Category: Blog

Bobagens em geral :P

Uma canção desesperada


Recbeat, uma canção desesperada. from Pedro Bayeux on Vimeo.

Pedro Bayeux manda avisar que já está na Internet o novo documentário Rec-Beat, uma canção desesperada. Para quem esteve em marte nos últimos três anos, talvez ainda não saiba que nas últimas edições do festival Bayeux sempre fez um documentário com tema distinto, lançando mais tarde em licença Creative Commons. Oportunidade para, quem teve a sorte de presenciar, se lembrar de uma das edições mais históricas do festival. Shows do Devotos, Móveis Coloniais de Acaju e Pato Fu que vão custar a sair da memória.

Falando em Rec-Beat, a edição 2009 começa a adiantar algumas novidades. Este ano terá uma etapa em São Paulo. Entre as atrações, tem um triunvirato latino, formado por Desorden Publico (Venezuela), BombaEstereo (Colombia) e Original Hamster (Chile). Além deles, Júlia Says, Catarina de Jah e DJ Dolores também estão confirmados em Sampa (mas ainda não no Recife). No mais, tem o Cordel do Fogo Encantado (que, por sinal, demorou para voltar ao Rec-Beat), Turbo Trio e o Camarones Orquestra Guitarrística, além do ainda não confirmado boato sobre o Burro Morto.

Ah, e Gutie, produtor da festa, disse por ai sobre a possibilidade do Afrika Bambaata. Bora?

A volta do Tenente Douglas

supersoniques

Que mané Los Hermanos! Volta mais que esperada acontece hoje à noite, no bar Dona Carolina. A banda Supersoniques, que carrega o DNA do novo rock de Pernambuco, se reencontra para fazer o nunca realizado lançamento do primeiro disco da banda. Acontece que, lá na década de 90, quando a gente ainda nem sabia que ia gastar toda a internet do trabalho baixando música, eles gravaram um disco no Fábrica Estúdios. Mas “As aventuras do Tenente Douglas” nunca saiu, mesmo com a banda indo bem na carreira, com passagem até pelo então iniciante festival Bananada.

A comissão de frente dos Soniques é formada por ninguém menos que Marcelo Gomão, hoje vocalista e compositor da Vamoz! e Zé Guilherme, que acabou se tornando um dos técnicos de som e produtores mais requisitados do país, fazendo o som de palcos como o do Tim Festival. O Dona Carolina não é endereço conhecido entre as festas de rock do Recife, por isso anota o silvisso ai: Rua Arthur Muniz, segundo jardim, Boa Viagem. Tem clone de Stella Artoir e discotecagem de Nicola Sultanum.

… por sinal, hoje à noite também tem Sweet Fanny Adams no UK Pub. Dois ótimos shows de rock, na zona sul, em plena terça-feira? Sinal de mudanças e do grande ano que 2009 promete ser na cidade.

Quem quer sua música?

brand

Um dos grandes diferenciais entre as gravadoras majors (você sabe, né? Warner, Universal, Sony/BMG, EMI) e as independentes é o contato com o mercado publicitário. Um serviço lá nos Estados Unidos percebeu isso e não demorou a associar que, assim como selos e gravadoras, existe também uma diferencial entre novas e pequenas agências de anúncios. E tudo que o Rublefish faz é sincronizar esses dois lados, aparentemente, sem comunicação.

Explicando: o músico se cadastra no site, manda suas canções e classifica ela de forma mais detalhada possível. Do outro lado, representantes de empresas de videogames, cineastas, documentaristas e até donos de restaurantes que querem fazer uma boa seleção de música para seus produtos, podem navegar no catalogo oferecido pelo Rublefish. Uma vez que se encontram, a equipe do site se encarrega dos encargos burocráticos para licenciar aquela música para a empresa interessada.

É tipo uma “editora sob demanda”, só que eles só levam porcentagens e te deixam com o fonograma. Parece ser uma daquelas idéias incríveis demais para não serem copiadas aqui no Brasil. Aliás, fica a dica ai para a Abrafin (que escolhe um novo presidente hoje, por sinal), que está crescendo tanto uma rede de relacionamentos que não precisa ser usada apenas para patrocínio direto.

As 20 coisas que você precisa saber sobre música online

ebook

O título longo acima não é meu. É do livro 20 things you must know about online music, um e-book escrito por Andrew Dubber (o cara da foto) e que é disponibilizado de graça em seu site, o New Music Strategies. O que ele fez foi reunir uma série de posts onde já escrevia naturalmente sobre o assunto, só que agora dividido em capítulos. Depois empacotou tudo em PDF e pronto, o link para download está lá e aqui também.

Os assuntos são bem interessantes. De clássicos conselhos como “não acredite no hype” a “customização”, “cauda longa”, “web 2.0″, “profissionalismo”, dicas para ser encontrado facilmente em sistemas de buscas, dicas sobre RSS (se você ainda não sabe o que é isso, talvez nem devesse estar aqui). Além disso, tem alguns tira-dúvidas valiosos sobre permissão e personalização, marketing viral e sistemas de recompensa.

Parece frase feita, para causar efeito, mas entre todas as dicas, a principal é a “coisa 20″, que ele batiza de “Esqueça os produtos – venda relacionamentos”. É como uma série de primeiros passos, parecido com aquele sobre como fazer um festival que já coloquei aqui no Pop up. Leitura obrigatória para quem tem banda e quer sobreviver na internet.

A lista da música social

Uma das mudanças fundamentais que a Internet trouxe para a música é que, a partir de agora, o fator social que sempre esteve presente nela foi elevado a máxima potência. Antes você convidava amigos (que vc fez por terem gosto parecido com o seu) para ouvir música em casa. Hoje, você compartilha as músicas diretamente com quem quiser em qualquer lugar do mundo, enquanto um outro grupo cataloga compulsivamente esse seu conteúdo, seja em tags do Last.FM, em blogs de MP3, comunidades de Torrent, etc. Todo mundo está agindo em cojunto e, ao contrário do que diz o assassino de alguns posts abaixo, em prol da música.

Mas quantos serviços desses existem na internet e qual deles realmente importam? Aqui no Brasil conseguimos listar de cabeça alguns gatos pingados, como o já citado Last.FM e, vai lá, forçando a barra, alguns até podem lembrar do Pandora e iMeem. Mas a lista é bem maior que isso. O site Social Music List faz uma relação da maioria dos serviços disponíveis. São todos endereços onde você pode compartilhar diretamente sua música com outras pessoas. Tem alguns que são revolucionários, apesar de pouco conhecidos, como o Streampad, que deixa online toda a lista de músicas em seu ipod. Já o Contrastream é para os indies mais xiitas, que ainda querem ter o prazer de escutar aquela banda que ninguém ainda ouviu falar. E, se virar sucesso, tem até um botão lá para você denunciar.

Tem mais. Tem site que deixa você fazer um broadcast de seu show ao vivo, enquanto outros carregam músicas totalmente de graça para um player que você pode disponibilizar onde quiser. E quando toca lá, o artista ganha uma graninha por isso. Quem ficou curioso, basta dissecar a lista inteira do site.