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Bobagens em geral :P

Festa Nave

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A melhor festa de Salvador é também a melhor festa do Nordeste inteiro! Palavra de quem já conferiu de perto. Nesta edição, os DJs anfitriões El Cabong e Janocide recebem discotecagem de Karine Alexandrino (CE), Bruno Nogueira (sim, eu), Jedernight e Lucas Albarn.

Saiba mais sobre a festa

Quando | 09 de junho

Onde | Boomerang – Salvador, BA

Quanto | R$ 15

Você só vive uma vez

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Pensou que fosse o novo disco do Strokes, né? Calma! Próxima terça-feira, a banda nova iorquina promete lançar um novo site, cheio de novidades, além de interface nova e etc. Nada de disco novo, por enquanto. Mas para não ficar só no meia-boca, terça feira estréia um novo clipe, todo em animação 3D, para a música You Only Live Once, do último disco do Strokes. Um disco que eu acabei aprendendo a gostar mais graça aos clipes. O original dessa música já é fantástico; enquanto o Heart in a Cage também está entre meus favoritos.

De toda forma, acho o First Impressions of Earth um disco infeliz. Até nos B-Sides. Já ouviram essa versão para Mercy Mercy Me com participação de Eddie Vadder, do Pearl Jam? Chatinha…

Alguém ai está acompanhando as notícias de Cannes? Como fã incondicional de Seinfeld, confesso que o que estou realmente curioso das estréias lá é o Bee Movie, que tem direção e dublagem do comediante. Mas essa semana, depois de tanto ler sobre Control, comecei a criar boas expectativas para a cinebiografia de Ian Curtis. Coisa que só aumentou depois de ver esse trailer.

Quero muito essa versão para She’s Lost Control. E tenho dito.

Você já deve ter lido no blog do Lúcio que o Arctic Monkeys está com uma data no Nordeste. Não precisa ser um mestre das charadas para concluir que se eles vão vir em outubro, então a apresentação lá será no Ceará Music, que acontece no mesmo mês. Mas o que você só fica sabendo aqui é o seguinte: fortaleza não será a única cidade do Nordeste com show da banda. Sabe qual é a outra? Sabe? Sabe? Fica atento ai =)

Da casa

Essa semana tive o prazer da companhia ilustre de Hélder Aragão, o DJ Dolores, para um whisky enquanto ouviamos  o novo disco dele, que vai se chamar 1 Real. Está em fase de finalização, não só das músicas como da capa, que é feita pelo próprio músico (para quem não conhece ainda a história, Hélder trabalhava como ilustrador antes dos samplers e fez a capa de todos seus discos). A prévia foi boa. As músicas estão com uma referência bem mais forte ao ragga, ao mesmo tempo que começam a formar uma identidade muito clara do DJ Dolores. Do tipo que você poderia ouvir em qualquer contexto, desavisado, que reconheceria a origem no ato. Coisa que eu sentia falta no disco anterior. Esse também é caprichado nas participações. Minha faixa favorita tem a voz de Silvério Pessoa, mas também cantam lá Tiné, Maciel Salú, além de Isaar, que já é da casa. Se não tiver contratempos, sai em setembro!

Falando em Pernambuco, acabei de voltar do show de Otto, encerrando a turnê Nordeste do projeto MPB Petrobrás. Otto, no Recife, ganha um sentido especial, diferente do resto do país. Só aqui ele é assistido por Bactéria (Mundo Livre), Ortinho, Fábio Trummer (Eddie), entre outros amigos com quem construiu a sonoridade da cidade na década de 90. E isso eleva a empolgação dele para a décima potência. Apesar de já ter visto esse mesmo show – do repertório do DVD MTV Apresenta – tantas vezes (de cabeça, conto logo assim umas cinco), o da quinta-feira no teatro da UFPE foi o melhor até agora. É um balanço entre sua fase mais junkie com a anterior, mais sóbrio. Nível certo de loucura para pular feito doido, se molhar, tirar a camisa e fazer zilhões de declarações sem noção do palco. Quem se divertiu mais foi a Jambroband, com metade do Cidadão Instigado, parte do Instituto, e da antiga Lamento Negro (banda que viraria mais tarde a Nação Zumbi). Poucos artitas brasileiras sabem armar sua própria festa particular no palco como Otto. A noite terminou com uma vontade a mais de conferir esse disco novo que, segundo ele, já está pronto.

Ah… e prometo que esse fim de semana acabo com o descaso que tive aqui com o site. Aguardem uma enchurrada de resenhas. =)

Gente Bonita

cidadao.jpgAlexandre Matias e Luciano Katalo levam a festa mais disputada de São Paulo, “Gente Bonita, Clima de Paquera” para o o Studio SP. Ainda rola show do Cidadão Instigado e, como DJ Convidada, Marisa

Conheça mais sobre a festa

Quando | 25 de maio

Onde | Studio SP – Rua Inácio Pereira Rocha, Vila Madalena, SP

Quanto | Pode ser até graça. Se liga no site!

Advogados da música

Descobri essa semana que eu deveria ter feito direito, e não jornalismo. Foi lendo um texto publicado no Pitchfork Media chamado “What do you look for in music writing?”. Tentando criar algum raciocínio sobre para que diabos serve a crítica de música numa época onde a gente muitas vezes baixa o disco antes do próprio cara que escreve, ele chega a conclusão que a principal função dos sites e blogs de música hoje são o de “advogar a música”. Tudo bem que o autor, Tom Ewing, tem as referências mais esquisitas (ele grava programas de rádio para a Disney e as redes norte-americanas da McDonalds), mas até curti a idéia.

Good music writing brings me to the music.
Good music writing shows me something new in the music.
Good music writing tries to start conversations, not stop them.
Good music writing excites me with its insights and ideas.
Good music writing puts a focus on the listener.

É quase um mantra!

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Mas deixando a conversa fiada de lado. Semana passada também apareceu na Internet a nova música do próximo disco do The Editors. Se você é daqueles que se sente mal por não ter vivido a época do Joy Division e New Order, é indispensável conferir. Confesso que só despertei para o primeiro disco da banda depois de muito tempo, e hoje está no top 5 riscos de vício iminente. Se escutar pela manhã, passo o dia sem me concentrar no trabalho.

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“The River Raid”, da banda pernambucana River Raid foi o disco mais legal que ouvi esse mês. Contra-cultura total das alfaias dos anos 90, numa época em que ninguém acreditaria que o Eddie trocaria a guitarra e a velocidade quase hardcore para fundar uma nova atmosfera musical. Como todos aqueles que não seguiram a trilha de Chico Science, o River Raid não durou mais que outras bandas vizinhas como o Supersoniques, que também achava que o mais legal era puxar a distorção de guitarra ao máximo.

Papo rápido com o guitarrista Giba por email

Como era tentar fazer um rock mais de guitarras e em inglês no meio da efeverscência do manguebeat?
Isso tem muito haver com as origens da banda… A gente se conheceu num festival de bandas do colegio em 95. Leo (baterista) estudava na mesma sala que eu e foi transferido para outra turma por causa da bagunça que ele fazia. Lá no outro andar ele conheceu Dudu e Toni que tocavam baixo e guitarra. Quando o colégio anunciou que procuravam atrações para o festival, Léo sugeriu que a gente se juntasse para tocar. O nosso som era rock. Influencias brasileiras, americanas e inglesas, mas era sempre em torno do rock, não fazia parte da nossa realidade alfaias e tambores. Apesar de gostarmos de CSNZ e Mundo Livre S.A., a gente se identificava mais com bandas como Supersoniques, Frank Jr, Jorge Cabeleira e Eddie (que era mais rock na época). Quanto à língua, na verdade nosso trabalho sempre foi em português, a idéia de ter músicas em inglês só veio em 2006 quando o produtor Felipe Tichauer (Miami) sugeriu que compuséssemos algumas músicas em inglês para “expandir os horizontes” argumentando que hoje há uma grande abertura no mercado latino e europeu além da facilidade que a internet proporciona, o que seria importantíssimo para viabilizar o projeto já que o mercado brasileiro não consegue sustentar seus artistas “rock”.

Vocês acham que o Recife tem hoje uma “cena” como tinha naquela época?
Na minha opinião a cena é o conjunto entre bandas, produtores e profissionais envolvidos, casas de shows e público. Pra mim ela está viva, só que é mutante, me parece que está mais profissional tecnicamente, só que as bandas são outras e o público também se renovou. Ainda há carencia de um espaço de pequeno porte acessível financeiramente ao público interessado e também mais envolvimento político.

Porque vocês acham que vale a pena lançar um disco? Ou melhor, prensar mil cópias de um?
O disco físico ainda é importante por “materializar” o projeto. Você entra no myspace hoje e vê artistas “virtuais” que muitas vezes fizeram sua música no computador, que não têm banda nem fazem shows. Nada contra, isso é até bem legal só que para quem quer mostrar o trabalho tocando ao vivo e ainda apresentar um trabalho que passecredibilidade a um produtor de eventos por exemplo, o disco é o “cartão de visita” como se fala hoje em dia.

Anos 90 também é o forte de uma banda que, na real, só começou esse ano. Lá de Natal, The Sinks canta em inglês e faz um mistureba bacana de referências no som. O EP tá disponível inteiro para download na página do selo/bar/festival DoSol e tá fazendo sucesso com quem escuta. Dizem que o show de estréia já contou com “200 nego”. O DoSol também está inaugurando sua fase como netlabel. Sabe aquele papo de ir comprar o CD? Coisa do passado…

Download direto aqui (disco inteiro)

Rock na floresta

Voltei. Já votou no Pop up! para o prêmio Toddy? As datas foram prorrogadas. Corre, que dá tempo!

Polícia
Eu prometo que essa vai ser a última vez, nos próximos cinco posts, que eu falo do Interpol. Mas é que saiu a capa do Our Love to Admire. Interpol versão National Geographic, canal/revista que vai aparecer de novo logo mais abaixo desse post. Nada de fundo preto com luzes vermelhas. As bright lights foram acesas e saca a cena que apareceu…

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Show
Mas então? O que vocês acharam do Int.. do Mada? Conseguir tirar oito, de 33 bandas, foi quase um sufoco. E por isso mesmo, cheio de orgulho. Escutem Madame Saatan e, se tocarem em sua cidade, corra para assistir. Forte candidato a segundo melhor show independente do ano. Porque o primeiro, você sabe, já é do Moveis Coloniais de Acaju. Logo depois do Mada, o MQN aportou no Recife e fez um show para lá de bonzão. Com direito a vídeo da principal banda da noite, a Vamoz.

Por falar em MQN, você já baixou o novo single Cobra, né? Está nos posts abaixo, no MySpace deles, no site da Monstro. Quem não ouvir, é vacilo.

MP3
Só não é vacilo maior que ficar por fora de todas as versões do All my Friends que o LCD Soundsystem está mostrando antes de lançar o single – lá fora, claro, porque aqui single parece ser um bicho papão das gravadoras. Tem uma com o Franz Ferdinand, divertida, mas longe de ser fantástica como a versão do John Cale. E para não ficar repetindo exageros, escuta e diz se não concorda?

Resenhas
Eu sei que prometi um monte de resenhas dos discos que recebi. Mas é que o plano foi interrompido por uma boa surpresa. O River Raid, daqui do Recife, lançou o primeiro CD depois de… dez? Já não sei mais quantos anos ao certo. E só nas primeiras faixas já veio a noção que tinha que parar e escutar tudo com calma. Ter certeza que era mesmo tão bom como na primeira impressão.

Coisa que o novo disco da Björk, lançado essa semana (e não vazou antes, vejam só), com certeza não é. A islandesa continua presa num programa sem fim do National Geographic. Daqueles mais chatos. Tem resenha, com vídeo e download de remix, para quem estiver curioso! =)