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26/04/2010

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Andrio, vocalista e guitarrista do Superguidis, nem sabia o que eram os Trending Topics do Twitter quando o terceiro disco, homônimo, da banda foi lançado. Mas assim que as músicas “vazaram” em MP3, logo após o selo brasiliense SenhorF divulgar um link apenas para jornalistas, a banda gaucha se transformou naquele dia em um dos assuntos mais comentados da internet brasileira. Agora, no dia 20 de março eles preparam o primeiro show de lançamento e correm o risco de, com a divulgação gratuita promovida pelos fãs – encontrar um público na linha de frente do palco que já sabe cantar todas as músicas sem errar a letra. Coisas de tempos modernos, que também promoveram rapidamente o quarteto a status de “poetas da geração twitter”.

Decorar as músicas não vai ser o trabalho mais difícil dessa turma. Os Guidis continuam uma verdadeira maquina de hits e, algumas músicas do novo repertório já possuem efeito instantâneo de repeat-mental (a resenha com as opiniões do Nagulha chega na terça-feira). Enquanto o Superguidis prepara o começo dessa nova turnê conversei com eles sobre cachês, ambições e o futuro da banda para o portal Nagulha. Quem respondeu foi o próprio Andrio, que também é quem escreve boa parte das músicas.

Como foi que as músicas nasceram? Mudou algo na maneira da banda trabalhar as composições com esse disco?

Andrio – Vou falar por mim, tá? Acho que não mudou. O que mudou foi a minha rotina de vida e isso respingou nas músicas, obviamente. Ah, talvez
algo tenha mudado: dessas minhas composições, a maioria senão todas nasceram primeiro com a melodia, depois com a letra. Antes, vinha tudo junto.

Como é que está a carreira de vocês até agora? Todo mês tem show? Estão fazendo uma média de quantos shows por mês?

Andrio – pois é, vamos ter que começar a contar, eu acho…a partir deste primeiro show de lançamento do disco (20/03). Este ano a média felizmente vai ser bem grande! recorde na carreira guidiana.

As referências sonoras da banda parecem ter mudado pouco nas músicas. Qual foi a trilha sonora da banda durante a gravação? Alguma coisa influênciou?

Andrio – eu tava ouvindo muito Dinosaur Jr, e nos intervalos das gravações botava uns clipes do Type O Negative no YouTube!! Adoro esses caras!

O primeiro discou colocou e o segundo firmou vocês no mapa dos festivais, onde vocês pretendem chegar agora com esse terceiro trabalho? Quais as ambições dos Guidis?

Andrio – tocar em quantos lugares der para tocar: do microfestival de ”Itapesseringa” ao palco do VMB (a nível de Brasil, hahah…tem coisa no exterior que nos interessa também).

Recentemente, uma entrevista polêmica do vice-presidente da Abrafin no blog O Inimigo disse que o cachê dos festivais é menos importante para as bandas, que ganhariam mais em exposição. Funcionou assim para vocês? A banda já tocou de graça e, se já, teve retorno por causa disso?

Andrio – Sim, nas primeiras investidas fora da tua praça o cara não pode (nem tem cacife para) chegar chegando. E tivemos um ótimo retorno só em empatar as contas (ou até tirando do próprio bolso), na tour do segundo disco.

Pela experiência de vocês, já tendo tocado em várias cidades, festivais e casas noturnas, o que estão achando desse momento atual (2009 para cá) da cena independente? Tá bom / ruim / o que precisa melhorar?

Andrio – Acho que tá bem articulado! E o mais importante, se estendendo (caso de Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo…exemplos do
RS). Temos transitado legal por essas cidades…vamos ver como tão as coisas aí pra cima, agora, já que em 2009 não demos muito as caras.

Costumam falar que a música é mais auto-sustentável no Rio Grande do Sul, com mais rádios tocando músicas locais e um circuito próprio de shows. Isso procede? Dá para viver de música por ai? Ailás, vocês estão vivendo de música ou todo mundo tem outro trabalho?

Andrio – acho que procedia no fim dos anos 1990/início dos anos 2000. Têm algumas rádios legais aqui, mas as grandonas ainda tão naquele esquemão blockbuster, metendo goela abaixo o que julgam ser boa música pro público, total tirando-o para besta. Eu posso dizer que vivo de música, por
trabalhar numa produtora de áudio (jingles, trilhas) para comerciais de mídias diversas. É divertido pacas. Mas no geral, todos trabalhamos e estudamos.

Muita gente diz que o Superguidis tem potencial de ir além dessa cena por cantar em português e pelas boas harmonias. Vocês topariam entrar numa gravadora grande, como fez o Vanguart? Acham que isso faria diferença?

Andrio – Gravadora? Existe isso? Agora falando sério, a gente acredita muito neste caminho que estamos trilhando, e que já nos rende ótimos frutos (porra, estávamos nos Trending Topics do twitter, e eu mal sabia o que era isso…hahahah). Temos o pé no chão, diria que enraizado nele. No momento, só há esta alternativa pra continuar a fazer música autoral de qualidade e de conteúdo, consolidar carreira, saca?

O selo de vocês, o SenhorF, é conhecido pelas boas relações com artistas e produtores da América Latina. Esse é um mercado possível para o Superguidis? Vocês pensam em fazer turnês maiores passando pelos paises vizinhos?

Andrio – Muito! As temporadas na Argentina e no Uruguai foram espetaculares. E mais: acho que até a fronteira ibero-americana tá se abrindo…o céu é o limite, heheh!

Já tem banda nova que nasce tocando cover dos Guidis. Vocês já são referência para uma nova geração. Para quem está começando banda agora inspirado em vocês, qual é o conselho que vocês deixam?

Andrio – Pois é doido isso né? Tá loco, quem sou eu pra dar conselho, amigo? Melhor ouvir os “conselhos que vos deixo” do Bruno Aleixo, no YouTube.

Written by Bruno Nogueira 6 Comments Posted in Blog Tagged with Entrevista, superguidis 21/05/2009

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Depois do encontro entre Pata de Elefante e Macaco Bong, tocando juntas no mesmo palco, outro mashup entre independentes acontece no Rio Grande do Sul. O Beco 203 estréia o projeto Liquidificador, convidando as bandas Walverdes e Superguidis para a primeira noite. O esquema é simples: cada banda vai tocar um disco inteiro da outra. No final, se juntam para formar uma super banda.

Duas grandes bandas. Acho que isso vai ser histórico. Bem que podia rolar um registro desse show, nem que fosse daqueles gravados direto da mesa de som, hein? Quem quiser ir, cola aqui, que tem todas as informações.

Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with superguidis, Walverdes 03/03/2009

Enquanto o disco novo do Superguidis não sai, a banda lançou essa semana uma versão acústica da “Aos Meus Amigos”, que vai estar no repertório do terceiro álbum, que sai mais uma vez pelo selo SenhorF. O registro é caseiro – e não nos estúdios Daybreak, de Phelipe Seabra, onde as músicas foram gravadas – e está para download logo abaixo. Ainda sem nome, o novo dos Guidis também vai sair na Argentina pelo Scatter Records.

Written by Bruno Nogueira 1 Comment Posted in Blog Tagged with superguidis 23/01/2009

Uma das banda gaúchas mais queridas, a Superguidis, está em estúdio terminando o próximo disco. O sucessor do controverso (uns amam, outros não) A Amarga Sinfonia do Superstar também será produzido por Phelipe Seabra e, até agora, deve se chamar Todos Mudam. E eles estão blogando todo o processo para quem quiser acompanhar. A leitura é divertida e cheia de vídeos que dão dicas de como serão as próximas músicas. No que depender da empolgação deles, vem coisa muito boa por ai. Dá uma olhada:

“Meu, vocês não tem noção da quantidade de equipamento q tem aqui… pra ter uma idéia foram usados 13 canais de gravação só para a bateria!!!! quer dizer, tinha um microfone em cada peça e mais três pegando a sala e o bumbo… é lindo!!!”

“Além disso, também gravamos sessões de violoncello e violino com emuladores digitais bem convincentes. Mas claro, o objetivo não é enganar a torcida, mas sim “dar aqueeela encorpada” junto com os sons orgânicos de cellos e violinos DE VERDADE, que serão gravados em breve”

Vale a pena a visita. A maioria dos posts são vídeos 🙂

Written by Bruno Nogueira 1 Comment Posted in Blog Tagged with superguidis 28/10/2008

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Essa é a capa do CD tributo ao Mudhoney que a Monstro vai lançar como parte da comemoração dos 10 anos da gravadora e em homenagem a banda que influenciou 11 em cada 10 de seus artistas. Mas também tem música de gente de fora, como a baiana Pitty e os potiguares Sinks. Falei com eles para disponibilizar pelo menos uma faixa aqui… Vamos ver se rola depois da correria do Noise 🙂

A arte ficou ficou incrível, assinada por Márcio, do Mechanics. No set, o vereador canta Here Comes Sickness. Aliás, olha só quem canta o que:

1 – Walverdes – Suck You Dry
2 – Ambervisions – Touch me, i’m sick
3 – Detetives – El Sol q Ciega (blidding sun)
4 – Macaco Bong – You Got It
5 – Autoramas – In’n’out of grace
6 – MQN – Poisoned Water
7 – Lucy and the Popsonics – Well Well Song (generation spokesmodel + fashion forecast)
8 – The Dead Rocks – March to Fuzz
9 – Vamoz – Pokin Around
10 – Mechanics – Here Come Sickness
11 – Pitty – If i think
12 – Holger – No Song 3
13 – Superguidis – Into the Drink
14 – AMP – Thorn
15 – The Sinks – Who you driving now
16 – Motherfish – Real Low Vibe
17 – Debate – Good Enough

Written by Bruno Nogueira 5 Comments Posted in Blog Tagged with Ambervisions, Amp, Autoramas, Dead Rocks, Debate, Detetives, Holger, Lucy and the Popsonics, Macaco Bong, Mechanics, Monstro, Motherfish, MQN, mudhoney, Pitty, superguidis, The-Sinks, Vamoz, Walverdes eu-1048713 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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