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25/09/2009

Outro festival que cresceu bastante entre edições foi o Big Bands de Salvador. Em sua segunda edição, anuncia dois dias de shows gratuitos no Pelourinho, na mesma praça Tereza Batista onde aconteceu o Boombahia (que vai deixar passar mais uma data prevista para outubro) além de um dia de debates na boate Boomerangue. Vai ter show de Black Drawing Chalks, Tom Bloch (na foto acima) e Frank Jorge, entre outras atrações.O festival vai ser bem especial para o rock da Bahia, porque marca o aguardado retorno de Messias Bandeira, fundador da brincando de deus, aos palcos em trabalho solo. Confere ai a programação:

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Written by Bruno Nogueira 8 Comments Posted in Blog Tagged with Big Bands, festival, programacao, salvador 20/03/2009

A Bahia tem uma boa tradição em videoclipes. Esse ai da Pitty, da música Memórias, foi dirigido por Alexandre “Xanxa” Guena e Ricardo Spencer e ganhou um prêmio Multishow e um VMB. Antes de serem uma dupla premiada, eles ainda dirigiram clipes do Pelvs, Cigarretes e toda uma antiga geração indie do Brasil. Fora, claro, das próprias bandas baianas. Não é por acaso que a cidade tem sua própria mostra competitiva de clipes, com direito até a Marina Person na apresentação e Carlinhos Brown no público da última edição.

Agora, Xanxa – essa figura da foto acima – ministra uma oficina totalmente gratuita de videoclipes, batizada de “Geração Bit“. Com duração de três meses, vão passar desde outros realizadores bem cotados, caso do próprio Spencer, como pensadores do formato clipe, caso do pesquisador Arlindo Machado. Só a oportunidade de contato com esse pessoal já é grande coisa, mas quem fizer a oficina, que tem 96h de duraçã0, ainda receberá uma verba para produzir, em grupo, cinco videoclipes de algum artista local.

Os critérios de escolha dos 15 selecionados, assim como as bandas que serão trabalhadas, estão todos explicados no blog oficial da oficina. Onde também tem o formulário para inscrição que, por sinal, vai até dia 30 deste mês.

Written by Bruno Nogueira 1 Comment Posted in Blog Tagged with clipe, Oficina, Pitty, salvador, Videoclipe 01/12/2008

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RADIOHEAD, $#(%*#$()%*#$(@($@!!!!!!!!!! Eu vou nos dois shows, e vocês? Queria ir no da Argentina também, mas acho que vai faltar patrocínio para isso =P

Estou sem internet, por isso vou adotar brevemente o formato postão, só para não ficar desatulizado demais aqui no Pop up. E até terminar a seleção do doutorado, acho que não vou conseguir concentrar demais minhas idéias em algo produtivo para cá. Até lá, vou repostando do que sai no jornal.

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Estou descobrindo a Bahia aos poucos. Um pouco do passado e um pouco do presente. E definitivamente vou transformar isso em um espaço novo aqui no blog. Enquanto estou na casa de Luciano – to procurando apartamento, se alguém souber de algo ai, quero ajuda – aproveitei para ripar a velha safra soteropolitana de sua coleção de CDs. Leia-se, principalmente: brincando de deus. E como aqui tem show o tempo todo, todo fim de semana, já consegui ver uma boa parcela das atuais bandas locais. A mais legal é a Starla. Mas vou falar de tudo com calma depois.

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O clima de It’s All Happening daqui é muito legal. Só este mês teve show do Móveis, Vanguart, Mallu Magalhães, Retrofoguetes, Ronei Jorge… No último fim de semana teve o único show no Nordeste de Bonnie “Prince” Billy. Rolou folk soturno em plena boate e foi hipnotizante. E ainda vai ter o Festival Big Bands, comandado pelo capo Rogério BigBross. Dois dias de shows, com presença de Zefirina Bomba, Honkers, Nuda e mais um monte de gente suficiente para causar um estrago bom.

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E Messias Bandeira, sim, aquele do brincando de deus, andou me soltando algumas novidades pertubadoras de seu disco solo. Tremei, indie .br

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No sábado tem Festa Nave. Especial de fim de ano e vai ter discotecagem minha. Além dos anfitriões El Cabong + Janocide, Vinícius, Tatiana e a volta da promoção DJ por uma noite. Na Boomerangue. Vai perder?

Written by Bruno Nogueira 5 Comments Posted in Blog Tagged with brincando de deus, Festival BigBands, Honkers, Messias Bandeira, nave, Nuda, radiohead, salvador, Starla, Zefirina Bomba 15/10/2008

Apesar do ritmo light, com menos bandas e terminando em horário cedo, o Boom Bahia também teve clima de maratona. Mal deu para descansar direito a tempo de ver o começo dos shows no Pelourinho. Tive que fazer uma escolha e optei por perder a conferência Slavoj Žižek, o “Elvis da teoria cultural”, que fez parte do Espaço Digitalia – nome dado ao circuito de debates do festival – sobre Psicanálise, Cinema, Gozo e Ideologia, assuntos tratados no livro “A Visão em Paralaxe” que ele veio lançar no Brasil. Programado originalmente para 100 pessoas, o evento paralelo contou com cerca de 450 no Icba.

Žižek tenta atualizar um pouco da crise marxista a partir do declínio do antigo argumento do materialismo e, como a assimilação desse conceito acabou favorecendo o surgimento de uma nova esquerda. Uma que não é mais tão fundamentalista quanto aquela que, por muito pouco, não pregou a pobreza. Alguém ai falou em PT? O legal é que é ele pega essas questões, de bases puramente filosóficas e aplica em produtos como a série Guerra nas Estrelas e a animação Procurando Nemo.

Enquanto ele dava sentido a isso, a Starla dava inicio aos trabalhos no palco. Foi a melhor surpresa para mim, porque pude ver uma banda que cresceu um monte do que tinha escutado apenas pelo MySpace. Fiquei até sem jeito de ter recebido o EP deles e nunca dado a devida atenção. A banda é bem na linha do que gosto de ouvir, afinada com indie rock e, de quebra, um integrante que é cara do Mini. Mas, gosto a parte, eles deixaram esta segunda (ok, na verdade terceira) noite do Boom Bahia com uma boa primeira impressão.

Talvez o ponto mais negativo fosse a constante semelhança que as músicas tem com o Muse. Quando o vocalista Ricardo Longo chega a um agudo – e todas as músicas têm isso – fica praticamente a mesma coisa. E um dos integrantes usando uma camisa do Muse não ajudou muito. Mas é uma referencia muito boa. Talvez se eles tivessem mais direcionamento em questões além da música – do tipo não ir fazer show com a roupa que tava assistindo TV em casa – já teria chegado bem mais longe.

Eu não curti tanto a Yun-Fat, uma das mais comentadas da noite. Grindcore sem muito que acrescentar. Os caras se garantem, afinal quem oscila entre tantos graves e agudos berrados e continua falando, logo em seguida, como se nada tivesse acontecido, no mínimo tem talento. Mas só isso não é o suficiente. Talvez o que me incomode mais é que bandas desse gênero sempre me soam como uma piada contada pela terceira vez. E bandas como o Are You God?, estabeleceram um certo nível que é difícil de atingir e impossível não comparar. Mas a versão baiana também não estava muito ai com isso, o que conta como ponto para eles.

Confesso que fui carregado de preconceito com o que poderia ser o show do Estrada Perdida. Paulo André (aquele, do Abril Pro Rock) chegou a falar que ele era o tipo de cara que faz falta em toda banda de rock. Não sei se é para tanto, mas concordo com a idéia em geral. Aliás, deixando claro, Estrada Perdida não é nome de banda, mas do cara, que tomou alguma coisa que todo mundo ficou atrás depois. Porque ele tava meio maluco, entrando no palco rindo e falando “já começou foi?”. Dali para o final, tirou quase toda a roupa, sempre dançando sem parar.

Acabou se tornando uma boa surpresa. O Estrada faz um rock bem simples, desses que nossos pais ouviam antes da gente nascer e, mesmo assim, nós continuamos gostando. É representante da velha, velha (velha, velha) guarda de Salvador. Não sei ao certo a história dele, mas pela cara, deve ter visto ainda novo um monte de show de Raul Seixas na cidade. Talvez soe clichê, vindo de um grupo com mais idade, mas eles deram aula no Boom Bahia de como fazer um show animado, descompromissado e divertido. Valeu só pela descontração.

A Declinium, que tocou logo em seguida, assim como a Starla, é uma banda que deveria sair mais vezes de Salvador. Tipo de caso que faria Stuart Hall ovular. Vindos do interior do estado – três periferias ai, cidade, estado e país, disputando espaço – com uma produção que, sem exagero, se equipara ou até supera boa parte das referencias internacionais. O indie rock deles é quase soturno de tão carregado. São crias da própria geração indie baiana e estampam um orgulho pela brincando de deus em camisas e constante citações sonoras.

Infelizmente, nessa hora eu já precisava começar a programar minha partida de Salvador. Por isso, perdi o show da Berlinda. Entretanto, você sempre pode recorrer aos comentários de Luciano e Foca em um caso desses. 🙂

Voltei já na segunda música do SubAquático, que é uma banda que anda bem falada em Salvador. Junto com a Yun Fat, foi a segunda banda que não gostei no festival inteiro. Me pareceu superestimada. No show as músicas são imensamente superiores ao disco, que já tinha ouvido na época que eles foram finalistas para tocar no Abril Pro Rock. Ainda assim, me pareceu mais uma banda de rock dessas que a gente encontra em qualquer esquina. E, só por isso, não casou tanto com um evento que só mostrou tanta banda diferente na programação.

Não sei até onde o Curumin era conhecido na Bahia, já que essa foi a primeira vez que ele tocou lá com esse formato de banda. Mas o jogo já estava ganho para ele antes mesmo de soltar o primeiro “boa noite”. Eu gosto a forma como a música dele destoa do que é ouvido normalmente nos festivais independentes, ao mesmo tempo em que acaba funcionando bem melhor. O circuito foi unido pelo rock, mas parece que vai precisar ceder cada vez mais para uma certa brasilidade no som.

Basta perceber como isso começou com os Móveis Coloniais de Acaju e seguiu exatamente na mesma linha agora com o Curumin. Por onde o paulista passou, seja na praia de Natal, no Carnaval do Recife, na terra central do rock (Goiânia, claro) e, agora, em Salvador, essa turma tem agradado muito mais, levado muito mais público e repercutido muito mais os próprios festivais que participam. Por hora é um surto, mas não vai demorar para isso trazer a tona aquele velho papo sobre até onde vale cantar em inglês e se entupir de guitarra, que recheou a cena independente no fim da década de 90.

Nem precisei ver o show do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta para saber que ele também é exemplo dessa mudança. Mas, na verdade, não pude ver porque já estava na hora de correr para o aeroporto e voltar para o Recife. Mas lá, eu sei que catarse é o mínimo que o show dele causa no público.

Na sequência, os vídeos. Prometo. As fotos são de Mariana Neri.

Written by Bruno Nogueira 3 Comments Posted in Reportagens Tagged with Berlinda, Boombahia, Cobertura, Curumin, Declinium, Estrada Perdida, festival, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, salvador, Starla, Subaquatico, Yun Fat 28/09/2008

Fechando o ciclo dos festivais independentes que acontecem no segundo semestre no Nordeste, o Boombahia divulga a programação de shows. Além das duas noite tradicionais, este ano eles terão a única apresentação que o Mudhoney faz na região e a única apresentação gratuita que os pais do grunge fazem no Brasil. O Boombahia acontece no Pelourinho, na praça Tereza Batista (o vídeo no post abaixo mostra um show que o Hurtmold fez lá) entre os dias 10 e 12 de outubro.

10/10, Sexta-feira | 17hs (Pátio do ICBA – Vitória)

Matiz | BA
Alex Pochat | BA

11/10, Sábado | 14hs (Largo Teresa Batista – Pelourinho)

Os Culpados
| BA
Lumpen | BA
Vivendo do Ócio | BA
Os Irmãos da Bailarina | BA
Lou | BA
Theatro de Seraphin | BA
Sweet Fanny Adams | PE
Retrofoguetes | BA

12/10, Domingo | 14hs (Largo Teresa Batista – Pelourinho)

Starla | BA
Yun-Fat | BA
Estrada Perdida | BA
Declinium | BA
Berlinda | BA
SubAquático | BA
Curumin | SP
Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta | BA
DJ Incidental | PE

15/10, Quarta-feira | 18hs (Largo Pedro Archanjo – Pelourinho)

Nancy e os Nunca Vistos | BA
Pessoas Invisíveis | BA
Mudhoney | EUA

Written by Bruno Nogueira 2 Comments Posted in Blog Tagged with Boombahia, Curumin, festival, Lou, Matiz, mudhoney, Pessoas Invisíveis, programacao, retrofoguetes, ronei-jorge, salvador, Sweet Fanny Adams, Vivendo do Ócio eu-2914424 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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