Tim Festival | Pop up!

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05/03/2009

O Tim Festival acabou. Certa vez, um amigo me falou que me achava um xiita da cena independente. E agora eu começo a pensar que ele talvez tenha um pouco de razão, já que a notícia acabou me dividindo um pouco entre tristeza e alegria. Eu cheguei a fazer cobertura das edições de 2006 (quando tirei essa fotinha ai de cima) e 2007, e vi alguns vários shows internacionais lá que, na época, acho que teria sido impossível de ver. E essa é a tristeza nesse final. Mas uma tristeza light, já que, nos últimos três anos, cada vez mais bandas de fora vieram cá através de outros festivais corporativos.

A felicidade é um tanto maldosa. Fica pela constatação de um discurso dos festivais independentes que foi tanto críticada no passado. A de que as grandes corporações não se importavam tanto com a música quanto parecia (a Tim também cancelou o seu prêmio). E enquanto eventos como o Goiânia Noise e Abril Pro Rock enfrentam diversas crises, seguem perto de completar duas décadas de existência. E o Tim engrossa o coro do Claro Q é Rock e vários outros festivais corporativos que com muita sorte passam de cinco anos.

Fica a esperança que a Dueto Produções (que fazia o evento) e Monique Gardenberg (a produtor a frente do festival) encontrem outros patrocínios. Elas já adiantaram que, para este ano, ficou totalmente inviável ter um festival.

Written by Bruno Nogueira 6 Comments Posted in Blog Tagged with crise, Tim Festival 24/10/2008

E o Cérebro Eletrônico, que aparece quase pouco comentado na programação deste ano do Tim Festival, aproveitou a escalação para lançar um novo EP. “Pareço Virtual” tem músicas do disco Pareço Moderno, além de uma faixa ao vivo e três remixes. Um deles assinado pelo sempre celebrado Guab para a música que dá nome ao disco. Quem quiser baixar, fica o link:

Written by Bruno Nogueira 1 Comment Posted in Discos Tagged with Cérebro Eletrônico, Discos, Tim Festival 06/09/2008

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Essa semana saiu a programação do Tim Festival e acabei esquecendo de postar aqui. Tá vendo esse cara ai da foto? Pois é, você não vai ver ele, nem a banda dele, lá. Nem vai ver nenhuma banda que realmente preste. Por isso eu vou fazer esse favor para você e não dizer o que vai ter no festival esse ano. Você pode deixar a preocupação de lado e ser feliz, porque pela metade do dinheiro que pagaria para ver a assustadora escalação do Tim, agora você pode ir ver esse cara ai da foto… e o restante do Jesus and Mary Chains que toca junto com ele no Planeta Terra.

Os ingressos começaram a vender nesta sexta-feira. Já comprei o meu. O primeiro lote não esgotou, mas teve uma pausa nas vendas que retorna dia 12 próximo ainda por R$ 60 a inteira.

Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with Planeta Terra, Tim Festival 14/07/2008

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Alguns dos principais festivais do segundo semestre que ainda não fecharam a programação já começaram a divulgar algumas atrações principais. Essa chegou hoje e é nível “parem as maquinas”. Marcelo Camelo faz sua estréia solo, acompanhado pelo Hurtmold, no Recife. Ele é o primeiro grande nome nacional anunciado pelo No Ar: Coquetel Molotov. O festival será nos dias 19 e 20 de setembro no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco. Além deles, mais três suecos: Peter Bjorn and John, Club 8 e Shout Out Louds. A programação final tá perto de sair. Teve até uma banda indicada por mim, legal isso. 😛

Quem também mandou novidades foi o Mada. O festival de Natal vai ter show do Motossiera – a banda estava desativada, o que só deixa a notícia melhor ainda – e o americano Josh Rouse. É um folk bem pop, agradável na primeira impressão. Eu nem conhecia… fui ouvir só por ter sido anunciado. Já tem quase tudo divulgado, anota ai: Seu Jorge, Pato Fu, Lobão, Cordel do Fogo Encantado, o Rappa, Curumin, Mallu Magalhães, Sweet Fanny Adams, Poliester, Falcatrua, Brand New Hate, Lunares, Síntese Modular, Rosa de Pedra, Poetas Elétricos, Barbiekill e Macanjo.

Enquanto isso, o Tim Festival começa a ficar interessante. Minha banda favorita desse ano, a MGMT, foi confirmada na programação. Além deles, The National, Gogol Bordello e Paul Weller são oficiais. No palco jazz, Carla Bley e Esperanza Spalding. Não oficialmente, falam ainda de Klaxons e Gossip.

Written by Bruno Nogueira 4 Comments Posted in Blog Tagged with Barbiekill, Coquetel Molotov, Cordel do Fogo Encantado, Curumin, Gogol Bordello, invasão-sueca, Lobão, Los Hermanos, Mada, mallu magalhães, Marcelo Camelo, MGMT, Pato Fu, Paul Weller, programacao, Rappa, Sweet Fanny Adams, The National, Tim Festival 28/10/2007

Vou fazer um post só com fotos depois.

Pela programação, o segundo do dia do Tim Festival era muito mais caído. Era apenas um palco com dois shows, o restante era “oba” para segurar o público até de manhã. Um monte de DJs em três lugares diferentes, além do momento World Music que todos os anos faz a piada interna da produção, já que são shows assistidos apenas por eles, um punhado menor de jornalistas e convidados. Isso não quer dizer nada, claro. Afinal, foi exatamente dessa maneira que rolaram os shows do Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê em edições passadas. Mas eu particularmente acho que o palco Jazz já basta como excentricidade para o evento.

Juliette Lewis começou a tocar bem cedinho com sua banda the Licks. Ela foi bem populista na apresentação. Parava entre as músicas e dizia “vai, tira uma foto minha agora” e fazia uma pose, depois repetia a cena, ou então mostrava o traseiro para o público (coberto pela calça, claro). Não bastasse, ainda rolou um momento bandeira do Brasil, onde ela estendeu uma bandeira que jogaram no palco. Só para constar, também jogaram uma bandeira para o Arctic Monkeys, que nem se deu o trabalho de olhar para ela. Acho mais digno.

Acho que sim, isso desmerecesse o show de Juliette and the Licks. É fácil chegar com a pose de quem diz ao público “esse é um show sem hits”, quando não se é conhecido ainda. É enganação dizer que não escolheu as músicas mais famosas, quando elas sequer existem. O rock da banda é instigante – pior ao vivo que no CD – e bem modesto. Mas no palco, a Mallory Knox de Assassinos por Natureza ainda é mais atriz que cantora. E como os Paralamas cantaram certa vez, “a vida não é filme e você não entendeu”.

Se tivesse que dizer qual foi o grande momento desta edição do Tim Festival, eu diria que foi o show do Killers. Ninguém na sala de imprensa previa o que estaria para acontecer quando a banda subisse ao palco. Catarse do ano e o vocalista Brandon Flowers quase não precisou cantar. De ponta a ponta, só com hits, o público não deu sossego a garganta por um segundo. Em certas horas, parecia que a estrutura do lugar inteiro viria abaixo de tanto que tremia.

O clima funcionou de moeda de troca com a banda. Brandon Flowers era um grande frontman e se tocou que tinha todos sob controle. Por isso subia nas caixas de retorno, fazia mil poses, corria, parava de cantar para os outros continuarem. Lembrei inevitavelmente de uma vez que discotequei na festa Nave, em Salvador e toquei Killers com o som baixinho, a galera cantando tudo no talo. Eles foram a única banda que decorou o palco com um tema de disco novo, usando uma grande bandeira com o nome “Sam’s Town” de fundo. Levei um tempo para me dar conta que um treco no centro do palco que parecia uma arvore de natal era na verdade um piano.

Enquanto isso…
A segunda noite efetiva terminou bem cedo. Eram apenas 23h e a zona de circulação esta completamente lotada de pessoas esperando pela festa final. O segundo palco, com o Projeto Axial, estava quase que completamente vazio. Só foi mudar de situação perto do show de Neneh Cherry. A demora para a festa final começar ajudou a bombar ainda mais o lugar. Tinha gente chegando aos montes, com uma fila gigantesca, ainda às 2h da manhã.

Mas meu vôo de volta era muito cedo, por isso zarpei do lugar.

Written by Bruno Nogueira No comments Posted in Blog Tagged with juliette-lewis, the-killers, Tim Festival eu-5561370 Jornalista, professor, pesquisador e pai. Música, mídia, redes sociais… e boa gastronomia! 🙂

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