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Bobagens em geral :P

E lá se foi o otimismo

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A abertura do FIG foi ok. Bonita, com fogos, cerca de 30 mil pessoas e uma homenagem a Luiz Gonzaga que acabou um pouco esquizofrênica. Ramificações demais do que o forró criou, distribuidas de maneira um tanto irregular, fez o público sentir o frio da noite de tanto ficar parado. Uma hora vinha uma música rápida, animada e quando estavam todos no ponto, esfriava com uma melodia lenta e, quase sempre, meio triste. A diversão foi mesmo ver todas aquelas figuras se encontrando num grande evento. Mestre Camarão e Azulão foram os melhores.

Numa terra quente como Pernambuco, o frio sempre tem um clima místico nas pessoas. A temperatura não baixou dos 16 graus ontem, mas era comum ver gente andando como se estivesse no ártico. Luvas, cachecol, sobretudo, gorros, tudo ao mesmo tempo. Eu caí na mesma e sai com meu casaco mais grosso. Antes das 23h já suava horrores.

Hoje cedo tive meu primeiro contratempo. Não existe Unibanco em Garanhuns, tampouco aqueles caixas genéricos Banco24h. Preciso pagar uma conta com tanta urgência que é capaz de que eu volte ao Recife só para fazer isso…

A programação não ajuda muito a melhorar o humor. No palco principal tem Jorge Vercilo, no instrumental tem Beto Kaiser. As melhores opções são o Virtuosi, de música erudita, o palco Pop com Zé Cafofinho e Profterolis. Na mostra de filmes, no único cinema da cidade, tem também Fabricando Tom Zé. Só que tudo isso é na mesma hora.

Festival de Inverno de Garanhuns

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Acabei de chegar em Garanhuns, cidade a cerca de 230 km do Recife. Viagem bem longa. Teoricamente são três horas de carro, mas a van estava marcada para sair às 13h30. Com as paradas no aeroporto para pegar outros jornalistas e etc, estou completando uma jornada de sete horas seguidas. Cansado, ainda sem sentir frio e com fome. Começa hoje a 18a edição do Festival de Inverno, daqui. Fico 10 dias na cidade cobrindo shows em mais de 13 palcos, por isso vou liberar aqui o sistema de blog no Popup, com vários posts na mesma página.

Primeira boa surpresa foi chegar no mesmo hotel que estive ano passado e perceber que agora ele é todo wifi. Não preciso torrar grana com Internet ou esperar por filas em lan houses e salas de imprensa. Segunda boa surpresa foi um frigobar no quarto, que já estou planejando como preencher. A Internet é meio lenta. Comecei a baixar um disco – para testar, sério! =P – e o arquivo vem a 10kpbs. Com sorte, devo ser o único aqui usando a banda de conexão.

A abertura do festival é logo mais, na Esplanada Guadalajara – que recebeu cerca de 50 mil pessoas por dia na edição passada – com uma homenagem a Luiz Gonzaga. Algumas horas de forró para desestressar da estrada.

Té depois

Mudanças, por favor

Na última sexta-feira saiu o resultado do Funcultura, programa de patrocínio do Governo do Estado. Assim como o SIC, da Prefeitura, e o da Petrobrás, que é federal, continuam os projetos para gravar CDs de músicos e bandas, dos mais diferentes gêneros. O que é mais curioso, na hora de pedir dinheiro, é que todo mundo esquece o papo mais cansado hoje, aquele de “ninguém consegue vender disco, o CD não serve mais para divulgar um artista, a indústria de discos está em crise”. Quando estão com o entulho na mão, ou tendo que dar para os amigos, todos reclamam.

Seguem algumas sugestões de projetos mais interessantes para usar o dinheiro público. A digitalização dos acervos: hoje é quase impossível encontrar música de nossos antigos compositores. Até Luiz Gonzaga, que estava numa grande gravadora, não tem seus discos mais disponíveis. A criação de espaços: não adianta ter um CD gravado , se não tiver onde se apresentar na própria cidade. A criação de um escritório de exportação de artistas: ofício comum em qualquer outro país do mundo. Enquanto aqui, o interesse precisa ser do artista e não do governo.

Sem festa
Tenho que citar os Devotos aqui. “É mais um dia morto”. O dia mundial do rock passou sem nenhum show decente na cidade. A única comemoração foi uma palestra na livraria Saraiva. Gente sentada num auditório está longe, mas muito longe, de lembrar algo do espírito rock’n'roll.

Cinema
Daniel Radcliffe, o Harry Potter dos cinemas, disse numa entrevista recente que não conhecia nada sobre o Brasil. Só fez questão de dizer “mas adoro a música do Cansei de Ser Sexy“. Com a febre que os filmes do bruxo faz, capaz até da banda virar trilha sonora para quem é fã aqui. Tomara que sim.

Festival
O próximo evento no calendário da Abrafin será numa cidade vizinha. O DoSol, em Natal, vai ter shows de Matanza, Moptop, Cachorro Grande, Cascadura, Rock Rocket, além de bandas de todo Nordeste. Vale a pena começar a economizar para conferir de perto. Os detalhes estão no site www.festivaldosol.com

A maquina está em nós

Divertido, esse vídeo que esbarrei no YouTube. Conta em passos rápidos a mudanças da palavra escrita no hipertexto e como os conceitos se transformaram. Forma e conteúdo são diferentes. Com o Flickr, Youtube, blogs e feeds, a Internet não está mais conectando textos, e sim pessoas. Vídeos sobre previsões do futuro digital não são novidades, qual seu favorito?

Esse fim de semana eu assisti Transformers. É de longe o filme mais divertido dessas férias (Quarteto é bobo, Harry Potter parece ser um filme de transição, por isso é burocrático), junto a Ratatouille. Quando os Autobots se transformam parece um desespero apocalíptico. Barulho alto, metal indo em todas as direções e, da confusão, um novo conversível. O ponto negativo é que é muito “kid-oriented”, então espere um monte de lições, tiradinhas bobas e uma definição muito óbvia do que é bom e o que é ruim. A melhor cena, sem dúvida, está dentro desse lado mais infatil, quando os robôs estão todos em cima de uma antiga construção e Optimus Prime comanda “Autobots, let’s roll”, no que respondem “Autobots rolling”.

Quero um carro robô

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Amanhã tem coluna fria, mas essa semana ainda rola entrevista com a banda The Nation Blue, de hardcore, lá da Austrália, que estará em turnê com o Jason próximo mês. O Jason, você sabe, é a nova banda do Barba, ex-Los Hermanos.

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Eu disse que o LastFM ia turbinar mais o Popup. Vocês repararam na agenda ai ao lado? Vem direto de lá. Quem produz o conteúdo ai são vocês e não eu. Forma x Conteúdo x Texto x Pessoas… vocês viram o vídeo.

Dia mundial do…

Hoje se comemora, no mundo inteiro, o dia mundial do rock. Este ano, para mim, não é um dia feliz. Na terça-feira passada o meu cachorro, que se chamava Rocky, faleceu. Ele tinha 18 anos e eu praticamente nunca conheci vida sem ele.

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Hello, Paul here. In case you are interested, I made a record in january”. Não, eu não recebo emails do baterista do Franz Ferdinand. A introdução simpática foi no blog da banda no MySpace, avisando que ele agora tem duas bandas. A nova se chama Correcto! e é em parceria com um amigo que tem feito a abertura da turnê do Franz. Ouvi as músicas umas três ou quatro vezes… curti.

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Se alguém tem motivos para comemorar hoje o dia do roque é o MQN. Olha a capa da compilação deles que vai ser lançada na Argentina. Ten Long Years. A arte é de Diego Valle e marca a presença da banda em terras vizinhas, onde eles se apresentam no “Music is my Girlfriend” junto com o Superguidis. Apesar do nome, o CSS ficou de fora.

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Para brindar, ponho de volta aqui a música Cobra

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E o melhor vídeo do ano: Caminha com esses pães Rafael

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Vocês já ouviram o disco solo do John Frusciante, que é do Red Hot Chilli Peppers? Alguém mais achou que ele ouviu o Vamoz! em algum lugar e quis fazer igual? Compara ai, duas músicas:


Alguém ai também achou que ele ainda não descobriu como se faz?

 

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Meio tedioso pensar que a notícia mais legal do dia do rock é o lançamento do iPod dos Beatles. Vocês já viram? Tem várias fotos rolando pela Internet. Achei que a da RollingStone foi a mais legal. Além de amarelo, ele tem todas as músicas da banda. Devia ser novidade?

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Por falar em RollingStone, vocês já viram que esse mês tem a melhor capa de todas?

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