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Bobagens em geral :P

Sopro de novidades na cena do Recife

A entresafra no Recife estava entrando naquele estado crítico onde começavam a surgir shows da “volte de” alguma banda que todos já tinham esquecido e a formação de super grupos (banda + banda) no desespero de que algo novo aparecesse nos palcos da cidade. Agora o fôlego para novos sons parece ter sido recupado e dado forma a novas bandas que, aos poucos, começam a chamar atenção em curtas apresentações e movimentam o burburinho – sem trocadilho – na noite.

Radistae, essa da foto, encabeça esse time de novidades. É formada por Yuri Queiroga – que recentemente chegou até o Grammy Latino, quando produziu o disco de Elba Ramalho – Chico Tchê, Gabriel Melo e Pernalonga. Junto nesse quarteto tem o dna de DJ Dolores e Aparelhagem, Academia da Berlinda, Bonsucesso Sambaclube e Faces do Suburbio, só para citar algumas. O nome é referência a um antigo pico de surf em Olinda, o que completa a equação para decifrar o surf music feito por eles. Apesar de carregarem uma forte referência a Dick Dale e The Pops, o repertório deles vai de Kraftwerk a Luiz Gonzaga em versões próprias. Aliás, porque é que até agora não tinha uma banda de surf music assim no Recife?
Para ouvir: www.myspace.com/radistae

Ex-Exus: Talvez seja difícil para quem é da cidade observar os Ex Exus como uma banda nova. O processo de transição da antiga banda “Comuna Experimental” para “Ex-Comuna” e, por fim, “Ex-Exus”, foi tão rápido que o desatento que os vê no palco demore a perceber diferenças entre elas. Eu já fui um desses desatentos e, por isso, demorei a conhecer de fato o som e o show da banda. Ao contrario das bandas que deram origem, que eram experimentalistas ao cubo, o Ex Exus arredondou as bordas da música e faz um rock provocador e divertido. É criativo sem cair no clichê do inteligente e harmonioso para se ouvir até sem pensar.
Para ouvir: www.myspace.com/exexus
Para baixar: Terroristas Freelancers (EP)

Albuquerques: Já se foi o tempo que podiamos dizer que o Recife não era uma cidade roqueira. A Albuquerques, formada por Vinicius Del Toro, Leo Bresani, Walman, Igor Capozzoli e Chaps, segue ao pé da letra a cartilha do stoner rock. As quatro músicas disponíveis no MySpace deles trazem de efeito colateral uma grande necessidade por mais. Eles chamam ainda mais atenção no repertório por ele estar todo em português, coisa difícil de fazer quando se pensa em Queens of the Stone Age e Danko Jones. Parece bobo, mas é uma diferença que pode fazer eles chegarem bem mais longe que as vizinhas Amp e Vamoz. É ouvir e torcer.
Para ouvir: http://www.myspace.com/albuquerquerockband

Rails: Essa é outra que parece até injusto de chamar de banda nova, com o histórico dos integrantes. Lulu Oliveira, Kennedy Costa e Murilo Nobrega estiveram em uma dezena de grupos no Recife, de todos os gêneros possíveis, desde o final da década de 80 até agora. Rock mais tranquilo, com uma pegada pop viciante e todo cantado em inglês, que traz essa carga da idade nas referências mais madura.
Para ouvir: http://www.myspace.com/railsrecord

Wassab: Para encerrar no mesmo pique do Radistae, essa é outra banda instrumental que vem de Olinda. Gilú, Hugo Lins e Juliano Holanda são os nomes que você costuma ler nos encartes da Orquestra Contemporânea de Olinda, Mundo Livre S/A e Naná Vasconcelos. Eles já estão até com um disco gravado, que deve ser lançado esse ano.
Para ouvir: http://www.myspace.com/wassabpe

Espera um pouco!

Popup! está fazendo, logo mais, cinco anos! :) Por isso o blog está em modo “back to basics”, preparando algumas mudanças para comemorar o aniversário! Aliás, por falar em aniversário, hoje é o meu! 28 anos, to começando a me sentir velho!

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Toque no Brasil

tnb

Entrou no ar ontem, em modelo ainda experimental, o Toque no Brasil. Decidi esperar passar um dia para falar sobre ele aqui no Pop up, primeiro por ter sido convidado a dar uns pitacos no site – e saber que ele ainda iria ser modificado em alguns detalhes – e segundo por curiosidade morbida de ver como ele reagiria ao dia de lançamento. Em termos bem práticos, o Toque é uma rede social a favor de circular a música no Brasil. É um modelo parecido com o americano Sonic Bids. Se você tem banda, pode se cadastrar lá e dizer que está afim de tocar no país e a troco do quê. Se você é produtor, então pode incluir seu evento ou casa de show lá, dizer que tipo de bandas está interessado e a troco do quê elas vão tocar no seu espaço.

É um grande facilitador de contatos. Já começou com 700 shows cadastrados graças a uma parceria com os coletivos Fora do Eixo e sua cria, o festival Grito Rock. Somente no primeiro dia, espalhando a notícia por twitter e blogs, foram mais de 500 bandas cadastradas. Quem está por trás da idéia é a BMA (Brasil Musica e Artes), Abrafin, o Circuito Fora do Eixo e as Casas Associadas. Em breve, a Feira da Música de Fortaleza também deve abrir vagas para tocar no evento lá e, com o tempo, as casas de show vão se organizando para fazer o mesmo.

Vai ser interessante observar, ao longo do ano, como essa ferramenta se desenvolve. Fico pensando na média de artistas cadastrados na Trama Virtual, que é de 68 mil – mais uma vez, para frisar, 68 mil – e se isso vai mudar de alguma forma o gráfico das programações dos festivais. Lembrando que o Toque no Brasil não é um sistema de cotas. Não se toca apenas por estar cadastrado. É só uma forma de abrir a visão a artistas e produtores da quantidade de eventos que existem em todo o país, na esperança de criar uma interação maior…

Casa Caiada

mombojo

Achei que a mensagem de fim de ano que o Mombojó deixou no site da banda foi um tanto dramática. Vem com um “por favor, não desistam da gente!”, na certa pela grande pausa que eles precisaram dar depois da banda ter dois desfalques nos integrantes. O Rafa, que faleceu, e Marcelo Campelo, que decidiu sair. Mas esse ano sai o disco novo deles “Amigo do Tempo” e, tive a chance de conversar com pessoas que já ouviram boa parte do material que garantiram que a coisa está no nível do incrível, para superar até o Nadadenovo. Tomara que seja tudo isso. Até lá – ainda sem uma data certa – já tem a primeira música para ouvir. Se chama Casa Caiada, nome que vem de um bairro do Recife de Olinda! Você escuta ela logo abaixo e, se quiser, pode baixar nesse link.

Mombojó – Casa Caiada

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Para começar bem o ano

Feliz 2010 :) Muita música boa pra gente esse ano!