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Bobagens em geral :P

Festival Bananada

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Aguenta 41 bandas, ao longo de três dias? Maratona de verdade, para dar espaço a cena rock de Goiania mostrar seu potencial. Atrações são Devotos (PE), Graforréia Xilarmônica (RS) e MQN (GO). Conheça todas clicando aqui

Quando | 18, 19 e 20 de maio
Onde | Centro Cultural Martim Cererê, Goiana
Quanto | R$ 15 por dia. R$ 35 passaporte

Mada 2007 – Segunda noite

Na segunda rodada de shows, ficou claro que este ano o Mada perdeu alguma coisa. Complicado dizer tão em cima o que foi, mas eu apostaria na programação. Poucas surpresas, quase nada para se levar para casa na memória. A chuva contribuiu bastante também para esse resultado. Pouco menos de 3 mil pessoas, quando nos anos anteriores costumava passar de 10. Sempre que isso acontece, o “formato festival” acaba sendo colocado em cheque. Muita oferta para pouca demanda igual à circulação irregular de tantas bandas.

Esse “cheque”, ou falência, fica fácil de ser notado ao se assistir tantos shows em seqüência. O novo discurso independente é de que o palco é mais importante que o disco. Verdade. Mas poucos ainda se preocupam com o fato de que estão ali para uma experiência visual, não apenas sonora. Dessa última parte, a responsabilidade é da equipe técnica. E considerando a inexistência acústica da beira-mar, o Mada cumpriu sua função de maneira excelente. Jogou para as bandas a responsabilidade final, mas elas deixaram a peteca cair.

Pandora no Hako é uma banda local. Bandas “de proposta” são as mais difíceis. A deles é a de misturar músicas de antigas séries e desenhos animados japoneses num desafinado metal melódico. A informação passa despercebida para quem não é um iniciado. Se fossem armados de um cosplay, com o mínimo de preocupação estética no visual, teriam chamado atenção. Como não fizeram, foram apenas esquisitos e esquecíveis. Abriram a noite apenas para a comunidade nerd local.

Enquanto o Lucy and the Popsonics, de Brasília, tinham essa preocupação em mente, mas certamente centrada nos palcos pequenos onde já se apresentaram. No espaço enorme que um grande festival oferece, a dupla ficou perdida no que poderia ter sido um ótimo show. Mesmo caso da carioca Manacá. Boa performance, mas banda que deixa a desejar, principalmente quando se separam demais no tamanho grande do palco. Potencial desperdiçado.

A noite deu a primeira melhorada com o Rockassetes, de Sergipe. A banda tem hits certos no repertório, e isso já os coloca muito à frente de várias que passaram por esses três dias do repertório. Falta apenas um pouco de maldade na postura do palco. Coisa que eles conseguiram somente no fim dos 30 minutos de show. Conversando com os integrantes depois, eles entregam logo o jogo de que é a ansiedade de estar num grande evento. Mas se o festival é o novo “peneirão-vestibular” do rock independente, criar expectativas demais pode acabar reprovando.

Toda essa questão sobre “o que mostrar no palco” fica ainda mais crítica com outra local, a Memória Rom. É como assistir um ensaio. Ok, um ensaio mais empolgado, mas ainda assim pouca preocupação visual, traduzida em calça jeans, camisa de algodão e uma banda que ficou meio neurótica no palco. Eles já tinham se dado bem em outro festival local, o DoSol, mas acabaram se prejudicando no Mada.

Nessa seqüência tediosa, uma banda como a Cabaret já sobe no palco sabendo onde mirar para o gol. São personagens, com visual, roupa e hits em cada manga. Quem passar por perto, para. Quem parar, canta. E quem canta, vira cúmplice da brincadeira toda que eles fazem no palco. É difícil medir algo que não seja jabá para uma banda acontecer, mas se existir, então é apenas isso que falta para esses cariocas.

De todas as apresentações da noite, o Mellotrons pareceu a que estava mais em cima do muro nessas questões. São de fora, mas tem um público local que berrava cada letra exatamente na frente do palco. Eles tem “hit” – dá pra sair do show cantando pelo menos umas duas músicas de cabeça – mas o inglês infelizmente acaba sendo um obstáculo. O peso contra, na real, é que eles trazem informação demais para o palco. Isso não é ruim. Até porque eles mostram que se divertem bastante improvisando teclados e outros instrumentos, mas para um público que está sendo bombardeado de shows numa única noite, compromete. Quem não estiver grudadinho ali na grade, acompanhando os sorrisos, se dispersa logo.

Mesmo não sendo de Natal, já vi shows suficientes do Bugs para afirmar sem medo que eles são a grande banda de rock dessa cidade. Por terem essa maldade necessária para o palco, boas músicas, maturidade, etc, etc. E como toda banda, também mandam uma bola fora. O show funcionou para quem era local, mas se colocarmos eles nessa lógica do festival como um funil de novas bandas, hoje eles teriam ficado na borda.

A maior surpresa da noite foi o Mombojó. Não sei o que colocaram na água da cidade para a presença deles atrair tanta gente assim, já que eles não tocam em rádio, não estão nas paradas, nas novelas, nem nos canais tradicionais. E pela primeira vez, desde os incontáveis shows que assisti dessa banda, desde que eles tinham apenas metade dos integrantes e se chamavam Play Damião, eu vi eles saberem o que fazer com tanto público.

Show violento, com o vocalista Felipe S correndo e se contorcendo, subindo, pulando e caindo por todo canto do palco. Talvez seja aquela troca secreta que artista e público faz no palco. O Mombojó parece finalmente ter recebido o suficiente para oferecer algo no palco. No momento final, com Deixe-se Acreditar, um jornalista carioca que assistia o show ao meu lado chegou a dizer “caramba, parece até que são os Beatles de tanta comoção”. Meio exagerado, mas ótimo para passar uma idéia de como foi.

Mas o melhor show da noite, foi mesmo do Moveis Coloniais de Acaju. O que falei antes sobre o Cabaret, se aplica nessa banda de Brasília multiplicado por 30. Porque, aqui, quem olha também pula feito pipoca, grita bastante e sorri na frente de toda a metaleira da banda, formada por nove pessoas, correndo feito loucos no palco. Com o buraco deixado pelo Los Hermanos, eu aposto que falta pouco para esse se tornar a próxima grande banda jovem do Brasil.

O Mada também serviu para desmistificar essa história de que Natal tem uma grande relação com o Detonautas. Quando eles subiram no palco, numa pose meio hippie pró-paz que não cai bem no novo discurso social e anti-violência da banda, boa parte do público fez questão de ir embora. Média de 1000 pessoas encararam a chuva para curtir um show que teve até Raul Seixas e só terminou depois das 4h da manhã.

Mada 2007 – Primeira noite

Mada

Já cortando a conversa fiada, vou direto os shows. Aconteceu uma coisa esquisita no começo do festival. A primeira banda tocou com os portões ainda fechados, segundo algumas pessoas comentavam. Só lá pela terceira música que o público começou a entrar. Uma pena. A Baby Please foi a melhor surpresa do Mada até agora. Banda de Natal, bem afetada, que tem um ótimo vocalista com uma divertida presença de palco. Um rock mais cru, do mais comum de se ver aqui no Nordeste. Chamar a atenção tocando esse som é coisa séria. 

Parecia que seria uma boa noite para surpresas. O Claudia’s Parachute entrou com um show bem insano, mantendo o pique para o público que já se amontoava. Mas pela segunda música, o ritmo caiu. Foi de Sonic Youth para Radiohead e Muse em pouquíssimo tempo. Referências ótimas, claro, mas difíceis de seguir. Resultado foi uma apresentação que acabou cansativa.

Daí em diante, o Mada desandou. Compreendo a boa intenção de homenagear um grande nome local (coincidentemente, este mesmo ano o Abril pro Rock fez coisa parecida). Mas o tributo ao forrozeiro Elino Julião puxou uma série de apresentações chatas. Seguido de outras duas locais, Cabozó e Orquestra Boca Seca, foram horas de um regionalismo que não se identifica muito com o público da cidade. 

Isso ajudou a carioca Reverse. Depois de tanta percussão, o menor riff de guitarra parecia anunciar uma salvação ao público já carente de rock. Talvez encaixada numa programação menos variada, eles não chamassem tanta atenção. Até que entram com um cover pra lá de bacana de Eleanor Rigby, do Beatles. Daí pro final, ganharam uma boa primeira impressão.

Mada

Mas essa primeira noite do Mada estava perto de terminar e precisava ser salva. No nome do evento, música é o “alimento da alma” e o público – cerca de seis mil pessoas – estava bem faminto. Entra Madame Saatan. “Eu gosto de falar pra caralho mas não vou dizer nada não porque a gente só tem 30 minutos no palco”, disse a vocalista Sammliz. Mas foi tempo suficiente para eles fazerem o show mais surpreendente da noite. Anotem o nome dessa banda. 

Parece simplório sempre comparar uma banda de rock com uma vocalista mulher com Pitty, mas digamos que o Madame é uma Pitty com maldade. Muita maldade. Se essa menina tivesse fechado os punhos no palco, era capaz de esmagar todo o público, de tanto controle que ela conseguia sobre eles. Som, visual e performance com nota máxima.

A noite já teria terminado bem aqui. Mas Néguedmundo volta ao Mada este ano quase como um herói local. Impressionante como o público cresce apenas para ver ele. Sua música também cresceu. Se antes era mais centrada no hip hop, agora cresceu em sonoridades da música negra. A presença dele lembrou que ano passado, este mesmo festival tinha mostrado como Natal é forta com black music. Este ano parece ter deixado essa cena um pouco de lado. 

Nesse ponto, eu já tinha meio que premeditado escrever que shows do Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi, neste ponto que estamos, não precisa de mais comentários. O primeiro confirmou isso. Metralhadora de hits, com o público gritando o tempo inteiro. Mas a Nação Zumbi me surpreendeu. Já perdi a conta de quantos shows eu vi dessa banda e nenhum nunca foi tão longo. Terminaram de cantar depois das 3h30 da manhã. O mais bacana foi ver que o disco Futura já funciona no palco. Pau a pau com a fase Chico Science, que eles resolveram retomar (tinham parado no último Abril pro Rock).

E hoje tem mais… promete ser mais divertido com Mellotrons, Moveis Coloniais de Acaju, Rockassetes e Lucy and the Popsonics.

A manobra de Heinrich

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Eu falei dia 07 de maio? Porque esperar? O novo single do Interpol já está aqui! =) The Heinrich Manouver, para quem estava desesparado por alguma novidade concreta de uma das bandas mais legais de Nova York. E já que eu faço a maior propaganda-pagação-de-pau-gratuita, tá ai, a faixa para download! Depois digam o que achara =)

Quem também tá com single novo é o Mundo Livre S/A. Música inspirada no massacre que aconteceu em Virginia (EUA), onde um adolescente matou 32 pessoas. O autor ainda descolou de batizado para a Cho Seung Song. Particularmente não curti muito, mas é que sempre fui mais a favor da veia amor que política do Mundo Livre. Mas é essa última que sempre se dá bem, então é capaz de virar hit.

mundo livre sa

Enquanto isso, na coluna da semana, novidades sobre a volta do festival Pátio do Rock, com programação e data. Além de uma dúvida, que surgiu durante várias conversas. Você acha que a música termina no consumidor? Eu acho que não. Mas a lógica que todos – majors, independentes, etc – trabalham hoje anda pensando assim.

Pelo correio
Recebi essa semana o novo do Superguidis, lançado pelo selo Senhor F. Também uma demo do Abaixo de Zero. Próxima semana, publico resenha com faixa para download de ambos. Nesse meio tempo, conversei com o Fê Lemos e o Edgard Scandurra sobre os lançamentos do Capital Inicial e Ira! A matéria entra também próxima semana. A pausa, só lembrando um pouco do post passado, é para a cobertura do festival Mada!

Cover
Vocês já viram que beleza o Arctic Monkeys tocando Take it or Leave it dos Strokes?

Atualizem suas playlists!

Sabe o Wry? Essa semana chegou um email do Mário Bross, vocalista da banda, com o seguinte recado: “acabamos de jogar 4 musicas novinhas do Wry na nossa pagina no Myspace“. Quatro músicas que, vale destacar, são todas ótimas. Lá no espaço deles você só escuta, mas aqui para o Pop up o download foi liberado. Escolhi a mais legal, na minha opinião, Sister. Para quem anda sonâmbulo das informações, o Wry é aquela banda de Sorocaba que se mudou para a Inglaterra e agora é aquela banda da Inglaterra. Pega seu encarte do Rakes, Subways e todas as novas bandas bacanas daquele lado do mundo e dá uma lida nos agradecimentos. Achou? Então…

MP3 | Wry – Sister

[ download ]

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Na mesma linha do Wry, e também com novidade circulando no MySpace é a Sweet Fanny Adams, do Recife. Fazia tempo que queria ver uma banda assim dar as caras na cidade e acabei tomando gosto de verdade pelas músicas. Eles apareceram pela primeira vez num concurso de bandas de estudantes para tocar no Abril pro Rock – de onde nunca vou esquecer a quase traumática audição de 170 CDs – e foi um dos quatro finalistas. E como o MySpace meio que definiu o novo “formato demo da era MP3″, eles também lançaram cinco músicas. Minha favorita é a Flaming Veins. O nome esquisito da banda é tipo uma versão britânica para o nosso “…a inês é morta”.

MP3 | Sweet Fanny Adams – Flaming Veins

[ download ]

E o Interpol?

Já tem data certa para você ouvir a primeira faixa do novo disco do Interpol. Dia 07 de maio, quando The Heinrich Manouver chega as rádios na Europa. Segundo a revista Spin, o nome do terceiro trabalho da banda será Our Love to Admire e tem data oficial de lançamento no distante 10 de junho. Durante o show do Coachella eles aproveitaram para mostrar algumas novas para o público. De acordo com a cobertura da RollingStone americana, as músicas parecem bastante com a dos dois álbuns anteriores, só que mais alegre. Não ajuda tanto, mas já mata um pouco da ansiedade. No vídeo do show, a música Obstacle 1.

http://www.youtube.com/watch?v=Jf33das2FCw

Próxima parada… Mada, Natal!

CSS Quinta-feira chego em Natal para cobrir o festival Música Alimento da Alma, o Mada. Preso entre um gigante feito o Coachella e o nacional Skol Beats, podem pensar “pô, Mada?”. Mas sim, Mada! Afinal, quem chega nesses eventos maiores passa antes pelos festivais independentes. Ano passado, quando ainda nem sonhava que estaria no Jools Holland ao lado do Arctic Monkeys, o Cansei de Ser Sexy fez um dos melhores shos dos três dias de evento. Espaço bom para ficar atento a novidades, este ano estarão se apresentando Rockassetes, Pública, Móveis Coloniais de Acaju e Madame Saatan, entre outras bandas que por enquanto são mais faladas que ouvidas.

A foto ao lado eu tirei na edição do ano passado. Foi quando Lovefoxxx desceu do palco e se grudou com o público. Catarse foi o mínimo para descreve. Antes mesmo de começar a tocar, quando subiram no palco para ligar os instrumentos, a grade já era empurrada aos gritos por um monte de gente. Semanas depois, elas já estavam de malas prontas para a Europa. O que aconteceu depois, a gente já ficou até cansado de tanto saber.