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Bobagens em geral :P

Recbeat divulga primeiras atrações

Mombojó

Duas grandes (e outras duas boas) notícias no começo de escalação do Recbeat. O festival, que influênciou o formato inteiro do Carnaval do Recife, divulgou os quatro primeiros nomes que se apresentam esse ano. De cara, já é a melhor alternativa para quem não quiser encarar a necrofilia que vai ser o show do Raimundos no mesmo período. Mombojó e Baiana System são certezas de melhores momentos mesmo antes do evento acontecer (se bem que, sei lá, tudo é possível :P). A cidade estava devendo ao Mombojó o retorno aos festivais e “Amigo do Tempo”, nas listas de melhores do ano só colabora para isso.

O Baiana System é tipo show perfeito para o Carnaval. Guitarra baiana + Dancehall, que é dona da melhor noite em Salvador. A passagem de Gaby Amarantos ano passado rendeu tanto que o Pará está de volta com o tecnobrega na programação. Felipe Cordeiro é de uma vertente mais pop-classe-média do gênero e promete repetir a euforia de Gaby ano passado. Quem vem do Pará, mesmo não sendo de lá, também é o DJ Patrick Tor4, figura sempre presente onde a música importa, vai discotecar em uma das noites do festival.

Tremor argentino

Olha o Tremor, banda lá da Argentina que vai pintar pelo Brasil em fevereiro. Eles vem para o lançamento da Casa Fora do Eixo, em São Paulo. Entre as várias ações que os coletivos planejam para esse ano está aumentar o intercâmbio entre os países da America Latina.

De volta

...e ali atrás tem um bebê

Eu achava que nenhum ano poderia trazer tantas mudanças na minha vida como 2009. Foi quando sai da casa de meus pais, pedi demissão de um monte de empregos, etc. Mas 2010 já é o dono dessa marca. E acho que o Pop up foi quem mais sofreu com isso. Ano passado nasceu Alice, minha filha (hoje com seis meses), me casei com a mulher mais incrível do mundo e eu fiz algo que sempre imaginei que nunca faria, que é encarar fazer produção associado ao meu trabalho de jornalista. Até então eu era bem sectarista e sempre critiquei quem inventa de ser as duas coisas ao mesmo tempo. Eu virei oficialmente sócio do festival Abril Pro Rock, me responsabilizando por um monte de coisas além da curadoria.

Escutei bem mais, mas escrevi bem menos. Pelo menos como jornalista. O fato é que uma filha, um festival e um doutorado eram coisas demais para dividir tempo com o blog. Tive que recusar mais de um convite para cobertura de festivais, inclusive do SWU. Fiquei sem resenhar um monte de discos que recebi e baixei. Por essa sensação de “ausência virtual”, decidi não participar dos convites que recebi também para listas de melhores do ano dos sites amigos.

Depois do hiato, volto mais uma vez a frequência de atualizações. Mas o site deve mudar de conteúdo aos poucos. O Pop up sempre foi um reflexo do meu trabalho “offline”. E agora que tenho feito outras coisas além de escrever para jornais e revistas,er isso deve refletir por aqui também. Não que eu vá fazer um post sobre troca de fraldas :P Mas vamos vê o que o tempo aguarda :)

Vespas Mandarinas @ Festival DoSol 2010

Vespas Mandarinas ao vivo no DoSol. Foto de Nicolas Gomes

Alguém gritou “Toca Forgotten!” e “Toca Ludov!”, enquanto um grupo de garotas morria de espernear quando Chucky Hipólito fazia sinal de coração com as mãos. Tem banda que significa uma coisa para o público e outra para o restante dos músicos e demais envolvidos na história. O Vespas Mandarinas é isso. De um lado, a expectativa de ver a próxima grande banda do rock nacional por amigos produtores e integrantes de outros grupos. Do outro, o esquisito resultado do encontro entre alternativo e a mídia de massa. Quem sai ganhando, para o bem dos Vespas Mandarinas, por enquanto, é o público desse segundo perfil.

É normal criar grande expectativa para um grupo como esse. Podem ser novos, mas os integrantes estão nessa tempo suficiente para pular – mesmo que não queiram – algumas etapas do começo de uma banda. É o que justifica eles estarem na programação de mais de um festival antes mesmo de completarem 10 apresentações. Essa pressa pode ser prejudicial. Se, por um lado, o público já sabe cantar todas as músicas como se as ouvissem por mais de uma década, pelo outro, a falta de um disco ainda pesa contra os Vespas. Tudo é legal, mas ainda falta aquele hit que você sai cantando do show.

No show que fizeram no festival DoSol, o placar entre público e bandas da cena só mudou de lado quando entrou Fábio Cascadura no palco, cantando músicas do sempre excelente disco Bogary. Nessa hora a gurizada ficou um pouco perdida no excesso de informação, enquanto a ala mais velha ficava empolgada de ver essa coisa de encontro da cena independente ficar ainda maior. O frontman do Cascadura, por sinal, parece ser uma soma perfeita ao formato dos Vespas. Não apenas por ser dono de uma das melhores vozes de todo esse universo de bandas, mas pelo potencial que tem de fazer um álbum inteiro de hits.

Conversando depois com Thadeu Meneghini (ex-Banzé) e Chuck, eles falaram que a maior vontade do Vespas é se tornar uma banda de participações especiais. Possivelmente, fechando temporadas inteiras de uma turnê sempre acompanhada de um nome conhecido do rock nacional. Assim como a ansiedade de colocar eles logo entre as atrações de outros festivais, essa pode ser uma opção que pode comprometer o ritmo de uma nova banda em conquistar sua marca mais importante, que é a identidade.