Abril pro Rock 2006
No Abril pro Rock do ano passado, parte da imprensa que circulava no pavilhão do Centro de Convenções fazendo cobertura do evento tentava decretar, frente atrações modesteas, a falência do festival. Avaliação bem precipitada. A 14á edição do festival deu a volta por cima no que parecia ser o pior contexto deles: um ano sem patrocínio privado. Mas, com a aprovação da Lei Rouanet e, pela primeira vez, um patrocínio grande da Petrobrás, o evento faz sua edição com o maior número de atrações internacionais. De quebra, volta ao posto entre os eventos de rock independente mais importante do País.
As novidades da edição 2006 começam na sexta-feira, que não terá mais a estrutura de dois palcos grandes. “Serão dois palcos menores, com outro jogo de iluminação e fumaça”, adianta o produtor do evento, Paulo André Pires. “De todo esse cenário pop, a música eletrônica foi o que mais cresceu nos últimos anos”, explica o produtor, para justificar a programação deste dia, que será toda com música eletrônica.
Os já divulgados Diplo (EUA), Stereo Total e Kook and Roxxy (ambos da Alemanha), se juntam a estranha presença dos DJs Igor Cavaleira (Sepultura) e João Gordo (Ratos de Porão). Não é a primeira vez que eles aparecem de DJs. O primeiro com set eletrônico, o segundo na onda rock anos 80. A noite vai servir para começar a empolgar o público para uma nova casa noturna que será inaugurada até o fim do ano. Tudo ainda em segredo.
Nos outros dois dias, o formato de shows normais voltam com Angra (SP) e a Orquestra Imperial (RJ) sendo as atrações principais. Ainda terá espaço para estréia da Maquinado, nova banda de Lúcio Maia (Nação Zumbi), e do também coletivo Lafayette e os Tremendões (RJ), com bandas cariocas fazendo cover de sucessos da década de 60 da Jovem Guarda. O Mutantes, que circulava como boato, realmente vai voltar. Mas os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista se recusaram a fazer apresentações no Brasil em 2006.
Debute
O Abril pro Rock já está se programando para o aniversário de 15 anos, em 2007. “Estamos organizando um livro com a história do festival e também um DVD. Vamos querer ouvir todas as boas histórias que aconteceram no Abril pro Rock”, planeja Paulo André.
:: PROGRAMAÇÃO
Sexta: Diplo (EUA), Stereo Total (Alemanha), Kook and Roxxy (alemanha), Dj João Gordo (SP), DJ Igor Cavalera (SP), Montage (CE) e Bloco Mega Hits (PE)
Sábado: Angra (SP), Atrocity (Alemanha) Leaves Eyes (Alemanha), Forgotten Boys (SP), Cólera (SP), Lou (BA), Terraprima (PE), Ungodly (BA) e Medulla (RJ)
Domingo: Cachorro Grande (RS), Frank Jorge e Volver, Orquestra Imperial (RJ), Cidadão Instigado (CE), Lafayte os Tremendões (RJ), Camille (França), Parafusa (PE), Carfax (PE) Iupi (PE) e Maquinado (PE)
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:: Cobertura Abril pro Rock 2005
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Nenhuma vida cabe dentro de um filme. É o problema chave onde esbarram as cinebiografias, que precisam esticar e encurtar a sensação do espectador para que, nas duas horas de projeção, nenhuma injustiça seja feita. Quando se trata então da vida de Johnny Cash, “o homem de preto”, dono da voz e algumas das canções mais marcantes da Country Music, isso é um problema realmente grave. Essas duas horas ficam inquietantes, provocando uma necessidade de mais informação, mais detalhes e mais música. “Johnny e June”, que estréia este fim de semana nas salas do Recife, chega para provocar essa reação no público.