Volver | Pop up!

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Volver ao vivo no Festival de Inverno de Garanhuns. Foto de Rafa Medeiros

O segundo disco da Volver, “Acima da Chuva”, foi definitivamente um marco na carreira da banda. Depois dele os integrantes se mudaram de Recife para São Paulo e aumentaram a campanha nacional que, após fazer o circuito completo dos independentes, culminou em uma apresentação no gigante SWU. Agora eles estão de volta a Recife e já na produção do novo álbum que deve se chamar “Próxima Estação”. Ele vai ser gravado em parceria com a faculdade AESO, que tem um curso de produção fonográfica, e produzido por Leo D, que já trabalhou com a banda antes. O lançamento será pelo SenhorF.

Todo o processo está sendo registrado em um blog. O vocalista Bruno Souto já adiantou lá que a idéia para “Próxima Estação” é “mais canção e menos firula”. Já é possível ver uma previsão das 12 faixas – sendo uma delas uma versão acústica para que dá nome ao disco – e sentir um pouco do clima que vem por ai. “canções novíssimas, outras nem tanto, que traduzem (ou tentam) nosso momento, nossas saudades e expectativas. Retratos e leituras de muito do que experimentamos em um passado recente e a fome de um futuro que desejamos que seja, simplesmente, nosso”

“Acima da Chuva”, segundo disco deles, é o campeão de downloads aqui no Pop up. Quem não baixou ainda, baixa aqui ó.

A banda Volver, que está em temporada em São Paulo, marcou de tirar novas fotos de divulgação no Masp. Entre um clique e outro, chega um monte de mulherão no lugar, acompanhadas por uma equipe da Rede Globo. Resultado, o vocalista Bruno Souto é chamado para compor um juri popular no local para as Musas do Brasileirão, o repórter ainda dá uma canja da banda e, na edição final, usaram uma música deles como trilha da matéria. Acabaram ganhando uma divulgação espontânea em um dos programas de maior audiência do canal.

Durante essa primeira passagem da Volver pelo sudeste do país, a banda foi parar no ótimo Música de Bolso, um site que tem uma proposta similar ao francês Les Concerts a Emporter do La Blogotheque. Ele mostra os artistas nas ruas da cidade, tocando sua música com arranjos novos e em clima acústico. Para quem não conhece, é recomendadíssimo. Talvez uma das coisas mais legais feita com música hoje na internet.br. Além da Volver, Julia Says, Eddie e China são outros recifenses que já estiveram lá. Tem ainda Rubinho Jacobina, Marcelo Camelo, Móveis Coloniais de Acaju entre outras, que já formam 90 episódios.

O encontro entre Bruno Souto, da Volver, com Tagore, da The Keith, parece tão óbvio que levanta a pergunta de porque não aconteceu antes. O New Folks é um projeto que os dois acabam de lançar de forma incrivelmente despretenciosa. Gravaram voz e violão, com alguns efeitos aqui e ali e subiram quatro músicas no MySpace (com uma centena de fotos, de quebra). Coincidência ou não, começou no Microfonia, festival que revelou a banda de Bruno em 2004 e, agora, também a de Tagore.

São músicas escritas e cantadas pelos dois. Tem uma cara mais própria quando Tagore canta, já que a voz de Bruno Souto é característica demais, deixando impossível não associar a outras músicas da Volver. E, apesar de toda a desprentensão, eles registraram talvez o maior grito de independência da geração de bandas dos anos 2000, batizado como Mangue Beatle. Já deixo avisado que é viciante.

A letra fala de um cara que não é caranguejo, “meu gosto é bem melhor”, nem é salvação. E reafirma a crítica que vem dos anos 90 para cá, quando o sujeito da canção diz “sou playboy tipo burguês, fui para londres e canto em inglês. Eu vou na contramão”, mesmo sabendo que o desprezo é maior. Mas a sequência, que por mim já está eleita como a melhor do ano, diz assim “o mangue é todo teu. Eu não consigo viver nessa lama com você”. Logo abaixo dá para ouvir e também baixar:

The New Folks – Mangue Beatle
[audio:newfolks.mp3]

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Saiu a programação do Abril Pro Rock. Este ano, pela segunda vez consecutiva, o festival teve curadoria das bandas independentes feita por mim e por Guilherme. Tem algumas diferenças grandes da edição passada que eu queria comentar. A primeira é a quantidade de bandas que diminuiu. Em parte, reflexo da falta de um grande patrocinador que ajude a pagar as contas. Mas também reflexo do formato maratona que foi muito mais cansativo que o normal em 2008. Ficou a sensação que a “oportunidade para as bandas” era má aproveitada no corre corre.

Então este ano está mais enxuto, o que considero positivo. Também tem menos nomes inéditos. Acho que, agora, com tantos outros festivais na cidade (são pelo menos outros oito no Recife), me parece que a função do APR seja de legitimar quem tem passado por ai, muito mais que simplesmente apresentar. Bandas mais novas tem oportunidades agora de estrear em palcos tão bons quanto, mesmo que com a repercusão menor. Então, com isso em mente, lá vai:

17  de Abril (sexta)
Motörhead (Inglaterra)
AMP (PE)
Decomposed God (PE)
Black Drawing Chalks (GO)
ATRAÇÃO A SER ANUNCIADA

18 de Abril (sábado)
Marcelo Camelo (RJ)
Heavy Trash (EUA) – Banda de Jon Spencer e Matt Verta-Ray
Móveis Coloniais de Acaju (DF)
Mundo Livre S/A (PE)
Retrofoguetes (BA)
Volver (PE)
Vivendo do Ócio (BA)
The Keith (PE)
Candeias Rock City (PE)
ATRAÇÃO A SER ANUNCIADA

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