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A Abrafin quer ouvir você

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A Associação Brasileira de Festivais Independentes ainda está pegando impulso para o pique que vai dar em 2009. No próximo dia 21 terá, além do meu aniversário =P, o resultado da eleição da nova gestão do órgão. Paralelamente, eles pretendem divultar um estudo feito pelo Bruno Ramos (não sei a Slag deixou de existir, caso sim, então ex-Slag Records) que traz um mapeamento impressionante do cenário independente nacional. Eu já tive acesso a uma prévia e os reclamões de que em festival só tem panelinha vão encontrar dados valiosos lá. Como, por exemplo, o de que mais de 800 bandas diferentes tocaram nos festivais ano passado em todo país.

Uma segunda parte dessa pesquisa envolve você. Pessoas que vão a esses festivais, sejam apenas consumidores regulares de música, toquem em banda, jornalistas, blogueiros, curiosos, entusiastas, críticos, etc. Eles vão tentar perceber, primeiro, qual o entendimento geral que o público tem por Abrafin e, depois, o que eles acham que precisa melhorar na associação. A pesquisa é bem rápida e dura menos de cinco minutos para responder todas as questões.

Quem quiser participar e ajudar a construir uma cena ainda maior, só precisa clicar aqui.

Calendário dos festivais independentes de 2009

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Para quem já quiser ir se programando, em 2009 tem festival em todo o Brasil, com uma penca de bandas para assistir. Eu já estou fazendo meu mapa de possíveis coberturas – que esse ano será bem menor, se não arrumar um apoio – em todas as cidades que quero passar, conhecer as cenas locais e me divertir horrores nos shows. As datas são do calendário oficial da Abrafin, com algumas inclusões por fora:

JANEIRO

Humaitá Pra Peixe – Rio de Janeiro | RJ
09 a 31 de Janeiro


FEVEREIRO

Psycho Carnival - Curitiba | PR
19 a 24 de Fevereiro

Recbeat – Recife | PE
21 a 24 de Fevereiro


MARÇO

Grito Rock América do Sul – 50 Cidades
20 de Fevereiro a 10 de Março


ABRIL

Abril Pro Rock – Recife | PE
17 e 18 de Abril

6º Tendencies Rock Festival - Palmas  | TO
23 a 25 de Abril

5º PMW Rock Festival - Palmas | TO
28 de Abril a 01 de Maio

9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe – Belo Horizonte | MG
09 a 11 de Abril


MAIO

Festival Casarão - Porto Velho | RO
30 de Abril a 02 de Maio

SEMUS – Semana da Musica de Mato Grosso – Cuiabá | MT
Maio de 2009

Eletronika – Festival de Novas Tendências Musicais - Belo Horizonte  | MG
07 a 10 de Maio

Festival Bananada – Goiânia | GO
22 a 24 de Maio


JULHO

BoomBahia - Salvador | BA
10 a 12 de Julho


AGOSTO

MADA - Natal | RN
Agosto de 2009

Porão do Rock – Brasília | DF
14 e 15 de Agosto

Ponto CE - Fortaleza | CE
14 e 15 de Agosto

VII Festival Calango de Artes Integradas – Cuiabá | MT
18 a 23 de Agosto

Feira da Música – Fortaleza | CE
19 a 22 de Agosto


SETEMBRO

No Ar: Coquetel Molotov - Recife | PE
Sem data oficial

Goiaba Rock – Inhumas | GO
05 e 06 de Setembro

MIMO – Mostra Internacional de Musica - Olinda | PE
06 a 12 de Setembro

Jambolada - Uberlândia | MG
10 a 13 de Setembro

Vaca Amarela - Goiânia | GO
18 e 19 de Setembro

Festival Varadouro – Rio Branco | AC
25 a 27 de Setembro


OUTUBRO

Festival Mundo – João Pessoa | PB
Segunda semana de outubro

Festival Demo Sul - Londrina | PR
09,16,17 de Outubro


NOVEMBRO

Festival DoSol - Natal | RN
07, 08, 11,12 e 13 de Novembro

Mix Music – São Paulo | SP
13 a 15 de Novembro

Consciência Hip Hop - Cuiabá | MT
13 a 15 de Novembro

GIG Rock - Porto Alegre | RS
14 e 15 de Novembro

El Mapa de Todos – Musica, Integração e Cultura Digital - Brasília | DF
21 e 22 de Novembro

Goiânia Noise Festival – Goiânia | GO
27 a 29 de Novembro


DEZEMBRO

Festival Evidente – Rio de Janeiro | RJ
11 e 12 de Dezembro

Tem mais informações sobre cada um dos princiais festivais do ano na seção Festivais aqui do blog. E esse post vai ficar linkado lá ao longo do ano inteiro para quem quiser conferir as datas… que serão atualizadas também quando sair divulgação oficial de cada evento.

E você, vai para quais?

Boom Bahia 2008: Primeiro dia

O Pelourinho, como todo bom clichê turístico, não é freqüentado pelo baiano típico. Ali é reduto para turistas e, salvo algumas raras exceções, sequer existe motivo para ir até lá durante um fim de semana. Apenas isso já seria um enorme tiro no pé para quem decidisse escolher o cenário para um festival de rock. Começando às 15h, então, é suicídio. Só que encontrar o palco do Boom Bahia já cheio de gente, em plena tarde de sábado, era apenas uma das surpresas reservadas para o fim de semana.

Bolado pelo Aparelho Cultural, que tem à frente uma das figuras mais importantes do indie nacional, Messias Bandeira, o festival acontece com o mínimo de apoios possível. O orçamento, se comparado até a outros independentes, deve chegar no máximo ao do cachê de uma das atrações internacionais de um Abril Pro Rock. Então é um cenário de constante superação, que envolve as bandas e figuras da cena local no fortalecimento da idéia de que a Bahia é uma das terras prometidas do rock.

Na verdade, o Boom Bahia não começou no sábado. O primeiro dia foi no Instituto Cultural Brasil-Alemanha (Icba), com debates e dois showcases de abertura. Estive na primeira mesa, sobre jornalismo e música, junto com Luciano Matos , Chicão, Braminha (representante da MTV em Salvador) e Mário Sartorello (rádio educadora), mediado pelo professor do Doutorado da UFBA Jeder Janotti Jr. O papo começou tímido, mas terminou mais acalorado quando chegou no deve-não-deve criticar a cena independente.

Todos os eventos foram de graça. Nessa primeira noite circularam cerca de 200 pessoas pelo local, naquele clima de “its all happening” com direito a troca de CDs, contatos, cartões, etc. Um encontro da Abrafin Nordeste deu seqüência na noite que contou com Anderson Foca, Paulo André, Ivan Ferraro, Rogério Bigbross, mediação do próprio Messias e participação ainda de Gilberto Monte, da Fundação de Cultura da Bahia.

Da maratona de shows, fica evidente o fato de que a qualidade das bandas baianas são muito, mas muito acima da média do que acontece no Nordeste. Em nenhuma das outras capitais – nunca estive em Fortaleza, então talvez eu possa me enganar em relação ao que acontece lá – seria possível montar uma grade com tantas atrações locais, todas com bons shows.

Existe uma relação de auto-estima local na Bahia que é muito importante. O público vibra por atrações da casa, marcm presença e canta junto. E isso era visto até na mais nova do sábado, Vivendo do Ócio, que fez uma das melhores apresentações de todo festival. Novo rock, cantando em português, com personalidade própria. Tudo sem muita pretensão, com um vocalista que toca guitarra igualzinho ao Alex Turner.

A pegada folk dos Culpados manteve o bom nível do dia. Nessa, minha teoria sobre a média das bandas ganhou reforço. O rock da Bahia não é concentrado em nada e encontra interlocução (boa) em todos os seguimentos. Seria muito mais fácil encontrar um punhado de clones de Pitty e Novos Rauls, pegando carona no que se espera ouvir ao associar o gênero à cidade. É legal ver como essas diferenças convivem bem… Não consigo pensar numa banda folk sobrevivendo numa cidade como Recife.

De fato, não consigo lembrar de banda folk nenhuma no Nordeste inteiro. Ainda mais uma que consiga segurar a onda antes de um show de hardcore. A Lumpen, que subiu ao palco logo depois, entrou no top 5 de melhores apresentações do Boom Bahia (que, por sinal, foi rigorosamente pontual). A banda, que tem um cara que é praticamente um clone dos integrantes do Bad Brains nos vocais, trouxe as primeiras rodas de pogo do festival.

Acho que é sempre importante para uma banda que canta música de protesto não se levar tanto a sério assim. A Lumpen consegue perceber que, antes de tudo, tem gente ali para se divertir e não para ouvir sermão, coisa que estraga 10 em cada 10 bandas de hardcore, principalmente no Nordeste. Eles, pelo contrário, promoveram a celebração antes de tudo, brincaram no palco e garantiram o clima do festival.

Nesse show, eu vi uma figura ensandecida no público. Figura baixa, camisa vermelha, com um sorriso que devia ser maior que a própria cara. Ele não parava de gritar “TOCA RAUL!” para as bandas. Era o próprio Lázaro Toca Raul, figura do rock baiano que talvez só não seja mais comentada quanto o próprio ídolo por quem ele sempre esperneia.

Quando os Irmãos da Bailarina começaram a tocar, a noite também já ensaiava sua entrada no cenário. Foi um show muito mais baixo, que mesmo em uma noite tão eclética, acabou servindo um pouco como balde de água fria no público. Mesmo com músicas mais densas do que as que estão no MySpace, teve poesia em excesso para o ritmo de um festival. Muita gente decidiu circular na hora. O que eu vi, curti. Apesar de achar que, diferente do Lumpen, eles se levam um pouco mais a sério que o permitido no palco.

Aliás, esse é o único ponto negativo da Lou. A nova vocalista, Danny Nascimento, deu uma melhora de 300% na banda. Já conhecia o trabalho dela solo, que teve pouca força depois que ela participou do ídolos (sim, aquele programa da Globo. Ou era Fama?). Apesar da vibe um tanto Pitty na banda, elas conseguem passar um toque próprio nesse tipo de rock que hoje tem mais cara de baiano. A presença dela de palco ajuda um monte. Danny cresce mais que a própria banda quando canta com a voz de quem engoliu um afinador.

Junto com os Irmãos da Bailarina, a próxima banda que se apresentou fez parte do time low-profile do festival. Theatro de Séraphin representa uma geração anterior do independente soteropolitano. Formado inclusive por um ex-brincando de deus. É quase inevitável, portanto, a grande quantidade de referências ao rock dos anos 80. As músicas mais lentas acabaram dando uma sensação de que o show durou mais que os reais 30 minutos.

Uma coisa que o Boom Bahia faz e que não seria de tão mal ser implementado por outros festivais é o rigor do horário. A Sweet Fanny Adams anunciou o penúltimo show e o relógio ainda batia as 21h. Tudo organizado para terminar cedo. Claro, precisa levar em consideração que a cidade ainda tinha muito mais festa e shows próprios para oferecer para quem quisesse ver o sol nascer na rua.

A única atração de fora do primeiro dia, os Sweet fizeram um show – por falta de termo melhor, vou usar um que odeio – bem redondinho. Lembro quando vi os primeiros shows da banda, quando eles levavam meia hora tentando entender o que estava acontecendo no palco entre uma música e outra. Acho que uma vez cheguei a ir ao banheiro e voltar nesse intervalo. Agora, eles estão no pique de fazer um bom show precisando apenas plugar os instrumentos.

Mandaram uma versão de Wolf Like Me, do TV On The Radio, além de músicas dos dois EPs. Já tinha gente lá na frente do palco que sabia cantar boa parte do repertório, o que foi legal de ver. Dentro do contexto do independente, acho que já dá para colocar eles no patamar das bandas médias. Próximo ano, se mantiverem o pique, devem subir no horário da programação dos festivais. Mas, confesso, nem estão no meu top 5 do Boom Bahia.

O trabalho de encontrar palavras para descrever um show do Retrofoguetes tocando em casa parece ser tão ingrato quanto desnecessário. O do encerramento do festival teve uma novidade para mim. Subiram os três de macacão vermelho, com uma nova logomarca da banda. Algo que eles parecem fazer sempre em Salvador, mas que nunca tinha visto nos oito shows que já vi deles em outras cidades. E visual bem cuidado sempre foi uma das raras coisas que sempre achei que faltava no Retro.

Morotó, que agora tem na prateleira o prémio Dodô e Osmar de melhor guitarrista do Carnaval da Bahia – disputado com figuras do Axé e tudo mais – quebrou as cordas já na primeira música, de tanta vontade de destruir no show.

O Retrofoguetes consegue fazer você cantar no show. E isso apenas já é suficiente para explicar porque eles são uma das melhores bandas instrumentais do mundo. De surf music, a melhor com certeza. Sem medo de mandar um hit como Dick Dale and his Del-Tones (aquela do Pulp Fiction, sabe?) eles te deixam duas opções apenas: dançar e pular feito louco, ou cantar os trechos da música, imitando os instrumentos, ou até inventando uma letra, igual um louco fez, encostado na parede mais próxima do palco, totalmente em transe.

Tudo isso terminou antes das 22h. Uma boa parte de quem estava ali nos bastidores acabou indo para a festa Baile Esquema Novo, na Boomerangue. Uma parte para o Balcão, outra para o Postudo. De todas as cidades que já visitei, Salvador foi a única que tinha mais de duas opções do que fazer para continuar a noite após um festival. Acho que se o Boom Bahia conseguisse se conectar com essa vida noturna rica, cresceria ainda mais.

Logo mais tem o texto sobre o segundo dia. Na sequência, videozinho dos shows. As fotos são de Mariana Neri.

Independência, parte dois

Primeiro vieram os festivais

Em um cenário apocalíptico onde as grandes gravadoras começaram a apertar a descarga do departamento artístico, reduzindo contratos e lançando cada vez menos discos e músicas, as bandas encontraram nos festivais independentes um sopro de sobrevida. Do primeiro arquivo em formato MP3, há 10 anos, até este fim de semana, a Internet escancarou um fato que não era peciso esforço para ignorar: existem centenas, senão milhares, de bandas lançando coisa nova em todo momento. E se essas bandas não iriam mais assinar contratos, poderiam pelo menos vislumbrar um calendário de grandes eventos ao longo do ano inteiro, em todo o país, que garantiria ao menos uma mímica de mercado independente.

A Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin) permitiu isso. Essa informação de que em um estado distante como Cuiabá tinha eventos tão interessantes como a então efevercente cena do Recife. E que as bandas de Belo Horizonte encontrariam um grande evento logo ao lado, em Goiânia. Os eventos se conectaram e, com a troca de informações, criaram um grande funil para bandas independentes. A coisa ficou mais séria e, quem quisesse tocar, teria que aprender a abrir mão de certas regalias e passar a colocar a banda em primeiro lugar. Pouca gente aguentou o tranco e até cancelou participação em festivais.

Muita banda inclusive acabou depois de tocar em festival. E, provavelmente, muito mais bandas devem acabar a partir de agora, porque o negócio vai começar a ficar realmente sério.

Até então, depois dos festivais não vinha mais nada.

Uma das conseqüências que a Abrafin trouxe ao meio independente do país foi uma facilidade melhor de articular uma turnê fora do país. Nos últimos dois anos a participação do Brasil em eventos como o South by Southwest quadruplicou. E enquanto a banda Debate fazia shows em várias cidades vizinhas ao Texas, Eduardo Ramos (sim, aquele do CSS), teve o estalo ao lado do amigo Sérgio Ugeda, da Amplitude. “Estamos tocando no Texas, mas nunca tocamos em Bauru”. E passaram a olhar mais atentamente a vizinhança.

De volta ao Brasil, os selos Slag Recores e Amplitude decidiram juntar os esboços desses questionamentos em idéias concretas. Até então, fazer shows no Brasil sempre significou 1- Fazer uma temporada de dois meses, sempre com média de cinco ou seis shows, nas casas dos arredores da Augusta em São Paulo; 2- Contornar o Nordeste, com um máximo de três shows que passavam por Natal, João Pessoa, as vezes Recife, as vezes Fortaleza. Um potencial enorme sempre foi deixado de lado em cidades do interior.

Nos últimos seis meses, Slag e Amplitude dedicaram tempo exclusivo em desbravar o interior. Primeiro com ligações para donos de bares e casas de shows, a principio desavisados e desinteressados, muito perrengue, visitas nas casas e persistência. O resultado chegou agora: Esses caras estã montando um circuito de nada menos que 90 shows no Brasil. Noventa. E agora, cair na estrada ganha um novo sentido.

Até então, isso é algo inédito. E incrivelmente grande. Nos Estados Unidos as bandas viajam sem muito glamour de cidade para cidade, as vezes fazendo pequenos shows, outras vezes esbarrando em um grande festival. Essa vida na estrada talhou o som desde históricos Led Zeppelins a hypados Klaxons e mesmo estrangeiros como o CSS. No Brasil, é certo afirmar que nenhuma banda independente conheceu de verdade essa vida on the road, que, ironicamente, é até comum a alguns nomes do mainstream do pop nacional.

A primeira turnê Amplitude + Slag será com as bandas Fóssil e Attractive&Popular. Para não começar dando um passo maior que a perna, as duas bandas somam, juntas, cerca de 40 shows. Tocam em Bauru, Botucatu, São José do Rio Preto, Araraquara, Mogi das Cruzes, São Carlos, Rio Claro, Campinas, São José dos Campos, Piracicaba, Limeira, Guarulhos, Sorocaba, Bragança, Franca, Santos, Ribeirão e São Caetano do Sul, além de São Paulo.

Vai ser a primeira vez que uma banda independente consegue fazer um show por dia, todos os dias, sem parar durante um mês.

Nesse trajeto, encontram outras bandas e, com o tempo, vão multiplicando o circuito. Outras bandas como Firefriend e Macaco Bong já estão fechando suas participações nesses circuitos. E Eduardo Ramos e Ugeda já estão articulando novos braços, com Anderson Foca no Nordeste e, mais tarde, Fabrício Nobre no Centro Oeste. A interiorização vai mudar profundamente o comportamento e postura que as bandas começarão a precisar assumir a partir de agora.

Conversei ontem com Eduardo e, na seqüência, vem um post com entrevista. E as bandas podem começar a se preparar para se levar muito mais a sério do que jamais imaginaram. E, na sequência, as datas das turnês, que começam dia 23 de setembro.

Nordeste Independente #5

AE! O Podcast não tinha acabado. Só demos uma pausa – enorme, de um mês – porque eu fiquei sem computador e resolvi comprar um novo que não sabia usar totalmente. Nesta edição, eu e o Luciano Matos, de Salvador, conversamos com o Pablo Capilé. Para quem nunca ouviu falar, ele é produtor de Cuiabá (MT) e comanda por lá o Festival Calango, que acontece próximo fim de semana. Além disso, é um dos cabeças do Espaço Cubo e do Circuito Fora do Eixo. Conversamos com ele no começo do mês, então dêem um desconto para alguns tópicos que acabaram ficando datados.

Capilé também é uma das figuras polêmicas da Associação Brasileira dos Festivais Independentes, principalmente por sua postura bastante política dentro do grupo. Conversamos sobre isso e ele teve ainda oportunidade de explicar como funciona o sistema cooperado de lá. De quebra, era inevitável uma geral na própria cena de Cuiabá. Abaixo tem o tracklist:

1 – Vanguart – Miss Universe
2 – Calistoga – Silence is Too Loud
3 – Beto Só – O tempo contra nós
4 – Volver – Não Sei Dançar
5 – Macaco Bong – Noise James
6 – Matiz – Não vá rir
7 – Chambaril – Desculpa aí
8 – Cérebro Eletrônico – Pareço Moderno

[podcast]http://www.popup.mus.br/mp3/neindie05.mp3[/podcast]

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