lançamento aqui em São Paulo vamos tentar ter o máximo de atrizes no palco, mas a idéia é viajar com algo mais enxuto“, explica. “A coluna vertebral somos nós três mesmo“. Se já é perigoso ouvir a banda com um fone, com todas essas mulheres sussurrando no ouvido, depois da primeira impressão é inevitável não pensar no tamanho charme que deve ser com essas músicas ao vivo.

Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Discos Tagged with 3naMassa, deckdisc, Dengue, Instituto, Nação Zumbi, Pupillo, Rica Amabis 19/11/2007

Uma coisa que a digitalização da música ainda não conseguiu mudar é o fato de que a melhor primeira experiência para um disco é sempre visual. Com formato digipack (aquela bandeja plástica envolta de papel cartão), “Fome de Tudo“, o sétimo disco da Nação Zumbi, salta os olhos e impressiona. É o mais bonito até agora, com uma arte feita pelo cantor Jorge du Peixe e sua esposa Valentina de uma mulher abrindo sua barriga com uma faca. É uma senhora fome, de fato, essa que a banda deixou no público desde o excelente “Futura“.

Como é comum à banda, esse disco é recheado de contextos. Antes de por o CD no som, passa forte na vista o nome da nova gravadora, Deckdisc e do tão sonhado, ainda por Chico Science, produtor Mário Caldato Jr (Beck, Beastie Boys). Nunca um nome de produtor – mesmo quando estiveram sob as mãos de Arto Lindsey – veio tão forte antes das músicas da Nação Zumbi.

“Futura” foi um dos discos nacionais que mais causou eco no Brasil de 2007, quando a banda tocou em praticamente todos os principais eventos do país. Sendo assim, o ouvido chega com fome, mas também preparado para dar um passo a frente, não estando mais no mesmo lugar. Mas “Bossa Nostra” abre o disco como um pé violento no freio, soando muito familiar com o disco homônimo da Nação Zumbi. O processo criativo cedeu a carência percussiva e eles abrem com um trabalho que escolhe pelo mais seguro.

Talvez para fincar o pé na nova casa ou, a maior aposta, pela vontade de trabalhar com Caldato remeter ainda a outra sonoridade, as 11 músicas que seguem são bastante previsíveis. São poesias sobre a cidade, recitando Recife e Olinda, em referencias verbais que fazem mais sentido ao pernambucano. Claro, para uma banda que pode ser destacada como a mais importante do cenário pop nacional hoje, um disco previsível da Nação Zumbi ainda é algo a ser celebrado. Apenas será uma celebração com cara de festa repetida de ano novo.

Algumas participações especiais, que poderiam ser vistas como a grande mudança deste disco, também desapontam um pouco. Como a da cantora paulista Céu na música “Inferno“, que não passa de uma voz incidental reforçando o coro do refrão. Tão afogado, que parece algo pensado para os shows que ela não poderá estar presente, podendo ser substituída. Oposto a Money Mark, tecladista do Beastie Boys que soa essencial a “Bossa Nostra”. O descuido na dosagem pode significar que a tão aguardada produção talvez não resulte em tanto resultado.

Em seus pontos mais altos, como “Fome de Tudo” e “Toda Surdez Será Castigada“, as músicas do novo repertório parecem ter sido pensadas exclusivamente para os shows. A sensação de deja vu é constante, como um sopro de boa esperança para quem conhece a banda ao vivo, mas um sopro que chega quente para quem quiser guardar as canções entre as quatro portas do lar. Pode soar um pecado falar isso da Nação Zumbi em terras pernambucanas, mas o fato é que eles têm o cacife de uma banda que se podia esperar muito mais.

Written by Bruno Nogueira 11 Comments Posted in Discos Tagged with deckdisc, Manguebeat, Nação Zumbi, Recife eu-4244237 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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