Siba | Pop up!

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12/01/2012 ddb81d15c096c03b65ed6d4e360bd31a1325891682-8353582 Sérgio “Siba” Veloso. Foto de Talita Miranda

Sempre digo que Siba é o artista mais interessante de nosso tempo. Tanto pessoal, quanto musicalmente, não conheço ninguém que consiga ser um liquidificador de tantas referências de forma tão criativa. Avante é claramente mais que um disco, mas uma trajetória de auto-conhecimento bem pessoal. As dicas estão na foto da capa e um pouco em cada faixa. Ele não transforma a rabeca em guitarra para se re-inventar, mas sim para conseguir se definir. Você pode ouvir tudo, baixar e até comprar o disco no site oficial (que ficou sensacional).

É o disco do ano, lançado justo no comecinho, sem nem precisar ouvir o resto. Se você ai estava tentando, desista. O disco tem lançamento dia 28 de janeiro, na rua da Moeda, às 21h, de graça, já com clima de Carnaval.

Written by Bruno Nogueira 11 Comments Posted in Blog, Discos Tagged with avante, Siba 07/05/2008

Parece história de telefone sem fio. O DJ Júlio Torres, da boate D-Edge (aquela onde o Iggor Cavalera andou discotecando) foi gravar um disco chamado “Humanized”. Chamou o violinista Amon Lima (sim, aquele, da Família Lima), que chamou o Rogério Flausino (sim, aquele do J Quest), que chamou a Sandy (sim, aquela do Júnior). O resultado é uma das coisas mais tristes já criadas na música eletrônica brasileira, com ecos estrondosos de Laura Pausini e 7 Melhores da Joven Pam.

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O nome da música é apropriado. “Scandal”.

Falando sério agora
O Prêmio Tim ainda consegue se resguardar como um dos mais respeitados, nessa terra assustadora das premiações de música no Brasil. Eu tive oportunidade de acompanhar de perto duas edições, uma delas bem histórica do evento, com Silvério Pessoa sendo destacado como melhor cantor que Alceu Valença na categoria regional… E Nena Queiroga sendo chamada para disputar um melhor cantora com Ivete Sangalo.

Os indicados desse ano foram divulgados recentemente. E mais (justas) surpresas. Nação Zumbi finalmente na diputa pela categoria de melhor Projeto Visual pela capa do Fome de Tudo de Valetina “DuPeixe”. E o mais divertido é que eles vão concorrer junto com Siba, pela arte de Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar, feita pela dupla de grafite Os Gêmeos. Siba ainda concorre a melhor disco regial, melhor cantor regional e melhor cantor voto popular.

O homenageado do ano também é da terrinha. Dominguinhos.

Youtube
A Trama Virtual atualizou os vídeos do programa de TV. Ainda não entrou a cobertura do Abril Pro Rock, mas tem uma matéria massa que eles fizeram sobre a Abrafin. Algumas das imagens foram feitas no último Noise e bateu uma saudade danada do lugar.

E esse papo de Madonna e Fortaleza?

Written by Bruno Nogueira 5 Comments Posted in Coluna Tagged with eletronico, Nação Zumbi, Prêmio Tim, Sandy, Siba, trama-virtual 31/01/2008

O discurso e a vontade de renovar o frevo anda tão cansado que ele próprio já precisa ser renovado. As várias tentativas sem sucesso que marcaram o centenário do ritmo ano passado chegaram a criar uma camada de resistência contra artistas que, no fim, procuraram apenas se promover com o momento. O que acabou como um tiro pela culatra – resultando na total invasão das escolas de samba deste ano – só soma em motivos para “Frevo do Mundo” ser certamente o lançamento mais relevante da música de Carnaval em 2008.

Produção da Candeeiro Records, selecionado pelo Programa Petrobras Cultural, ele bem que poderia estampar na capa o nome do time de artistas reunidos para imprimir sua visão sobre o frevo. Mas, com encarte modesto e de bela arte de Valentina Trajano, ele deixa a surpresa como elemento fundamental para quem, por acaso ou intencionalmente, passar o ouvido por alguma das 14 faixas do repertório. É o tradicional frevo de Capiba, Luiz Bandeira e Aldemar Paiva, apresentados pela Orquestra Imperial, Mundo Livre S/A, Eddie, China, Siba e a Fuloresta, Erasto Vasconcelos, Edu Lobo, João Donato, Isaar, Cordel do Fogo Encantado, 3 na Massa, Flor de Cactus e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH).

A modéstia faz parte da fórmula de sucesso do disco. Esteticamente é puro frevo e alguns dos arranjos sequer foram alterados. Mas cada um dos artistas o executou da forma que costumam fazer naturalmente em suas músicas autorais. Alguns resultados sequer soam diferentes, como o “Cabelo de Fogo”, da OPBH, que ganha um divertido trecho “a capella”; mas outros soam totalmente renovados, com fôlego contemporâneo que dá gosto de ouvir mesmo fora de época. Caso de “Oh, Bela!”, em versão minimalista por China e Sunga Trio (Chiquinho e Felipe S, do Mombojó, com Homero Basílio) e “Os Melhores dias da Minha Vida” com Siba, Biu Roque e os comparsas da Fuloresta.

O projeto tem produção do baterista da Nação Zumbi, Pupillo, mas a forma de gravação foi não-linear, com os músicos convidados gravando em estúdios diferentes. Esse modelo de quebra-cabeça acaba dando ao formato canção uma importância superior ao conceito de álbum. Funciona bem como conjunto, mas também e principalmente nas faixas como experiência individual. Pincelada do restante, a voz de Céu em “Frevo da Saudade” com os 3 na Massa traz uma elegância que, por exemplo, não é percebida na versão rápida e festiva de “É de Fazer Chorar” tocada pela banda Eddie. São dois momentos distintos, apenas sob um mesmo mote. Ela encontra par igual em Isaar de França com “Páraquedista”, enquanto eles combinam com “Só presta Quente”, em versão de Ortinho.

Presente em praticamente todas as faixas, o maestro Spok serviu como fio condutor entre artistas tradicionais como Erasto em “Papel Crepon” e mais novos, no já citado exemplo de China. Responsabilidade que ele assume sem exagerar nos metais de todas as músicas, como se fosse um supervisor, representante do frevo, garantindo que tudo saia como adequado. Cuidado que ele descarrega nas instrumentais “Fogão”, de João Donato e em “Cabelo de Fogo”. Essas duas, com a versão mais distinta de “Isquenta Muié”, com a Flor de Cactus, completam o “Frevo do Mundo”.

Written by Bruno Nogueira 3 Comments Posted in Discos Tagged with 3naMassa, Candeeiro, China, Cordel do Fogo Encantado, Fabio Trummer, Frevo, isaar, Siba, Spok 20/01/2008

Ouvir as músicas e as histórias sobre a vida de Siba serve de combustível suficiente para a imaginação se apoiar em vários estereótipos, enquanto a mente se diverte formulando como deve ser a imagem desse recifense que decidiu morar na Zona da Mata Norte para extrair sua música direta da fonte. Na verdade, ele se confunde fácil na multidão. Mesmo naquela concentrada na livraria Cultura, onde ele passeia de boné verde, bolsa, camisa de botão e tênis. Toma café e atende com sorrisos aqueles que o reconhecem, enquanto pesquisa os livros expostos.

Siba Veloso, um dos criadores do Mestre Ambrósio, desfruta de uma certa tranqüilidade que é almejada por muitos músicos. “Toda vez que dou um passo, o mundo sai de lugar”, seu segundo disco solo, já na primeira semana de lançamento teve respostas de todos os principais jornais do Brasil. Todos na primeira página do caderno de cultura, alguns destacando que aquele era o grande lançamento do ano de 2007. “Minha vitória”, reflete o músico, “é o nível de diálogo e questionamento que consegui atingir dessa vez com a imprensa. Antes tinha aquela busca do velho contra o novo, elétrico contra acústico, estereótipos superficiais, e o tom da minha conversa com eles agora é de questionamento justamente disso”.

Entender sua música é conhecer um pouco de sua história. Assim com hoje sua imagem se mistura na multidão, na adolescência Siba poderia ser confundido com qualquer garoto comum. “Não sei dizer muito bem como, mas aos 15 anos comecei a me interessar por rock. Sempre ouvia muita música em casa, do Quinteto Violado a Alceu Valença, MPB em geral, até discoteca dos anos 70. Tinha ainda meu pai que gostava muito de cantoria de viola, sempre tive essas referências sem conflito”, lembra, “mas ai me envolvi com o rock.  Tocava guitarra, ouvia Led Zeppelin, Black Sabbath, tive várias bandinhas de garagem que nunca se apresentaram”.

O começo com a música veio bem mais cedo, quando a mãe o matriculou na escola de música do Colégio São Bento. “Mas era coisa de criança, durou uns sete anos”, explica Siba, “foi involuntário, mas me dei super bem”. Ouvindo Jimmi Hendrix por dois anos, ele aprendeu a procurar novas referencias sonoras. “Até os 20 anos nunca tinha ouvido jazz, mas ele me abriu muito a percepção. Passei a ouvir reggae, música pop africana e isso foi muito importante para mim, porque era uma música tradicional se renovando, com referencias do rock e da música cubana”, conta.

Aos poucos, Siba encabeça o modelo ideal de identidade de um modernismo tardio, estudado por Stuart Hall na fundação de seus estudos culturais. Nesse caso, sua identidade cultural não é centrada na localidade, mas em sua mobilidade por várias camadas de produção estética. Siba absorve, para depois reproduzir e transformar um ambiente urbano que está em constante movimento. Como um retrato de um cidade que tem, pincelado por cima, uma tela transparente de elementos regionais. E ele move essa tela, reconfigurando o cenário da maneira como acha coerente.

Toda essa negociação acontece de maneira instintiva. “Cheguei na Zona da Mata Norte por acaso, no final da década de 80. Fui acompanhando um pesquisador norte-americano, trabalhei um ano com ele na região, mas quando ele foi embora eu fiquei”, recorda o músico. Do envolvimento, ele absorveu a referencia que usaria em 1992 ao formar a banda Mestre Ambrósio, que teve com principal importância a aproximação de um público completamente jovem ligado a música pop e rock a ritmos realmente regionais, como o forró. Parecido com o que a Nação Zumbi fez com o maracatu, mas de uma maneira menos pop e com ritmos que carregavam muito mais estigmas.

“A gente sabia que estava fazendo parte de algo maior, isso que é chamado de manguebeat, que estava fazendo uma transformação local fortíssima, porque de repente pela primeira vez as pessoas aqui se reconheciam com um som feito no lugar”, lembra Siba. “Era possível fazer algo aqui e partir para fora, estávamos abrindo uma porta que não deveria ser fechada. Quando chegamos em São Paulo, víamos surgir novas bandas como Chão e Chinelo e o Cordel do Fogo Encantado, que só foram possíveis porque o Mestre Ambrósio quebrou aquela barreira”. Mas, antes de soar polêmico, explica, “não é que elas existam por causa do Mestre, mas a gente quebrou um lacre, sabíamos que tinha uma contribuição nossa ali”.

O Mestre Ambrósio começou como um grupo de estudo para os integrantes. “Tocávamos rabeca, baixo, pandeiro, tocávamos cavalo marinho, estudávamos toadas, forrós, depois entrava com gaita, sempre juntando as coisas, meio de improviso”, conta Siba. Uma maneira de reunir tanta informação que era trazida por membros de identidades distintas. “Eu tinha um envolvimento direto com a escola da tradição, Mauricio (Alves, percussionista) vinha de uma família de ubanda e candomblé, Hélder (Vasconcelos) era um cara que pesquisava muito, comprava discos, todos estavam num processo de assimilar”.

Tantas referências construíram duas bandas que, ouvidas de perto, funcionava como duas. Mesmo depois do primeiro disco lançado, o Mestre Ambrósio (o nome vem de um personagem do cavalo marinho, uma variação do bumba meu boi), era elétrico e acústico. “Eu meio que puxei a banda para que fizéssemos uma síntese, esse que seria o grande lance, com o baixo no forró, a guitarra no maracatu”, recorda Siba. O resultado mais ideal disso consegue ser conferido no álbum “Fuá da Casa de Cabral”.

Paralelo a história da banda, que estava com contrato assinado com a multinacional Sony (“nunca encontramos um equilíbrio entre o que eles queriam fazer e nós”, lamenta), Siba continuava envolvido com a Zona da Mata Norte. “Eu tinha uma inquietação de fazer parcerias musicais lá, porque o que eu sempre gostei de cantar mesmo foi maracatu, essa era minha onda mesmo”, lembra o músico. Em 1996, ele passa a avisar a banda que, em um ano, iria até a Mata Norte fazer esse trabalho, “mas que não tinha a ver com terminar o Mestre Ambrósio ou sair dele”, garante.

Passados seis meses, ele decide não voltar. “A banda continuava, as vezes eu até pagava passagem para ir fazer um show, mas outros conflitos levarem o grupo ao fim logo depois”. O Mestre Ambrósio encerrou em seu maior momento. “Aparecemos em todos os programas de TV, com exceção de Xuxa e Faustão, era reconhecido na rua, as pessoas paravam para dizer como nossa música tinha afetado elas. Um assédio constante, mas leve”. Siba chegou a achar que sua carreira não iria tão longe após essa fase.

De volta a estaca zero, ele contava (e cantava) agora com os músicos da Mata Norte, que nunca haviam feito turnê e só tocavam juntos a três meses. “Não sabiam nem o processo da passagem de som antes do show”, recorda. Situação inversa do que acontece hoje, cinco anos depois dessa história. “A Fuloresta (como chama sua banda) poderia ter dado muito errado, gastei toda minha grana que ganhei em São Paulo, mas consegui tecer uma rede legal de parceiros”, e comemora afirmando que “chegamos no ponto máximo que queríamos”.

Assim como o processo criativo de Siba não obedece a regras geográficas, sua circulação também atende processos distintos. A Fuloresta faz poucos shows no Recife, no reflexo de uma cidade de poucos contratantes, mas tem várias apresentações na Europa. “Faz-se um certo exagero sobre isso, porque na verdade, lá o que fazemos é ocupar um espaço específico de mercado. A gente não toca na rádio, não aparece na TV, ninguém sabe quem a gente é na Europa”, explica. “Mas existe um mercado para música do mundo inteiro lá, com vários festivais interligados, chegando até a Rússia, que contam com selos e rádios independentes. Dentro desse circuito sim, temos um trabalho significativo”.

Apesar do pouco anseio pelo universo pop, Siba tem consciência de que sua música se comunica com diferentes representações culturais.  “Esse meu trabalho novo tem um som que se tocar no rádio, não vai incomodar ninguém. É uma linguagem que o cortador de cana entende e que um engenheiro entende. Essa é uma busca minha como artista”, se defende, mas admite, “só que nunca vai tocar. Porque esse problema das rádios é um problema muito potencial que ninguém nunca quer tocar”.

Siba trabalha esses conflitos junto a uma necessidade de refinar as políticas culturas de Pernambuco, ao mesmo tempo em que se preocupa em definir os rumos da carreira. “Cada disco é um conceito, estou fazendo um agora só com rabecas [instrumento que quase não aparece no atual trabalho] com Roberto Correia, violeiro de Brasília. Também um trabalho mais elétrico, com uma viola elétrica que adaptei. Tudo como projeto solo mesmo”, adianta.

Matéria publicada originalmente na revista Continente de janeiro de 2008

Written by Bruno Nogueira 2 Comments Posted in Reportagens Tagged with Entrevista, Manguebeat, Mestre Ambrosio, Recife, Siba 11/12/2007

Banda guerrilheira de Curitiba (PR), o Terminal Guadalupe completa cinco anos com algumas ações que deveriam se transformar em cartilha para o mundo independente. Estão produzindo o projeto TG apresenta, levando bandas de fora para tocar na capital do Paraná, liberaram toda a discografia – três álbuns – para download no Trama Virtual (você pega de graça, eles ganham uma grana) e o novo trabalho “A Marcha dos Invisíveis” ainda foi lançado em pendrive e SMD (formato mais barato, com o disco vendido por R$ 13 com encarte-revista).

Todas essas ações não preenchem metade do ar profético de que a Terminal Guadalupe é uma banda que veio para provocar profundas transformações no pop nacional. Esse mérito recai todo em canções viciantes como “Pernambuco Chorou” e “Cachorro Magro“, que revela a poesia de desilusão política e social do excelente letrista e vocalista Dary Jr. Ruídos da década de 80 fazem fusão cristalina com uma sonoridade mais contemporânea, apontando direções para o que já deveria ser definido com música de nosso tempo. Disponível no www.tramavirtual.com.br/terminal_guadalupe.

Com Areia
Além de baixista do Mundo Livre S/A, Areia também investe o tempo livre como compositor e produtor. Entre os shows da banda, ele se ocupa com o disco de Cássio Sette, que ganhou fama nos anos 90 do Recife. Uma prévia desse trabalho vai poder ser conferida em primeira mão no pólo Vigáro Tenório no dia 19. Cassio canta músicas de Ave Sangria, do Mundo Livre e do próprio Aréia.

Agenda
Três programas imperdíveis para o fim de semana, começando na sexta-feira: a maratona-rave com 24h de música erudita, acompanhada por DJs e VJs da Europa, de graça, na programação do 10º Virtuosi no Teatro de Santa Isabel. A primeira oportunidade de conferir o primeiro show do novo disco de Siba, na Torre Malakoff, na programação promovida pela Fundarpe. No mesmo palco / evento, a dobradinha histórica entre Véio Mangaba e a banda Devotos.

Written by Bruno Nogueira No comments Posted in Coluna Tagged with areia, devotos, Mundo Livre, Siba, terminal-guadalupe eu-7283531 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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